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A senadora Kátia Abreu e o vocabulário petista – Leão Alves

Presidente Dilma Rousseff (PT) e senadora Katia Abreu (PSD).Vamos ser bem claros: a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional de Segurança são todos instituições do governo federal e quem manda no governo federal é a presidente da República Dilma Rousseff que é do Partido dos Trabalhadores (PT). Às vezes lemos e ouvimos críticas a estes órgãos sem que se recorde quem realmente está no comando deles. Desviar o foco da presidente para os seus comandados quando crianças, mulheres, idosos e outros são expulsos pelo governo petista  é útil para evitar o desgaste político do governo e do partido.

Muitas críticas podem e devem ser feitas ao Partido dos Trabalhadores, mas não se pode dizer que ele seja uma legenda sem ideologia e a sua ideologia tem se refletido fora do partido. O embate político é um embate de ideias pois são ideias que constituem o Estado e não somente a ocupação de cargos no governo ou outras instâncias do Estado. Idéias são expressas, entre outras, por palavras. Adotar o modo de expressão de um partido é servir aos objetivos desse partido.

No projeto do petismo de dividir o Brasil em centenas de territórios e etnias,  a expressão ‘limpeza étnica’ é ocultada pela palavra  ‘desintrusão’. Em uma nota de uma organização de agricultura assinada pela senadora Kátia Abreu na qual esta adota a palavra desintrusão, sem aspas:

É de lamentar, antes de mais nada, a violência utilizada contra os produtores rurais no processo de desintrusão na Gleba Suiá Missú.

No artigo “Injustiça Legalizada“, a senadora toma o cuidado de colocar as aspas na palavra preconceituosa:

A Justiça determinou e os agricultores que ocupavam a área da antiga fazenda Suiá Missu, em Mato Grosso, foram despejados. Saíram sob a coerção de cassetetes e balas de borracha, em meio a bombas de efeito moral que, lançadas por helicóptero, deram contornos de operação de guerra à “desintrusão” promovida pela força- tarefa designada pelo Estado.

Em seu artigo “Dois pesos, duas medidas“, porém, a senadora volta a usar a palavra sem as aspas e, como se desejasse explicar o porquê, registra sua definição para ela:

O processo de desintrusão (retirada de não índios) da gleba Suiá Missú é pleno de ensinamentos de como os discursos ideológicos são utilizados de forma ambivalente, segundo as conveniências políticas. Dois pesos e duas medidas são usados, sem que os atores envolvidos se mostrem minimamente ruborizados.

Tal a palavra, tal a medida: desintrusão não significa “retirada de não índios” – o petismo também a adota para a expulsão de “não quilombolas”. Desintrusão significa tirar o intruso. Ao adotá-la a senadora também está adotando a ideologia petista que tanto tem promovido a expulsão de mestiços, agricultores ou não, como se fossem intrusos e não tivessem direito originário sobre as terras de seus ancestrais nativos.

Leão Alves é secretário geral do Nação Mestiça.

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Posted in Mestiçofobia | Desmestiçagem, Português.


One Response

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  1. Divida Externa/Interna says

    Amigos, isso é politicagem total…. Katia Abreu é a presidenta da UDR, que tem uma bancada muito forte no congresso, é mais ou menos assim:
    Katia Abreu: Dilma se vc não aprovar a lei que dificulta a reforma agrária, e não facilitar o preocesso de desintrusão, EU E MINHA BANCADA (representada por varios deputados) VAMOS VOTAR CONTRA A LEI QUE FLEXIBILIZA AS LEIS TRABALHISTAS…..
    É um jogo de chantagem, e o governo sempre acaba sedendo pra esse ruralistas pois eles são realmente muito fortes no congresso, e a culpa?? a culpa é do eleitor que vota em branco, ou nem se importa e vota em qualquer um pra senador ou deputado federal, Amigos a situação é realmente muito complicada, ou aprendemos a votar ou vamos ficar fazendo esse protestos e nada vai mudar…..



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