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Influência da Eugenia e do Racismo Americano no Nazismo – Paulo Sérgio Rodrigues Pedrosa

Talvez seja espantoso para alguns que muitas das idéias eugenistas e raciais nazistas nasceram nos democráticos e liberais Estados Unidos. Entretanto, isto é o que os fatos demonstram. Cientistas, políticos, pensadores, banqueiros e magnatas americanos não só abasteceram a ciência eugenista nazista com idéias, mas também com apoio e recursos financeiros.
O movimento eugenista americano buscou apoiar e incentivar ao redor do mundo aqueles que compartilhavam de suas idéias: “O movimento nos EUA também deu ajuda científica, conforto e apoio a indisfarçáveis racistas em todos os lugares, de Walter Plecker na Virgínia, a incontáveis outros na Europa. A teoria, a prática e a legislação (eugenista) americana eram os modelos…”
“A Alemanha não foi exceção. Os eugenistas alemães estabeleceram relações acadêmicas e pessoais com Davenport e com o establishment eugenista americano, desde a virada do século XX. Mesmo depois da Primeira Guerra Mundial… suas ligações com Davenport e com o resto do movimento americano permaneceram fortes e inabaláveis. Fundações americanas, como a Carnegie Institution e a Rockefeller, patrocinaram generosamente a biologia racial alemã com centenas de milhares de dólares, mesmo quando os americanos estavam nas filas da sopa durante a Grande Depressão.” (Edwin Black, obra citada, pp. 418, 419).
Apesar da Alemanha ter desenvolvido, ao longo dos primeiros vinte anos do século XX, seu próprio conhecimento eugenista, tendo suas próprias publicações a respeito do assunto, os adeptos alemães da eugenia ainda seguiam como modelo os feitos eugenistas americanos, como os tribunais biológicos, a esterilização forçada, a detenção dos socialmente inadequados, e os debates sobre a eutanásia. “Enquanto a elite americana descrevia os socialmente indignos e os ancestralmente incapazes como “bactérias”, “vermes”, “retardados”, “mestiços” e “subumanos”, uma raça superior de nórdicos era progressivamente considerada a solução final para os problemas eugenistas do mundo.” (Um tribunal Biológico: Tratando a Causa, Eugenical News, v. IX, 1924, p. 92, apud Edwin Black, op. cit., p. 419).
Segundo Black, o próprio Hitler, ainda enquanto um jovem cabo, considerava-se um biólogo da raça e defensor da supremacia racial, e era extremamente simpático à eugenia. Enquanto esteve preso, por incitação pública à desordem, Hitler teve acesso a publicações eugenistas didáticas que citavam largamente a Davenport, Popenoe e outros eugenistas radicais americanos.
“Além disso seguia fielmente os escritos de Leon Whitney, presidente da Sociedade Americana de Eugenia, e de Madison Grant, que exaltava a raça nórdica e deplorava sua corrupção pelos judeus, pelos negros, pelos eslavos e por todos os outros quem não tinham cabelo louro e olhos azuis. O jovem cabo alemão chegou mesmo a escreveu uma carta como fã para um deles”. (Autobiography of Leon F. Whitney, texto não publicado, cerca de 1973, p. 205, APS Coleção de Manuscritos, apud Edwin Black, op. cit. p. 420).
Segundo Black: “Ele (Hitler) duplicaria o programa eugenista americano – tanto o que havia sido legislado quanto o que apenas havia sido impetuosamente advogado – e seu grupo consistentemente apontaria os Estados Unidos como tendo criado os precedentes para as ações na Alemanha.” (Edwin Black, op. cit., p. 420. Negrito nosso).

Talvez seja espantoso para alguns que muitas das idéias eugenistas e raciais nazistas nasceram nos democráticos e liberais Estados Unidos. Entretanto, isto é o que os fatos demonstram. Cientistas, políticos, pensadores, banqueiros e magnatas americanos não só abasteceram a ciência eugenista nazista com idéias, mas também com apoio e recursos financeiros.

O movimento eugenista americano buscou apoiar e incentivar ao redor do mundo aqueles que compartilhavam de suas idéias: “O movimento nos EUA também deu ajuda científica, conforto e apoio a indisfarçáveis racistas em todos os lugares, de Walter Plecker na Virgínia, a incontáveis outros na Europa. A teoria, a prática e a legislação (eugenista) americana eram os modelos…”

“A Alemanha não foi exceção. Os eugenistas alemães estabeleceram relações acadêmicas e pessoais com Davenport e com o establishment eugenista americano, desde a virada do século XX. Mesmo depois da Primeira Guerra Mundial… suas ligações com Davenport e com o resto do movimento americano permaneceram fortes e inabaláveis. Fundações americanas, como a Carnegie Institution e a Rockefeller, patrocinaram generosamente a biologia racial alemã com centenas de milhares de dólares, mesmo quando os americanos estavam nas filas da sopa durante a Grande Depressão.” (Edwin Black, obra citada, pp. 418, 419).

Apesar da Alemanha ter desenvolvido, ao longo dos primeiros vinte anos do século XX, seu próprio conhecimento eugenista, tendo suas próprias publicações a respeito do assunto, os adeptos alemães da eugenia ainda seguiam como modelo os feitos eugenistas americanos, como os tribunais biológicos, a esterilização forçada, a detenção dos socialmente inadequados, e os debates sobre a eutanásia. “Enquanto a elite americana descrevia os socialmente indignos e os ancestralmente incapazes como “bactérias”, “vermes”, “retardados”, “mestiços” e “subumanos”, uma raça superior de nórdicos era progressivamente considerada a solução final para os problemas eugenistas do mundo.” (Um tribunal Biológico: Tratando a Causa, Eugenical News, v. IX, 1924, p. 92, apud Edwin Black, op. cit., p. 419).

Segundo Black, o próprio Hitler, ainda enquanto um jovem cabo, considerava-se um biólogo da raça e defensor da supremacia racial, e era extremamente simpático à eugenia. Enquanto esteve preso, por incitação pública à desordem, Hitler teve acesso a publicações eugenistas didáticas que citavam largamente a Davenport, Popenoe e outros eugenistas radicais americanos.

“Além disso seguia fielmente os escritos de Leon Whitney, presidente da Sociedade Americana de Eugenia, e de Madison Grant, que exaltava a raça nórdica e deplorava sua corrupção pelos judeus, pelos negros, pelos eslavos e por todos os outros quem não tinham cabelo louro e olhos azuis. O jovem cabo alemão chegou mesmo a escreveu uma carta como fã para um deles”. (Autobiography of Leon F. Whitney, texto não publicado, cerca de 1973, p. 205, APS Coleção de Manuscritos, apud Edwin Black, op. cit. p. 420).

Segundo Black: “Ele (Hitler) duplicaria o programa eugenista americano – tanto o que havia sido legislado quanto o que apenas havia sido impetuosamente advogado – e seu grupo consistentemente apontaria os Estados Unidos como tendo criado os precedentes para as ações na Alemanha.” (Edwin Black, op. cit., p. 420. Negrito nosso).

De Paulo Sérgio Rodrigues Pedrosa – “Eugenia: o pesadelo genético do século XX. Parte III: a ciência nazista” em MONTFORT Associação Cultural, 26/09/2012.

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