Skip to content


Amigos da onça – Leão Alves

Depois dos governos do PT/PCdoB fazerem segregação e limpezas étnicas e raciais contra milhões de brasileiros e criarem as leis mais antimestiças do Brasil, apoiadores de Lula tentam emplacar “exaltadores da mestiçagem”.

Para defender a identidade mestiça é preciso a definir. Esta identidade mestiça é só limitada a miscigenação, é só biológica? O problema dos mestiços é só a classificação de pardos como “negros”? É só a exclusão de cotas raciais?

Sem conhecer também os objetivos dos grupos de direita e de esquerda não se entende as origens e interesses das atuais leis antimestiças no Brasil.

Ou seja, apagar este assunto favorece deixar os mestiços sem condições de se defenderem, inclusive de personalidades que se apresetam como defensoras dos mestiços e “exaltadoras da mestiçagem”, mas colaboraram com o PT e similares.

Direita tem por objetivo a preservação da identidade nacional e a busca ou preservação da soberania nacional. Isto exclui comunistas, neoliberais e outros globalistas. Não incluo aqui todos os liberais, pois há liberais nacionalistas.

Para se defender identidade mestiça nós precisamos definir esta identidade ou não vamos perceber quem está contra ou a favor dela e os porquês.

Etnias mestiças como os métis, do Canadá, os Basters, da Namíbia, e outras, têm suas definições. O Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro adota esta:

“MESTIÇO BRASILEIRO é o indivíduo que como tal se identifica, de cor parda ou não, e que é descendente de mestiço ou de qualquer miscigenação entre índio, branco, preto, amarelo ou outra identidade não-mestiça, que se identifica como distinto destas e etnicamente de qualquer outra e que é, nestes termos, reconhecido pela comunidade da etnia mestiça brasileira (nacional, nativa, unitária, indivisível, originada e constituída durante o processo de formação da Nação brasileira e indissociável e exclusivamente identificada com esta).”

Uma Nação também tem uma identidade, identidade nacional; pode vir de um mito fundador, de uma religião, de fato histórico, etc. – a natureza da identidade varia de Nação em Nação.

Quando a Nação tem um Estado soberano, quanto mais forte o sentimento de identidade nacional do povo, maior o desejo de preservar a Nação e sua soberania. Por isto grupos contrários à soberania, como os grupos comunistas, vão atacar a identidade nacional a fim de fragmentar o povo.

No Brasil e em várias outras Nações, principalmente na América Latina, as identidades nacionais são mestiças. Derivam da fusão dos índios com os conquistadores brancos europeus; no caso do Brasil, a identidade nacional deriva também da mestiçagem com pretos africanos.

Em Cabo Verde, na África, a identidade nacional mestiça vem da fusão entre brancos portugueses e pretos africanos.

A mestiçagem tende a unificar e homogeneizar. Mestiçagem combina com singular. Por isto um movimento mestiço defende a própria unificação entre os mestiços da Nação; quem defende fragmentação do povo, inclusive entre mestiços, são os antimestiços.

Por isto defender a mestiçagem é fundamental para a direita brasileira, pois, repetimos, defender identidade nacional é uma das características da direita. Quem diz ser de direita brasileira e não defende mestiçagem pode até ser de direita, mas não da brasileira.

Este é o principal motivo de partidos como o PT serem contra mestiços; o petismo é globalista e entreguista. Defende negrismo, indigenismo, “territórios brancos”.

Sabendo o que é a identidade mestiça que defende, um mestiço ou quem não sendo mestiço defende a mestiçagem saberá quem é contra e quem é a favor.

Não vou indicar nomes de quem nós mestiços podemos contar – não tenho bola de cristal nem poder de controlar a mente alheia -, mas não é difícil ir atrás da biografia de pessoas como Antonio Riserio, que foi marqueteiro do PT, Aldo Rebelo, que foi até ministro do governo da coligação PT/PCdoB, de Mércio Gomes, que foi presidente da Funai do governo Lula, que fez limpezas étnicas contra milhares de famílias mestiças, para saber se podemos tê-los como referência para defender o mestiço brasileiro e a identidade nacional brasileira ou não.

Mestiço ter quem atuou contra os mestiços como referência sobre mestiçagem é também autodesvalorização. É incentivar este modo de pensar:

“Legal, eu posso trabalhar contra os mestiços e depois escrever uns textos elogiando mestiçagem e tudo é esquecido, viro até porta-voz deles”.

O Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro tem por referência Gilberto Freyre. Há outros autores que tratam da mestiçagem de forma positiva e não foram colaboradores de governos antimestiços.

Os que defendem mestiçagem devem buscar desmontar a legislação antimestiça em vigor, que não se limita às cotas raciais. Para isto devem propor e pressionar pela aprovação de novas leis e mudanças legais, não ficar perdendo tempo e promovendo quem colaborou com a legislação antibrasileira e antimestiça em vigor.

Leão Alves é ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça) e conselheiro suplente do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).

Posted in Artigos, Leão Alves, Português.


0 Responses

Stay in touch with the conversation, subscribe to the RSS feed for comments on this post.



Some HTML is OK

or, reply to this post via trackback.

Comments Protected by WP-SpamShield Anti-Spam