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Dilma sai da sombra e expõe sua responsabilidade pelas ações da Funai

O jornal Correio Braziliense noticiou hoje (8) que, irritada com os frequentes protestos envolvendo os processos de demarcação de terras, a presidente petista suspendeu os procedimentos conduzidos pela Funai, encomendando novos estudos e estaria preparando mudanças na cúpula do órgão

Segundo o jornal, uma semana depois de a presidente Dilma Rousseff ser vaiada em Campo Grande, durante manifestação contra a demarcação de terras indígenas, o Palácio do Planalto decidiu intervir nos trabalhos conduzidos pela cúpula da Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão responsável por definir as reservas. O primeiro movimento veio ontem, sob a forma da suspensão de processos de delimitação de terrenos no Paraná, estado que enfrenta tensão crescente por conta da disputa por territórios.

Por determinação de Dilma, afirma o noticioso, a Casa Civil encomendou à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e aos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário a elaboração de relatórios sobre os estudos conduzidos pela Funai para embasar a demarcação de reservas indígenas. O primeiro a ser apresentado veio da Embrapa, que divergiu da análise da Funai sobre 15 áreas localizadas no oeste do Paraná, que, segundo a fundação, deveriam ser transformadas em reservas. A avaliação da Embrapa, contudo, relatou que a presença de índios nesses territórios é inexistente ou recente demais para justificar a delimitação de territórios indígenas.

Posted in Apartheid no Brasil, Multiculturalismo, Português, Verwoerdismo | Indigenismo.

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7 Responses

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  1. Oiticica says

    PARECE QUE O UIRAPURU NÃO CANTA MAIS…

  2. Marco says

    O problema não são os caboclos extrativistas ou pequenos agricultores ou criadores de rebanho que podem muito bem conviver com indígenas sem ameaçar a sobrevivência destes dentro da sua forma e organização social, mas os grileiros, expansionistas das monoculturas e mineradoras.

  3. Leão says

    Sr. joao.uirapuru,

    E sobre a limpeza étnica de mestiços que ocorrem quando criam terras exclusivas para indígenas? Qual a sua opinião?

  4. joao.uirapuru says

    AGRONOMÓIDES EMBRAMÓIDES são PESQUISOMÓIDES e CIENTISTOMÓIDES que tomaram ingeção de gasolina da CHEFMÓIDE da Casa Civil, a NAZIMÓIDE Gleice HoffMóide, mulher do Paulo BernarMóide do PTMÓIDE.
    EMPRAPAMÓIDES também são URBANÓIDES com CGM – Cerebro Genéticamente Modificados, formados “in vitro” nas Faculdades de Agronomia, onde ingeriram grandes doses de Herbicida Mata Tudo “Rondup”, fabricado pela Monsanto MONSANTÓIDE.
    Os NAZISMÓIDES da EMPRAPA já exterminavam ervas e plantas da bio-diversidade.
    Agora os NAZISMÓIDES EMBRAPAMÓIDES extermínam pessoas, participando de genocídio e limpesa étncia da Gleise Hoffmann contra tribos de Indios, no Brasil.

  5. Leão says

    Informaçõs muito importantes. É preciso aprovar nestes municípios, e no Estado de Santa Catarina, lei reconhecendo a etnia mestiça, como as leis do Dia do Mestiço que já foram aprovadas no AM, RR e PB. Nós mestiços somos nativos e temos direito originário sobre a terra. http://nacaomestica.org/blog4/?p=2252 Quando a Funai expulsa mestiços – e outros não indígenas – ela está promovendo apartheid e limpeza étnica e isto é proibido pela Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, a qual, em seu art. III, estabelece que,

    “Os Estados Partes especialmente condenam a segregação racial e o apartheid e comprometem-se a proibir e a eliminar nos territórios sob sua jurisdição todas as práticas dessa natureza.”

    Caso desejem um modelo de projeto de lei, teremos prazer em fornecer.

  6. Moradora da Enseada de Brito says

    RESUMO DEMARCAÇÃO 2013.docxExibir online

    INST. NORMATIVA 02-2012.pdfBaixar

    INST. NORMATIVA 02-2012 PARTE2.pdfBaixar

    rESOLUÇÃO POSSUIDORES.pdfBaixar

    resolução possuidores parte 1.pdfBaixar

    mapa demarcação.pdfBaixar
    Baixar tudo como zip

    Prezados

    O material que segue anexo é de grande importância e servirá para esclarecer o que está acontecendo no Morro do Cavalos e nas Comunidade de Enseada de Brito, Maciambu Pequeno e Araçatuba.

    Alguns reflexos da demarcação:

    1) 60 famílias serão desalojadas, incluindo pescadores e maricultores, para dar lugar a índios de origem paraguaia,

    3) 4 mil pessoas ficarão sem água tendo em vista que a captação de água das comunidades está dentro da área demarcada;

    4) Os cortes de água atingirão a nossa produção de mariscos e ostras;

    5) Devido à insistência da FUNAI por um projeto com dois túneis a obra irá atrasar cada vez mais (obs.: eles pretendem desativar a via atual e causar um prejuízo de R$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais) nos cofres públicos;

    6) No entorno de 10 km, segundo resolução do CONAMA, qualquer empreendimento em área considerada rural, necessitará da autorização da FUNAI.

    7) Exôdo indígena: índígenas de diversas regiões do país e de fora do país virão para a Enseada de Brito e região em busca da proximidade da capital.

    Estes são apenas alguns exemplos desta tragédia anunciada pela recente Resolução do dia 12/12/2012, expedida pela FUNAI.

    Obs.: Favor ler atentamente o art. 21 e seguintes da Instrução Normativa nº 2, que demonstra como será a expulsão dos não índios a partir de agora.

    O vídeo do link abaixo foi postado no blog do Procurador do Estado do RS – Rodinei Candeia – que conseguiu suspender o processo demarcatório da TI de Mato Preto no Rio Grande do Sul, que atinge o município de Erechim, entre outros.

    Neste vídeo, de poucos dias atrás, está demonstrado o que está ocorrendo no parque da Usina de Itaipu, na região de Guaíra – uma invasão de índios paraguaios… vale a pena assistir.

    http://www.rodineicandeia.com/2013/02/indios-paraguaios-invadem-area-de-itaipu.html

    Abaixo segue uma matéria publicada da Revista Veja de 2007 sobre o assunto:

    Brasil
    Made in Paraguai
    A Funai tenta demarcar área de Santa Catarina para
    índios paraguaios, enquanto os do Brasil morrem de fome

    José Edward, da Serra do Tabuleiro (SC)

    Fotos Hermes Bezerra e Luis Carlos

    À esquerda, embiás, que foram considerados carijós. À direita, um grupo de crianças caiabis, tribo que pode ganhar uma reserva para além dos poderes do deus Tupã

    VEJA TAMBÉM
    Nesta edição
    • Quadro: O vale-tudo da Funai
    Da internet
    • Antropo Watch

    No período do descobrimento, o litoral de Santa Catarina era habitado por índios carijós, subgrupo do povo guarani. Escravizada pelos colonizadores portugueses, a etnia foi considerada extinta em meados do século XVII, segundo os registros dos historiadores. Essa versão não foi contestada até 1993, quando a Fundação Nacional do Índio (Funai) adotou a tese – controvertida – de que ainda havia remanescentes dos carijós. A fundação se baseou num estudo publicado dois anos antes pela antropóloga Maria Inês Ladeira. Ela defende que alguns dos carijós teriam se refugiado no Paraguai, onde seriam chamados de embiás. Depois que o trabalho foi divulgado, dezenas de embiás paraguaios (e alguns argentinos) sentiram-se legitimados para invadir o parque ecológico da Serra do Tabuleiro, nas imediações de Florianópolis. Os índios se instalaram no Morro dos Cavalos, um dos pontos mais acidentados da região. Invasão consumada, a Funai planeja transformar o local em reserva indígena. Para brasileiro pagar e paraguaio (e argentino) usufruir.
    Muito escarpada, a região é considerada imprestável tanto para a agricultura quanto para moradia. Mas ganhou valor econômico porque o Morro dos Cavalos fica à margem da Rodovia BR-101, que atravessa a maior parte do litoral brasileiro e está sendo duplicada. A pista adicional cortará a área que a Funai quer converter em reserva para os embiás. Com base nisso, a fundação determinou que o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) construa túneis sob o Morro dos Cavalos para não incomodar os hermanos invasores. A obra foi orçada em 150 milhões de reais. Mais: por exigência da Funai, o Dnit terá de pagar uma indenização aos embiás. Ou seja, os paraguaios (e alguns argentinos) serão compensados já por uma reserva que ainda não foi criada. Como o território que a Funai pretende demarcar está dentro de um parque ecológico estadual, o processo acabou na Justiça. O Ministério Público catarinense tenta impugnar a demarcação. Na opinião de seus integrantes, Maria Inês Ladeira produziu uma fraude e a Funai embarcou nela. “Os carijós tinham características físicas e culturais distintas das dos embiás e estão extintos”, afirma o promotor José Eduardo Cardoso.
    Segundo o Ministério Público, Maria Inês empenhou-se para convencer a Funai de que os embiás são de origem carijó. Na seqüência, a fundação contratou Maria Inês para elaborar o relatório que instrui o processo de demarcação. O promotor Cardoso aponta falhas metodológicas no estudo que transubstanciou embiás paraguaios (e alguns argentinos) em carijós de ascendência brasileira. Segundo Cardoso, a antropóloga baseou a tese no depoimento de uma única família de paraguaios que chegou a Santa Catarina nos anos 60. Em um trecho do trabalho, ela chega a sugerir que alguns carijós teriam permanecido escondidos no Morro dos Cavalos desde o século XVII. Diz Manoel João de Souza, morador da região: “Acho que eles eram invisíveis. Estou aqui há 87 anos e só vi o primeiro índio nos anos 90”.

    Wilton Junior/AE

    Índios caiovás, em Mato Grosso do Sul: 47 crianças mortas de inanição

    Ao comentar o assunto, os embiás são de uma objetividade raramente atribuída ao pensamento indígena. “Os antropólogos nos incentivaram a vir para cá, dizendo que a terra era nossa”, afirma o paraguaio Augusto Karai Tataendy, que se mudou para o local em 1992. Eles, no entanto, decidiram deixar a Serra do Tabuleiro mesmo que a reserva seja demarcada. Querem usar a indenização do Dnit para recomeçar a vida em um lugar menos inóspito do que o Morro dos Cavalos. “Vamos pegar o dinheiro para comprar terras em outro lugar. Aqui não dá para viver”, diz o cacique argentino Artur Benites. Atualmente, os hermanos vivem dos repasses do Bolsa Família. Foi por um triz que não receberam a bolada do Dnit em 2005. O departamento estava prestes a começar a duplicação da estrada e, por conseqüência, a liberar as indenizações, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) declarou que a tese de Maria Inês era inconsistente. Procurada por VEJA para explicar seu estudo, a antropóloga enviou uma correspondência na qual esmiúça as leis e os procedimentos burocráticos da Funai, mas deixa de lado as incongruências históricas e antropológicas apontadas pelos promotores e pelo TCU.
    Nos últimos vinte anos, a Funai se converteu numa indústria de reservas. O número de áreas demarcadas saltou de 210 para 611. As aberrações na delimitação de terras para índios são corriqueiras. No Espírito Santo, a fundação classificou moradores de Aracruz de tupiniquins, uma etnia extinta há um século. Para tal, desconsiderou um relatório elaborado por funcionários seus em 1982 que apontava sinais de fraude nesse processo. O documento mostrava como os tais tupiniquins foram inventados por um jornalista e por missionários católicos: “Habitantes da região foram pagos para colocar enfeites de pena na cabeça, usar anzóis adornados à moda indígena e afirmar que moravam em aldeias”, registra o relatório. Em outro caso grotesco, a Funai tentou decuplicar uma reserva caiabi do Centro-Oeste do país. A Justiça bloqueou a ampliação porque o presidente da Funai, Mércio Gomes, incitou os índios a invadir a região.
    Imbuída de um voraz espírito demarcatório, a Funai é leniente com os índios que vivem em reservas antigas. O exemplo mais eloqüente do fracasso da política indigenista está em Mato Grosso do Sul. As reservas dadas aos caiovás e nhandevas do estado são um cenário de horrores. Nelas, 30.000 índios moram confinados em 40.000 hectares. Nas aldeias, imperam a prostituição, o alcoolismo e, sobretudo, a fome. Desde 2005, 47 crianças caiovás morreram de desnutrição. Neste ano, já houve seis casos. A degradação é tamanha que, por ano, registram-se sessenta casos de suicídio nessas comunidades. O último ocorreu na semana passada. O sociólogo Carlos Siqueira, que chefiou o setor de indigenismo da Funai entre 1997 e 1998, não tem dúvida de que a fundação precisa sofrer uma intervenção. “A Funai está sendo regida pelos interesses dos antropólogos e das ONGs, e não pelos dos índios”, afirma Siqueira.
    Edição 1999
    14 de março de 2007

    E HOJE ESTAMOS VIVENDO MOMENTO DE AFLIÇÃO POIS A 1 CARTA DE NOTIFICAÇÃO CHEGOU .

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