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Pardas são condenadas a trabalhos forçados por não parecerem pretas

Mais de 130 anos depois da abolição da escravatura no Brasil, duas estudantes cotistas da Universidade Federal de Alagoas autodeclaradas pardas foram condenadas a trabalho forçado e multa por não parecerem pretas. As duas foram acusadas de fraudarem a Lei de Cotas, que reserva vagas para estudantes pretos, pardos e índios, segundo a classificação do IBGE. As duas foram condenadas a pedido do  Ministério Público Federal, apesar de nem a Lei de Cotas nem o IBGE estabelecerem que pardos pareçam ou sejam descendentes de pretos.

Cotas não foram criadas para purificação racial

Para Leão Alves, secretário geral do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro e membro suplente do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR: “Esta condenação é lamentável em vários aspectos. Pardos podem ter qualquer aparência e a Lei de Cotas já reserva vagas para os pretos. Se as cotas eram só para pretos, por que teriam feito cotas para pardos também? Exigir que pardos tenham aparência de pretos é tomar do pardo algo que a lei assegura a ele. Cotas não foram criadas para purificação racial. Ou foram? Muitos pardos são descendentes de índios. Por acaso um escravo preto era mais importante do que um escravo pardo ou índio? Muitos escravos pardos tinham aparência de branco. O lado mais sinistro dessa condenação é que relembra os trabalhos forçados a que pardos foram condenados antes e por mais tempor do que os pretos”.

Posted in Casos e relatos de exclusão de mestiços, Cotas, Mestiçofobia | Desmestiçagem, Português, Pretismo | Negrismo | Transnegrismo.


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