Skip to content


Desesperados, moradores de Suiá Missú tentam comover Dilma com protesto fúnebre

Todas as tentativas de marcar uma reunião com a presidenta Dilma foram frustradas até o momento
Fonte: Agência da Notícia com Lucas Bólico e Renê Dióz – Olhar Direto
Após uma sequência de duras derrotas, os moradores de Suiá Missú tentam aquela que pode ser a última ferramenta para evitar o despejo e o fim do distrito de Estrela do Araguaia: provocar, por meio da imprensa, a compaixão da opinião pública e, quem sabe, fazer a repercussão negativa ecoar até o Palácio do Planalto, em Brasília.
Todas as tentativas de marcar uma reunião com a presidenta Dilma foram frustradas até o momento. Isoladas geograficamente e acossadas pelo despejo determinado pelo Supremo Tribunal Federal, as famílias enterraram simbolicamente o município no cemitério Jardim da Saudade, localizado no distrito, na manhã deste sábado (8).
O ato serviu também como contraponto ao decreto que criou a demarcação indígena Marãiwatsédé, baseado em um laudo antropológico que detectou a existência de um cemitério indígena na região disputada. Na prática, os moradores tentam mostrar que também há no local uma necrópole de não-indíos, que estão sendo tirados do local. Eles também contestam a existência do campo-santo indígena na região.

Todas as tentativas de marcar uma reunião com a presidenta Dilma foram frustradas até o momento

Após uma sequência de duras derrotas, os moradores de Suiá Missú tentam aquela que pode ser a última ferramenta para evitar o despejo e o fim do distrito de Estrela do Araguaia: provocar, por meio da imprensa, a compaixão da opinião pública e, quem sabe, fazer a repercussão negativa ecoar até o Palácio do Planalto, em Brasília.

Todas as tentativas de marcar uma reunião com a presidenta Dilma foram frustradas até o momento. Isoladas geograficamente e acossadas pelo despejo determinado pelo Supremo Tribunal Federal, as famílias enterraram simbolicamente o município no cemitério Jardim da Saudade, localizado no distrito, na manhã deste sábado (8).

O ato serviu também como contraponto ao decreto que criou a demarcação indígena Marãiwatsédé, baseado em um laudo antropológico que detectou a existência de um cemitério indígena na região disputada. Na prática, os moradores tentam mostrar que também há no local uma necrópole de não-indíos, que estão sendo tirados do local. Eles também contestam a existência do campo-santo indígena na região.

“Meu sobrinho está enterrado aqui, ele morreu com um ano de idade, é muito duro, muito difícil para a família ter que deixar tudo o que construiu para trás. Mas é mais difícil ainda ter que largar o corpo de alguém que você ama. Vamos fazer o que, tirar o corpo dele dai?”, questionou Valdomiro de Jesus, 34 anos, frente à cova de seu sobrinho.

Sob o forte sol, Maria Aparecia de Santana Santos, 45, passou mal durante entrevista ao Olhar Direto, enquanto observava o local em que seu marido, Édio Pereira dos Santos, foi enterrado, há um ano e cinco meses. Ela caiu no chão quando, aos prantos, ‘pedia’ para a presidente Dilma Rousseff (PT) reverter a desintrusão. Ao cair no chão foi socorrida e levada para uma ambulância.

Constatar que supostos restos mortais indígenas sob a terra justificam a demarcação do local e varrer do mapa toda uma cidade revolta especialmente moradores como Cícero da Silva, 64 anos, que no mesmo cemitério já enterrou praticamente toda a família: pai, mãe, duas irmãs e uma filha. “Não é possível, o Brasil não é mais um país democrático”, ressente-se.

“Eu só queria mandar um recado para a presidente Dilma. Enquanto ela está se preocupando lá com a Espanha, porque está em crise, que ela se preocupasse com o país dela, que está em decadência. O nosso país está todo sendo vendido para as Ongs e não vamos ter como criar nossos filhos. Nós, pais de família, vamos ter que virar bandidos, atacar o Planalto, atacar bancos. Nós estamos agoniados, todo pai de família tá chorando noite e dia, a agonia mais triste do mundo. Nós trabalhamos para sobreviver e, de agora pra frente, nós vamos ser bandidos, porque é isso que o país quer. Todos os pais de família vão virar bandidos e eu vou ser o primeiro”, ameaçou Sebastião Ramos, 59 anos.

Próximo a ele, o vento levava os pequenos pedaços de papel do comprovante de votação no pleito deste ano em nome de José de Jesus, 37 anos, trabalhador de roça em Suiá Missú – e, agora, um apátrida declarado com três filhos para criar, um deles no colo. “Não sou mais cidadão brasileiro. Eu me envergonho de ser brasileiro na condição em que a gente se encontra”.

O ato “fúnebre” foi mais um dentre os realizados nestes últimos dias para chamar a atenção da opinião pública. A BR 158 e a MT 242 estão bloqueadas desde o início da semana com raros momentos de abertura. Na sexta-feira, os moradores ajoelharam na terra para rezar em um círculo e decretaram luto no distrito de Estrela do Araguaia. Bandeiras do Brasil já foram queimadas e todas as noites são atravessadas em vigília no Posto da Mata.

Em paralelo, os futuros ocupantes da terra encontram-se em silêncio completo. Restritos à área da atual aldeia, entre Posto da Mata e o município de Alto Boa Vista, os xavantes estão fechados a visitações e à imprensa. Equipe da Força Nacional guarda a entrada da aldeia e, para conversar com os indígenas, é requerida autorização por escrito da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do punho do próprio cacique Damião Paridzané.

Imagens: José Medeiros/ Fotos da Terra

Fonte: Agência da Notícia com Lucas Bólico e Renê Dióz – Olhar Direto

De Agência da Notícia, 09/12/2012.

Os vídeos e os textos postados assinados por seus autores e os noticiosos e de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça. Mestiçofobia é racismo / Mestizofobia es racismo. Divulgue este site.

Posted in Multiculturalismo, Português.

Tagged with .


6 Responses

Stay in touch with the conversation, subscribe to the RSS feed for comments on this post.

  1. Administrador says

    Artigo de Calixto Guimarães publicado em http://nacaomestica.org/blog4/?p=8182

  2. Kalixto Guimaraes says

    DILMA ROUSSEFF SE VINGA NO ARAGUAIA IMPONDO TERROR NA SUIÁ-MISSÚ
    By kalixto guimaraes 11/12/2012 At 19:42

    De posse do poder e do cavalo de batalha da nação, a presidenta Dilma, ordena o Exército, a Força Nacional e todo o aparato institucional de seu governo, de volta ao Araguaia, para oprimir o povo
    DILMA ROUSSEFF SE VINGA NO ARAGUAIA IMPONDO TERROR NA SUIÁ-MISSÚ
    Kalixto Guimarães/Correspondente do Araguaia
    Há quarenta anos o governo militar descia ao vale do Araguaia, para combater guerrilheiros que sonhavam implantar no país, uma nova ordem política e social. Alguns radicais queriam trocar a ditadura brasileira tocada a samba, futebol e de credo religioso livre pelo ateísmo do comunismo russo. Outros combatentes mais light, idealizavam um socialismo moreno, que fosse adaptado aos costumes e hábitos do povo brasileiro. Acusando os militares de ?entreguistas e borra botas dos yanques ,? os jovens combatentes da guerrilha do Araguaia, do Movimento de Libertação Nacional, MR-8, Vanguarda-Palmares e tantos outros grupos armados resistentes ao regime militarista que tomou o comando do país em 1964, diziam abertamente que; ?os milicos torturadores e vendilhões da pátria, entregavam as riquezas minerais da Amazônia aos estrangeiros e dispunha todo o país, aos interesses do capitalismo selvagem.?
    Durante a fase mais dura da nossa ?ditadura,? que rolou pelo idos da década de setenta, a jovem Dilma Rousseff , enfrentava pelas ruas do país, os bravos cães da policia militar, os agentes delatores do temido SNI- Serviço Nacional de Informação e o próprio Exército brasileiro, juntamente com um monte de ?amiguinhos armados e dispostos a morrerem pela pátria.? Vários desses seus colegas se tornaram anos mais tarde, membros da famosa e conhecida ?quadrilha do mensalão,? enquanto a ?ex-terrorista e guerrilheira? Dilma Rousseff, por ironia do destino e sob as bênçãos de ?São Lula,? se elegia em 2010, presidenta da República.
    Paradoxalmente, os mesmos que atiravam nos generais, dizendo que estes eram capachos do capitalismo internacional no momento, se voltam contra os interesses de milhares de cidadãos brasileiros. De posse do poder e do cavalo de batalha da nação, a presidenta Dilma, ordena o Exército, a Força Nacional e todo o aparato institucional de seu governo, de volta ao Araguaia, para oprimir o povo e espalhar o terrorismo estatal. A operação militar montada para despejar da suiá-missu, a ferro e a bala milhares de famílias que ocupam a área, cerceando o direito ao contraditório no Supremo Tribunal Federal, STF, além de violar o estado de direito democrático do país, revela o caráter revanchista e vingativo da ex-guerrilheira, agora, senhora poderosa dos destinos da pátria.
    Email:: calixto_guimraraes@hotmail.com

  3. Leão says

    Parece improvável que, se houve povos anteriores aos indígenas, eles não tenham se miscigenado da mesma forma que depois os indígenas se miscigenaram com os brancos e pretos. Assim, os indígenas são nativos e os mestiços também e têm os mesmos direitos. Os mestiços têm é que conhecer os seus direitos originários e fazer leis para garanti-los.

  4. Jairo says

    Então os índios devem ter se misturado com eles.

  5. Rafael says

    Ao chegar nessas terras Cabral não encontrou apenas populações indígenas, descobriu também gigantescas áreas desabitadas. O que não deveria ser surpresa nos dias de hoje pois se a população brasileira com seus 190 milhões de indivíduos mal consegue ocupar todos os espaços brasileiros, deixando boa parte do território vazio. Imaginem há 500 anos quando a população indígena mal passava dos 5 milhões.

    Os indígenas não são e nunca foram os primeiros habitantes da América. Os índios que vemos hoje são descendentes dos que chegaram numa migração posterior. Um povo com características físicas e culturais diferentes já se encontrava aqui antes deles. Vários fósseis e evidências da presença humana antes do ingresso dos ancestrais dos atuais indígenas pelo estreito de Bering têm sido encontrados em todo continente americano. Basta pesquisar os trabalhos de Niede Guidon e Walter Neves.

    Os índios de hoje nunca foram donos de terra alguma e são tão invasores quanto os europeus, além de não serem autóctones eles eram NÔMADES.

  6. Leão says

    Alguém avise a estas pessoas que elas são mestiças, são nativas e por isso elas têm os mesmíssimos direitos originários de qualquer etnia indígena. Elas não têm que pedir nada, elas têm que lutar pelos direitos delas. Avise que é perda de tempo querer comover a presidente Dilma: como é próprio do seu partido, o PT, ela vai ficar sempre do lado dos que defendem apartheid e expulsão dos mestiços.



Some HTML is OK

or, reply to this post via trackback.

Comments Protected by WP-SpamShield Anti-Spam