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Governo da Bolívia pretende excluir mestiços e brancos do censo

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O governo da Bolívia pretende excluir mestiços e brancos do censo que planeja realizar em 2012.  A Bolívia é presidida pelo índio aimará Evo Morales, do partido de esquerda Movimiento al Socialismo (MAS). O caderno do censo fornecido pelo Instituto Nacional de Estadística (INE), órgão responsável pelo censo boliviano, trará a pergunta “Considera-se pertencente a alguma nação, povo indígena originário camponês ou afroboliviano?”. O caderno fornecerá 57 opções de identificação, 54 dessas destinadas a diferentes identidades indígenas, 1 a afrobolivianos/afrodescendentes, 1 a “outros” e 1 àqueles que não se considerem pertencente a nenhum segmento.

Após chegar ao poder em 2006 com o apoio de organizações indígenas, indigenistas e multiculturalistas, Evo Morales aprovou nova constituição que declarou a Bolívia como Estado plurinacional e instituiu o Vice-ministério de Descolonização, responsável por assuntos étnicos e raciais. Decretou em 2011 que o Dia da Raça, comemorado em 12 de outubro em alusão à chegada de Cristóvão Colombo à América, passasse a ser denominado Dia da Descolonização.

Similarmente ao Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil e a outros partidos de esquerda que chegaram ao poder na Argentina, Venezuela e Equador, o MAS possui uma política hostil à identidade mestiça e à mestiçagem.

Somando-se aos diversos críticos à política do governo boliviano, o Departamento Autônomo de Santa Cruz declarou-se oficialmente como majoritariamente mestiço.

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