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Em Suiá Missu, apartheid petista supera o sul-africano em maldade – Leão Alves

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O petismo é uma versão do verwoerdismo, a ideologia do apartheid sul-africano. Desde a derrota política e propagandística do nazismo, o racismo procurou novos caminhos para ser socialmente aceito. O verwoerdismo foi uma dessas: em vez do explícito discurso de ódio e de superioridade racial, o verwoerdismo tentou convencer a opinião pública sul-africana e mundial que seu objetivo estava firmado no respeito à diversidade das etnias e raças: em vez de se digladiarem ou “correrem o risco” de se homogeneizarem pela mestiçagem, raças e etnias seriam preservadas e viveriam como boas vizinhas.

A opinião pública mundial não foi convencida e muito menos a interna e os conflitos persistiram até o regime racista vir abaixo. O racismo, porém, não foi derrotado: em vez do rosto carrancudo do nazismo, colocou um lindo sorriso, abriu de novo o guarda-roupa da hipocrisia, tirou de lá o macacão cheio de cores do multiculturalismo e foi à rua, às academias, à mídia, aos parlamentos…

O petismo é uma dessas roupagens e a limpeza étnica que ocorre em Suiá Missu mostra como em nada este novo discurso racista é menos violento e pode mesmo ser superior em atos de maldade ao seu modelo sul-africano. Os mestiços – não há nada que um racista odeie mais do que mestiçagem – e demais brasileiros expulsos o foram sem qualquer manifestação de preocupação do governo Dilma Rousseff sobre qual seria o destino das crianças, das mulheres, dos idosos, dos demais nacionais. Simplesmente nenhuma manifestação de preocupação. Pelo contrário, o governo federal, sua mídia e grupos segregacionistas do país e estrangeiros que apoiam esta política procuraram apagar estas pessoas atrás de palavras como fazendeiros, agricultores, posseiros, etc.

No apartheid sul-africano, o governo racista reservava locais e moradias antes de preparar a expulsão de pretos, de mestiços, de indianos e de… brancos. Sim, brancos também eram expulsos: diferentemente do que muitos imaginam, tirar os brancos do meio de não brancos era fundamental para o apartheid sul-africano. Nas palavras de Hendrik Verwoerd, o arquiteto do apartheid:

“Na verdade, o centro da política de apartheid está em que, como o banto não precisa mais do Europeu, este tem de ser totalmente removido dos territórios nativos.”
“Além da remoção de focos negros  (e igualmente a desintrusão de focos brancos nas áreas nativas), a política de apartheid é…”

“Na verdade, o centro da política de apartheid está em que, como o banto não precisa mais do Europeu, este tem de ser totalmente removido dos territórios nativos.”

“Além da remoção de focos negros  (e igualmente a desintrusão de focos brancos nas áreas nativas), a política de apartheid é…”

Com este discurso de “valorização da diversidade”, o regime de apartheid sul-africano, além de bairros separados, criou territórios exclusivos para pretos e para mestiços assemelhados às atuais terras indígenas brasileiras, os chamados bantustões (homelands, na versão oficial).

A presidente Dilma Rousseff, porém, não teve sequer esta atitude dos racistas sul-africanos de preparar um lugar onde os expulsos deveriam ficar – o apartheid petista, superando-os em maldade, sequer preparou um lugar precário para as vítimas de sua limpeza étnica. Sua Fundação Nacional do Índio (FUNAI) – para quem não sabe, quem manda na Funai é a presidente da República, que manifesta a ideologia de seu partido, o PT – não hesitou em expulsar mestiços e outros brasileiros sem se importar se elas ficariam sob a chuva ou sob o Sol. Um jornal informa que a prefeitura do pequeno município de Alto Boa Vista está tentando fazer o que o governo federal, que se vangloria tanto de estar de bem com as contas, não manifestou interesse em realizar: um acolhimento para as famílias expulsas. O governo petista preferiu concentrar forças em intimidá-los à bala e à ameaça de prisão.

“Você é uma criança de colo? Não nos interessa: para nós você é um invasor! Você pode morrer? E daí? Este lugar não é para pessoas de sua raça, de sua etnia. Você é um intruso e estamos aqui para fazer a desintrusão. Você é brasileiro? E daí? Estamos defendendo valores superiores e conseguimos aprovar leis progressistas para assegurá-los. Estamos defendendo a diversidade…” – é esta, resumidamente, a ideologia embalada pelo ódio e por verbas públicas.

Leão Alves é secretário geral do Nação Mestiça.

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