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Apartheid: Hospital de combate ao covid-19 inaugura ala racial exclusiva para índios com 53 leitos. Outros grupos raciais ficarão com 42 leitos

Articulação para a abertura dos novos leitos foi feita pelo Governo do Estado do Amazonas. Não há prova de que o novo coronavírus seja mais perigoso contra índios do que contra mestiços ou outros segmentos.

A inauguração da ala índia no Hospital Nilton Lins, ocorrer nesta terça-feira, 26 de maio, às 10h, em Manaus (AM). Esta é primeira ala voltada para o atendimento de pacientes índios com covid-19 no Estado do Amazonas. A articulação para a abertura dos novos leitos foi feita pelo Governo do Estado do Amazonas e Ministério da Saúde.

O Hospital Nilton Lins foi inaugurado em 18 de abril com 95 leitos para tratamentos de pacientes com covid-19.

A denominada “Ala Indígena” que será inaugurada terá 53 leitos; sendo 33 leitos clínicos, 10 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e 5 Unidades de Cuidados Intermediários (UCI) com possibilidade de expansão. Também terá posto de enfermagem, área de expurgo, área de higienização, banheiros, recepção e área administrativa.

Outros segmentos raciais ficarão com 42 leitos

Índios terão mais direitos do que os mestiços

Um espaço de espiritualização será destinado aos pajés – líderes espirituais dos povos índios – e outra área será destinada para armação de redes nas enfermarias clínicas, conforme a cultura de cada etnia.

Mestiços também são nativos pois descendem dos índios originais, também usam redes e seguem diversas religiões, mas não temos informações se também poderão optar por utilizá-las ou terão espaços religiosos exclusivos.

A ala índia será voltada exclusivamente para os índios que vivem em aldeias. As transferências para a ala destinada aos pacientes índios com covid-19 serão realizadas por meio da Central de Regulação do Amazonas.

Os pacientes que necessitarem de remoção serão incluídos em uma fila racial composta apenas por índios e serão removidos com base na avaliação clínica de médicos e enfermeiros da Central.

Enfrentamento no Amazonas

O Governo Federal enviou mais de R$ 213 milhões ao Estado do Amazonas para o enfrentamento da covid-19. Sendo R$ 78 milhões para o Fundo Estadual de Saúde; R$ 2,6 milhões para o Hospital Getúlio Vargas e R$ 132,4 milhões para os municípios. No total, foram mais de 1,5 milhão de EPI, 232 mil testes para covid-19; 176 mil testes rápidos; 110 respiradores; 1,3 milhão de vacinas contra gripe e 438 mil caixas de medicamentos.

De acordo com o IBGE, o Estado do Amazonas tem autodeclarados 183.514 índios, a maior quantidade no país, em sua totalidade ou absoluta maioria populações miscigenadas que se autodeclaram como índias e não etnicamente como mestiças. Desses, 70% vivem em aldeias.

Embasamento político e não científico

Não temos informação de que o Governo do Estado do Amazonas ou a SESAI tenham publicado trabalhos científicos que embasem que os autodeclarados índios possuam defesa biológica mais frágil diante do novo coronavírus do que os mestiços ou outros grupos da classificação da cor/raça do IBGE.

O Ministério da Saúde, por meio da SESAI, entregou, em 17 e 18 de maio, duas toneladas de equipamentos para os Hospitais de Guarnição dos municípios de Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira (AM) para reforço no combate à covid-19. Foram entregues respiradores desfibriladores, insumos, medicamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

O Ministério da Defesa também deslocou, temporariamente, onze profissionais de saúde do Hospital Militar de Área de Brasília para reforçar o atendimento à população no Hospital de São Gabriel da Cachoeira (AM). São duas médicas; uma fisioterapeuta; duas enfermeiras e seis técnicas de enfermagem.

Posted in Apartheid no Brasil, Mestiçofobia | Desmestiçagem, Português, Verwoerdismo | Indigenismo.


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