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Movimento alega invasão de muras antes de decisão

Moradores devem se reunir com a Funai, na quinta-feira, para esclarecer detalhes da demarcação e os direitos que serão garantidos às famílias que já moram em comunidades na área

Ive Rylo

Moradores de comunidades rurais, nas proximidades do município de Autazes (a 161 quilômetros da capital amazonense) denunciam a invasão de indígenas da etnia mura em suas propriedades. Nesta semana representantes das comunidades e do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça procurarão a coordenação da Fundação Nacional do Índio (Funai) para entender como funcionará a demarcação de terras naquela área e defender os direitos da população que mora naquela área há anos.

Contrária ao que define como “limpeza étnica da população mestiça”, a presidente do Movimento Pardo, Helderli Fideliz Castro de Sá, explica que, cerca de 300 famílias, distribuídas em 27 comunidades, correm o risco de serem expulsas de suas propriedades caso proceda a demarcação de terras para uso exclusivo dos indígenas. O assunto já é debatido há algum tempo. Ela explica que em dezembro do ano passado, equipes de antropólogos da fundação foram enviados para a área para realizar relatório de demarcação. “Com a demarcação, quase metade de Autazes vira terra indígena e as famílias que moram nas comunidades serão expulsas sem direito a nada. Esses mestiços também têm direitos, não podem ser tirados de qualquer forma. A Funai manda antropólogos que não conhecem a área para demarcar e não consultam a população”, apontou.

Dentre as comunidades que podem “deixar de existir” estão a Murutinga, Novo Céu e Santa Quitéria. No fim de janeiro, cerca de 250 pessoas, entre moradores e representantes de movimentos, preocupados com a ampliação da demarcação de áreas indígenas, reuniram-se para discutir a importância da resistência dos comunitários em defesa dos seus patrimônios e contra medidas abusivas. “Ouvimos relatos de que os indígenas entraram e botaram para fora famílias de agricultores. Os mestiços não estão reivindicando terras indígenas, mas querem continuar a viver onde compraram e investiram por bastante tempo”, lembrou. A presidente ressaltou, ainda, que apesar das terras não terem ainda sido demarcadas, as invasões são recorrentes. “Queremos uma conciliação para evitar a invasão. Também queremos explicação de como ficará a situação das famílias quando as terras forem demarcadas”, questiona.

Em reunião na Funai, o movimento pretende esclarecer a informação de que a partir desta quinta-feira (9), será liberado o acesso da população indígena por entre as propriedades das comunidades. Recebemos a informação de que a partir do dia 9 serão distribuídas placas aos indígenas para que eles permaneçam nas terras e adentrem as propriedades sem qualquer demarcação ou legalização”.

O EM TEMPO tentou contato com o coordenador regional da Funai, Luís Fagundes, mas sem sucesso.

De Amazonas Em Tempo, 07/02/2012.

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