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Nação Mestiça requer ao MPAM que investigue petição para criminalizar miscigenação racial no Brasil

Uma petição eletrônica publicada e depois removida da internet pede a “proibição do casamento interracial” e a “criminalização da miscigenação”. O Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro requereu ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) que investigue a autoria da petição e responsabilize criminalmente o autor ou autores.

A petição afirma que miscigenação deve ser considerada uma forma de genocídio “e como tal proibida”.

Em 2017, durante a Marcha da Consciência Negra em São Paulo, ativistas desfilaram com uma faixa com a frase “Miscigenação também é genocídio”. Também têm sido organizados grupos que defendem que pretos só devem se casar com pretos.

Em 2020, o coordenador da Funai no Mato Grosso do Sul, o militar da reserva José Magalhães Filho, declarou que em entrevista na TV Morena, de Campo Grande, que “Nós temos que preparar esse indiozinho, essa indiazinha, para frequentar a escola urbana, assim, começar a namorar com um pretinho, com um branquinho, e essa integração vem surgindo automaticamente. Dessa forma que é a nossa política a ser implantada”. A declaração gerou ódio em grupos indigenistas e pró-apartheid, contrários a mistura de raças e mestiçagem.

Leis contra miscigenação racial existiram nos EUA, na Alemanha nazista e no regime de apartheid da África do Sul. Embora não existam no Brasil, parte da atual legislação do país coloca obstáculos a mestiçagem e há uma forte campanha na mídia e academias para associar miscigenação a violência e impor aos pardos a classificação como negros.

Posted in Mestiçofobia | Desmestiçagem, Português.


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