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Suspeita de racismo em pesquisa encerrada após 11 morrerem em Manaus

A maioria dos pacientes era mestiça no grupo submetido a altas doses em pesquisa acusada de visar desacreditar medicação contra covid-19. O Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro levará o caso ao Ministério Público e ao Conselho Municipal de Direitos Humanos de Manaus.

Um estudo alegadamente sobre a eficácia do uso da cloroquina foi interrompido após a morte de 11 pacientes submetidos a doses elevadas do medicamento em Manaus.

81 pacientes, alguns sem comprovação de estar com covid-19, foram selecionados, sendo administradas a 41 deles altíssimas doses de cloroquina (12g divididos em 10 dias), muito acima da dosagem do medicamento usado para o tratamento de malária vivax (1,5g divididos em 3 dias), por exemplo. Os 40 outros pacientes receberam 2,7g.

Embora o relatório dos pesquisadores afirme que os pacientes tenham sido selecionados de forma aleatória, 58 pacientes eram mestiços, sendo que 30 destes foram colocados no grupo submetido às altas doses. Ou seja, mais da metade. Também 4 pacientes pretos, de um total de 6, foram submetidos a alta dosagem.

Embora a maioria dos doentes de covid-19 seja formada por brancos (segundo o Ministério da Saúde), foram selecionados 17 pacientes brancos e destes 7 submetidos às altas doses – o único segmento racial na pesquisa que reduziu percentualmente no grupo exposto a alta dosagem.

A pesquisa repercutiu internacionalmente. O CEO da Yuko Social, dos EUA, Mike Couldrey, comentou que

“Eles não apenas deram uma overdose de seus pacientes, como os ‘pesquisadores’ tiveram a audácia de concluir o estudo dizendo ‘A cloroquina é perigosa e não é eficaz no tratamento do COVID-19’.”

Os responsáveis pela pesquisa têm sido acusados de terem usado pacientes como cobaias, de terem realizado a pesquisa com a finalidade de desacreditar o uso de cloroquina e de hidroxicloroquina no tratamento do covid-19 e o presidente Jair Bolsonaro – diversos são assumidamente de esquerda e fizeram campanha contra a eleição do atual presidente da república.

A pesquisa foi financiada pelo Governo do Amazonas, Fiocruz, SUFRAMA, CAPES, FAPEAM, e com fundos federais “dados” por uma coalisão de senadores.

O Nação Mestiça, que é membro do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Manaus, pretende levar o caso ao órgão e solicitar investigação ao Ministério Público.

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