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Projeto imigrantista de Dilma promove diversidade e supremacia racial

moreira_franco_dilmaPolítica de imigração petista favorecerá a vinda de europeus para o Brasil e a preservação da supremacia branca na elite do país

Diferentemente do sociólogo Gilberto Freyre e da sua valorização da mestiçagem, tão hostilizada pelo petismo, o médico e racista Nina Rodrigues defendia que o Brasil necessitava de uma elite branca que fosse preservada da miscigenação. Neste conflito entre os dois projetos de Brasil, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu implantar uma política imigratória que poderá favorecer uma nova onda de entrada de profissionais estrangeiros no país, especialmente europeus.  Com este fim, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República começou no dia 22/08 a discutir, em um grupo de trabalho, o incentivo a imigrantes com qualificação profissional para vir trabalhar no Brasil. Segundo a Agência Brasil, o grupo terá reuniões mensais até novembro e conta com representantes do governo e de instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A justificativa para promover a nova imigração tem semelhanças com a adotada por governos brasileiros da segunda metade do séc. XIX e primeira metade do séc. XX, época em que o pai da presidente imigrou da Bulgária para o Brasil: haveria falta de mão-de-obra qualificada. A preferência por europeus também. O presidente Getúlio Vargas determinou que se atenderia “na admissão dos imigrantes, à necessidade de preservar e desenvolver, na condição étnica da população, as características mais convenientes da sua ascendência européia”. Antes dele, o presidente Deodoro da Fonseca considerou que o serviço do imigrantes estava “intimamente ligado o progresso na nação” e decretou que estaria “inteiramente livre a entrada, nos portos da República, dos indivíduos válidos e aptos para o trabalho, que não se acharem sujeitos a ação criminal de seu país, excetuados os indígenas da Ásia ou da África, que somente mediante autorização do Congresso Nacional poderão ser admitidos de acordo com as condições que forem então estipuladas”.

Segundo informa a mesma agência, dados da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) mostrariam que, atualmente, 0,3% da população brasileira seria formada por imigrantes. Na Austrália esse número seria 20% e no Canadá, 16%. No Brasil, 0,4% da sua população economicamente ativa seria formada por imigrantes.

“A educação é o melhor caminho para isso [formar mão de obra qualificada], só que demora. E nós precisamos resolver isso agora, em um momento em que o país tem efetivamente que dar um salto de qualidade e porque os seus parceiros no mundo vivem grandes dificuldades. Nós temos no mundo hoje jovens altamente qualificados, sobretudo na Europa, que estão desempregados”, ressaltou o ministro Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

O ministro comentou sobre a situação do desemprego em Portugal e Espanha, que atingiria, em algumas faixas etárias, mais de 40% da população. “Se nós pegarmos Portugal e Espanha, que tem um ambiente cultural muito favorável, não tem porque nós não sermos uma grande fonte para absorver toda essa mão de obra que está formada e procurando emprego”, disse.

Adaptado de ComputerWorld, 23/08/2012.

Deputado quer criar territórios brancos

Posted in Imigrantismo, Kalergismo, Mestiçofobia | Desmestiçagem, Multiculturalismo, Português.

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7 Responses

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  1. Antônio says

    O PT incentiva cotas e imigração porque quer uma sociedade dividida racialmente e etnicamente. O que o PT não quer é mistura.

  2. André says

    NÃO É DEFENDENDO A PRESIDENTA DILMA, MAS DISCORDO DO QUE A MATÉRIA DESTE SITE VEM TENTANDO PREGAR, AFINAL O PT SEPRE É ” PRÓ-COITADISMO ” A PRESIDENTA PULOU DE ALEGRIA COM O PROJETO RACISTA DE COTAS VEJAM : http://ne10.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2012/08/09/lei-das-cotas-ja-afetara-o-vestibular-deste-ano-360401.php
    NESSE CASO DIZER QUE O PT QUER INCENTIVAR O FORTALECIMENTO DE UMA ELITE BRANCA NO BRASIL É COISINHAS, PICUINHAS DE MOVIMENTOS INTELECTOIDES SENSACIONALISTAS E IMORAIS QUE NÃO TEM RAZÃO DE SER. REALMENTE QUERO CRIAR UM SITE VOLTADO PARA OS BRANCOS , QUE SINCERAMENTE NESSES TEMPOS EM MEIOS A TANTAS IMORALIDADES RACIAIS E DESCRIMINAÇÕES, NESCECITAM DE UMA VOZ ATIVA. O QUE ACHAM? JÁ ESTOU ATÉ VENDO O CORO : ” SEUS RACISTAS FDP … ”
    lopeszzz@[…]

  3. Leão says

    A ideia de que o interesse seria suprir o país com profissionais qualificados é pouco convincente, especialmente vindo de um governo tão dedicado em promover a divisão do povo e o enfraquecimento da soberania do país. Toda imigração tem reflexos políticos, de poder. Há imigrações que enriquecem a sociedade, em que os imigrantes misturam-se à sociedade local – como fizeram nossos ancestrais portugueses no período colonial -, mas há imigrações imperialistas, onde os imigrantes chegam com a mentalidade de tornarem-se e perpetuarem-se como os senhores do país e marginalizar o povo nativo – como ocorreu nos EUA, Austrália e África do Sul.

    A presidente Dilma Rousseff (como o petismo valoriza muito estas classificações, então vamos dar a César o que é de César, digo, ao petismo o que é do petismo) está promovendo a divisão multiculturalista do povo brasileiro em raças e etnias e por esta política de incentivo à imigração branca (como fica claro pela preferência por europeus) a presidente Dilma está aumentando o poder de pessoas como ela na elite do país.

    Não se trata aqui de imigrações espontâneas que ocorrem em todos os países (ou quase todos) e que costumam se dar, p. ex., quando um estrangeiro casa com um nacional – o que é algo natural – e sua contribuição é misturada à cultura e identidade mestiça nacional.

    Trata-se de uma política governamental de incentivo a imigração europeia, similar e com os mesmos argumentos usados no passado e que tinha como objetivo manter e reservar o poder político no Brasil para uma elite branca governante – e isto ocorre por ação do PT, partido que promove leis de preservação racial e de criação de “territórios brancos”: http://www.nacaomestica.org/blog4/?p=880

  4. kabo says

    na minha opinião isso não tem a ver com raça ou etnia e sim com qualificação..
    Obviamente os europeus tem sistema de educação mais forte e os que estão vindo pra cá são em sua maioria mais qualificados que os próprios brasileiros..
    Infelizmente isso vai continuar assim..
    Nosso ensino é uma droga e todos sabemos disso e não podemos negar!
    O que resta é fazer com que aconteça uma revolução na educação e enfim melhoremos ela!

  5. Leão says

    A distinção deve ser feita pelo mérito, a qualificação profissional não está associada a etnia, mas a etnia, ou a raça, pode ser (e tem sido) usada por racistas como critério de seleção de profissionais e não o mérito. A substituição de mão-de-obra mestiça e preta por imigrantes brancos europeus em Santa Catarina – que contribuiu para a limpeza étnica de caboclos na Guerra do Contestado – e na produção do café (a maioria dos imigrantes sequer tinha visto um pé de café antes) são só dois exemplos. Na reportagem fica bem evidente o desejo do governo Dilma (PT) de trazer profissionais da Europa. Por que não da Ásia?… O que caracteriza o Brasil é que ele foi formado pelo encontro e mestiçagem entre indígenas, colonizadores portugueses e pretos africanos trazidos para serem escravos. Infelizmente há imigrantes que hostilizam o povo que os acolhe, desprezam a cultura local, formam cistos étnicos e às vezes até promovem discriminação contra a população local e educam seus filhos na mesma mentalidade. Veja a própria presidente Dilma que promove uma política racial e étnica discriminatória contra mestiços.

  6. Gerhard Erich Boehme says

    Acaso a qualificação profissional está relacionada à etnia? O Brasil necesssita de bons profissionnais, se eles vierem da Namibia ou da Eslovênia, tanto faz. O que caracteriza o Brasil é o fato de ser um país que se formou com a contribuição de diversas etnias. E asssim deve ser. A distinção deve ser feita pelo mérito.

  7. Leão says

    A Seppir, a Fundação Palmares ou a Funai vão se manifestar? Alguma manifestação de pessoas ou desses grupos que criticam tanto a mestiçagem?



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