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A esquerda que não gosta de mestiçagem – Leão Alves

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O terrorista norueguês Anders Breivk em seu livro “2083 – Declaração de Independência da Europa” atribui a marxistas a promoção da mestiçagem no Brasil. Está desinformado. Se ele tivesse pesquisado mais saberia que a mestiçagem brasileira foi iniciada há meio milênio. Naquela época não se sabia, por motivos óbvios, o que seria Revolução Francesa, direita, esquerda, marxismo, multiculturalismo e petismo.

Caso pesquisasse mais, ele saberia que a mestiçagem no Brasil continua avançando não por ação de marxistas, mas apesar da ação de marxistas. Saberia que marxistas têm governado o Brasil há mais de oito anos e a mente de determinados brasileiros há décadas, mas que a mestiçagem é uma síntese que a ideologia destes não deseja nem consegue evitar. Saberia que as idéias de pensadores de esquerda que tinham uma visão positiva da mestiçagem brasileira foram abandonadas e substituídas pelas de ideólogos como o petista Florestan Fernandes, mais ao gosto das organizações não-governamentais (?) que financiam o multiculturalismo no Brasil, as maiores delas provenientes da Europa e dos Estados Unidos – algumas com um passado que merece a atenção de quem se interessa pela história do racismo e da eugenia. 

O terrorista norueguês saberia também que no Brasil o multiculturalismo tem servido aos marxistas não para promover a mestiçagem, mas para combatê-la e, entre outras, para promover territorialização étnica, privilégios de origem nacional e políticas de incentivo ao enegrecimento dos pardos. Saberia que nossos governos de esquerda publicaram decretos e conseguiram aprovar leis impondo a identidade negra a mulatos, a pardos e a outros mestiços. Saberia que no Brasil há leis federais específicas (que se ampliam a cada dia) voltadas para indígenas, para negros e para descendentes de imigrantes brancos e amarelos, mas não para mestiços. Saberia que o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que fazem parte do atual governo, atuam contra legislações a favor do reconhecimento da identidade do mestiço brasileiro.

Saberia que até nas universidades do país há quem defenda, como ele, que mestiços seriam mais propensos a problemas psicológicos. Saberia que parlamentar nenhum do país ousaria ir à tribuna e fazer ironias com indígenas ou negros, mas um parlamentar de esquerda pode ridicularizar mulatos sem receber sequer uma advertência. Saberia que os governos marxistas do Brasil têm editado normas visando à preservação de identidade racial e empreendido diversas medidas que visam ao isolamento racial e étnico entre brasileiros; algo que merece comparação com as políticas de apartheid e de criação de bantustões empreendidas na antiga África do Sul. Saberia que famílias têm sido separadas por motivos de etnia e raça em conseqüência da ação de uma esquerda que, como ele, não gosta de mestiçagem. Saberia que no Brasil está em curso projeto do deputado federal Angelo Vanhoni (PT-PR) que visa criar “territórios culturais” para comunidades de descendentes de imigrantes brancos europeus e que tem entre seus princípios a preservação da identidade racial.

No Brasil atual, esta esquerda busca pelo multiculturalismo um “espaço vital” de isolamento que valorize e promova a pureza étnica e racial, ideal tão almejado pelo terrorista norueguês. Este saberia também que não deveria se orientar pelos discursos da propaganda desta esquerda, especialmente em campanhas eleitorais, quando enaltecem os mestiços e a mestiçagem; no texto das leis e decretos o conteúdo tem sido o oposto. Se pesquisasse mais ele saberia que o governo marxista brasileiro tem lugar para todos, devidamente divididos (se possível espacialmente) em negros, brancos, indígenas e amarelos, mas não tem lugar para mestiços, pois para o marxismo do governo brasileiro o mestiço não existe e, pior, não deve existir. No atual governo marxista o mestiço é uma identidade marginalizada; o mestiço não tem o direito de ser mestiço. Se o terrorista norueguês tivesse estudado mais sobre o marxismo no Brasil, possivelmente teria ficado menos alarmado com a suposta ameaça do multiculturalismo à preservação de raça.

Leão Alves é secretário geral do Movimento Nação Mestiça.

Os textos e noticiosos assinados por seus autores e os de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça.

Enegrecimento estatístico – Leão Alves

O outro – Desidério Murcho

Posted in Artigos, Comunismo, Leão Alves, Português.

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6 Responses

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  1. João says

    Multiculturalismo é etnocentrismo em gotas. A primeira ministra da Alemanha reconheceu que o multiculturalismo fracassou na Europa, mas há quem e$teja tendo vantegem.

  2. Cleverson says

    Esse partido é […]! Esses vaga não ficam contentes em atarsar o país e ainda ficam criando diferenças.

  3. julião says

    Uma vergonha! Como nosso país chegou a esse ponto?
    Querem acabar com o país

  4. Edu says

    Este governo é uma farsa.

  5. Adri says

    Marxistas governam o país?

  6. Luís says

    Nunca li algo assim.



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