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Rede de lojas acusada de discriminar brancos

O sindicato sul-africano Solidariety exigiu que a rede de lojas Woolworths retirasse seus anúncios de emprego considerados racistas a fim de não enfrentar uma “campanha de grande escala”. A empresa nega que os anúncios sejam racistas.

Em três dos diversos anúncios de emprego na província do Cabo Ocidental publicados pelo grupo este afirma que, de acordo com as leis de igualdade do país, as vagas são destinadas a candidatos pretos, mestiços e indianos. Em um dos anúncios a vaga é destinada unicamente a candidatos “pretos africanos”.

O encarregado geral do Solidariety, Dirk Herman, escreveu ao executivo chefe da Woolworths, Ian Moir, acusando que brancos, mestiços e indianos têm sido barrados quando tentam se inscrever para as vagas.

O encarregado geral do sindicato afirma que a interpretação da Lei de Igualdade de Emprego [Employment Equity Act] feita pela rede está legal e moralmente incorreta, uma vez que embora a lei permita tratamento preferencial, ela não inclui cotas.

“Caso a Woolworths opte por não responder favoravelmente à nossa demanda, o Solidarity irá lançar uma campanha em grande escala contra a Woolworths a fim de mobilizar a opinião pública e pressionar com o intuito de assegurar que a Woolworths adira a estes requerimentos”, afirma a carta do sindicato a Ian Moir.

“A Lei de Igualdade de Emprego não permite este tipo de exclusão – assim, o projeto de ação afirmativa da Woolworths não está de acordo com a Lei de Igualdade de Emprego”, afirmou Dirk Herman.

Ele disse que uma campanha pública contra a Woolworths poderia incluir cartas de reclamação para a empresa e uma página para que as pessoas adicionem seus pontos de vista, e um boicote poderá ser considerada se a Woolworths se recusar a ceder.

A assessoria de imprensa da Woolworths confirmou que Moir recebeu a carta do Solidarity e informou que nenhum dos anúncios foi retirado.

Uma declaração da Woolworths afirma, “A Lei de Igualdade de Emprego espera que todas as empresas sul-africanas com mais de 50 empregados planeje sua força de trabalho por raça, gênero e deficiência. Nossa força de trabalho é diversificada e inclui pessoas de todas as raças. Como todas as empresas sul-africanas, a Woolworths tem um papel a desempenhar na transformação. Por esta razão, algumas posições (onde existe uma sub-representação) são de grupos designados. Os grupos designados são africanos, mestiços, indianos, mulheres e pessoas com deficiência. Não é verdade que todas as posições são reservados para estes grupos designados. A Woolworths emprega pessoas de todas as raças”.

O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e de Entregas da África do Sul [SA Commercial and Catering Workers Union], Mduduzi Bongwe, disse,  “Igualdade de Emprego não significa que brancos não se podem se inscrever. Woolworths deve esclarecer a sua posição porque os empregados designados incluem mulheres e isso significa mulheres brancas também”.

Informações do jornal Cape Times, 05/09/2012.

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Posted in Multiculturalismo, Português.

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3 Responses

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  1. Catin says

    Tanto negros quando brancos sempre dizem que mestiço “não tem identidade”. O preconceito nessas duas alas sociais é velado.

    O pior de tudo nem é ver o branco falando um besteirol desse, é sim, ver um negro, aquele que sempre foi excluído.

    Identidade é cada um que construí, não existe essa de que determinada raça tem ou não um identidade fixa.

    Leão, sem texto é bem elucidante, realmente a escória preconceituosa da sociedade é contra a mestiçagem graças a seu rancor social, aquele que vive do racismo e se sustenta por ele. A mestiçagem é à única solução para acabar com a guerras na sociedade. Se todos forem iguais não irá haver motivos para guerra. O multiculturalismo é a solução para acabar com às misérias que acontece no mundo.

    Pessoas que vivem do rancor existencial será extinta, enquanto aqueles que vivem para o bem serão multiplicadas. É a lei da natureza, é isso que acontece atualmente.

  2. Leão says

    Gilberto Freyre já defendia que racismo combate-se com mestiçagem – por isso é tão odiado pelos racistas.

    Discriminação pode ser justificada “pelo momento histórico”? Quem vai decidir quando a “cidadania dos negros” estará formada? Isso não seria o velho racismo segregacionista com nova roupagem?

    Não são somente os brancos que estão sendo discriminados pelos “pretos africanos” na África do Sul, mas mestiços também: http://nacaomestica.org/blog4/?p=3019 – no Brasil mestiços também tem sido discriminados por defensores do supremacismo negro e indígena e, de forma mais sutil mas não menos “eficaz”, do supremacismo branco.

  3. Victor says

    É preciso entender que este país está renascendo após um longo periodo de aparthaid, onde a esmagadora população negra foi tratada como estrangeira dentro do seu próprio país. Suportaram todo o tipo de humilhação. Tiveram formação deficiente e ainda hoje existe o ranço de uma profunda mágoa. No campo mercadológico a empresa em questão está certíssima em oportunizar melhores condições aos trabalhadores negros. É uma situação que se justifica pelo momento histórico quando a cidadania dos negros está ainda em formação. Aos brancos resta aceitar a realidade ou lutar pela cotas raciais tais como foram implantadas aqui no Brasil. Simples assim.



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