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Governo Chavez tentou eliminar a mestiçagem na Venezuela

o governo de Hugo Chávez pretende formar nos próximos anos saberão falar inglês, jogar xadrez, conhecerão muito pouco sobre o processo de colonização do país, desconhecerão a existência da Comunidade Andina de Nações (CAN), e estudarão, em detalhe, processos revolucionários que tiveram como cenário países como Coréia do Norte, México e Cuba.
Além disso, vão ter que “esquecer” os líderes políticos do país ao longo do século 20. Segundo versão preliminar do novo currículo escolar que está sendo elaborado pelo governo e que seria divulgado em dezembro, os textos que serão entregues às escolas incluirão drásticas modificações em relação ao currículo atual.
A ONG Assembléia Nacional de Educação teve acesso a um documento preliminar, de 500 páginas, que explica algumas das alterações. “Vemos três pontos positivos: o ensino de inglês não só seria mantido como começaria já na 5ª série, e não no ensino médio, também reforçariam as matérias de informática, e incluiriam aulas de xadrez”, disse o coordenador da ONG, Leonardo Carvajal.
Segundo ele, um dos aspectos mais graves da reforma se refere às ciências sociais, sobretudo à história. “O currículo vai refletir a ideologia de Chávez. A idéia seria cultivar e destacar os valores e as contribuições das culturas indígena e afro-americana e anular qualquer menção ao processo de colonização do país, à imigração espanhola, portuguesa e italiana”, explicou Carvajal.
No documento, a equipe comandada pelo ministro do Poder Popular para a Educação, Adán Chávez, irmão do presidente, propõe eliminar o conceito de mestiço. “Ao eliminar o processo de mestiçagem, nossa identidade passa a ser algo puro, o que é profundamente militarista”, enfatizou o coordenador da ONG.
A história venezuelana também excluiria lideranças políticas e blocos regionais do século 20, como a CAN. “O texto menciona os grandes heróis de nossa independência e deles passa diretamente para Chávez. Também foi excluída a CAN, uma organização fundada, entre outros países, pela Venezuela”, comentou Carvajal.
O documento prevê o estudo de outros blocos regionais, como a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), liderada por Chávez e pelo líder cubano, Fidel Castro, e o Mercosul.
O documento, disse Carvajal, “fala da necessidade de preparar os rapazes para uma eventual invasão”. Com a chegada de Chávez ao poder, em 1999, a disciplina instrução pré-militar passou a ser obrigatória.
Também passariam a ser estudados movimentos revolucionários em oito países: Coréia do Norte, Vietnã, China, Cuba, Nicarágua, México, Chile e Japão. Segundo a Assembléia Nacional de Educação, “o governo quer formar crianças com uma mentalidade agressiva”. “Querem criar uma Esparta do século 21”, disse Carvajal.
Fonte: Jornal do Commercio – 19 SET 07

Diversos jornais têm afirmado que o falecido presidente Hugo Chavez seria mestiço. O ex-presidente da Venezuela, porém, tomou decisões que indicam que ele não se identificava etnicamente como tal, como a de revogar o Día de la Raza em homenagem à formação do povo venezuelano a partir da mistura entre europeus, indígenas e outros povos. A notícia abaixo é de 2007.

Estudantes reaprenderão a Venezuela

CARACAS – Os novos venezuelanos que o governo de Hugo Chávez pretende formar nos próximos anos saberão falar inglês, jogar xadrez, conhecerão muito pouco sobre o processo de colonização do país, desconhecerão a existência da Comunidade Andina de Nações (CAN), e estudarão, em detalhe, processos revolucionários que tiveram como cenário países como Coréia do Norte, México e Cuba.

Além disso, vão ter que “esquecer” os líderes políticos do país ao longo do século 20. Segundo versão preliminar do novo currículo escolar que está sendo elaborado pelo governo e que seria divulgado em dezembro, os textos que serão entregues às escolas incluirão drásticas modificações em relação ao currículo atual.

A ONG Assembléia Nacional de Educação teve acesso a um documento preliminar, de 500 páginas, que explica algumas das alterações. “Vemos três pontos positivos: o ensino de inglês não só seria mantido como começaria já na 5ª série, e não no ensino médio, também reforçariam as matérias de informática, e incluiriam aulas de xadrez”, disse o coordenador da ONG, Leonardo Carvajal.

Segundo ele, um dos aspectos mais graves da reforma se refere às ciências sociais, sobretudo à história. “O currículo vai refletir a ideologia de Chávez. A idéia seria cultivar e destacar os valores e as contribuições das culturas indígena e afro-americana e anular qualquer menção ao processo de colonização do país, à imigração espanhola, portuguesa e italiana”, explicou Carvajal.

No documento, a equipe comandada pelo ministro do Poder Popular para a Educação, Adán Chávez, irmão do presidente, propõe eliminar o conceito de mestiço. “Ao eliminar o processo de mestiçagem, nossa identidade passa a ser algo puro, o que é profundamente militarista”, enfatizou o coordenador da ONG.

A história venezuelana também excluiria lideranças políticas e blocos regionais do século 20, como a CAN. “O texto menciona os grandes heróis de nossa independência e deles passa diretamente para Chávez. Também foi excluída a CAN, uma organização fundada, entre outros países, pela Venezuela”, comentou Carvajal.

O documento prevê o estudo de outros blocos regionais, como a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), liderada por Chávez e pelo líder cubano, Fidel Castro, e o Mercosul.

O documento, disse Carvajal, “fala da necessidade de preparar os rapazes para uma eventual invasão”. Com a chegada de Chávez ao poder, em 1999, a disciplina instrução pré-militar passou a ser obrigatória.

Também passariam a ser estudados movimentos revolucionários em oito países: Coréia do Norte, Vietnã, China, Cuba, Nicarágua, México, Chile e Japão. Segundo a Assembléia Nacional de Educação, “o governo quer formar crianças com uma mentalidade agressiva”. “Querem criar uma Esparta do século 21”, disse Carvajal.

Fonte: Jornal do Commercio – 19 SET 07

De Porto Gente, 19/09/2007.

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