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Um breve comentário sobre a questão mestiça brasileira para sul-africanos – Leão Alves

Como o Twitter tem um limite de palavras por mensagem, o que exige um resumo nem sempre compatível com o tema, deixo aqui uma explicação também resumida, mas com informações fundamentais para entender a questão racial e étnica brasileira, com destaque para a ideologia negrista, ou seja, aquela que busca no Brasil e na África do Sul a assimilação forçada dos mestiços (Brasil) e Coloureds (África do Sul) dentro de uma coletividade negra.

Algumas comparações.

A África do Sul foi conquistada por holandeses e britânicos, o Brasil somente por portugueses (holandeses conseguiram ocupar por algumas décadas um pequeno território no Nordeste do país, mas foram completamente expulsos, sem deixar comunidades ou maiores influências).

Na África do Sul, os indígenas khoisan tiveram seus territórios ocupados por povos bantos do norte (os pretos), de modo que há um questionamento sobre o caráter nativos dos denominados Black Africans, e pelos conquistadores europeus; no Brasil, os indígenas não tinham tal divisão, de modo que os portugueses e os pretos (em sua maioria também povos bantos) eram os únicos não-nativos. Os índios dividiam o caráter de nativos somente com os mestiços que geraram com brancos (caboclos) e pretos (cafuzos), que com o passar do tempo formou um povo mestiço em sua maioria descendente de índios, brancos e pretos.

Na África do Sul, os brancos conquistadores preservaram-se enquanto comunidades; no Brasil, os brancos conquistadores foram, salvo alguma rara exceção, absorvidos pela mestiçagem com os nativos e pretos de modo que seus descendentes são exclusivamente (ou quase) os mestiços, sendo os  brancos atuais do país em regra descendentes de imigrantes que chegaram ao país após o país deixar de ser colônia, em 1815.

Na África do Sul, como em todos os países da África sub-saariana, os indígenas pretos permaneceram como maioria após a independência; no Brasil, como em todos os países da América, os indígenas índios (e esquimós na América do Norte) tornaram-se minoria ou não mais existiam após a independência.

O problema da imposição da identidade “negra”/preta aos mestiços/Coloureds.

O Brasil e a África do Sul têm sofrido um verdadeiro ataque cultural da ideologia da “única gota” dos EUA, cujos arautos, de forma irracional e quase sempre fanática, defendem a imposição da classificação de “negro”/preto aos mestiços.

“Negro’ tem um elemento a mais: a palavra significa escravo em português. Os navios que transportavam escravos e os traficantes de escravos eram denominados negreiros e os índios escravizados era rotulados como “negros da terra”, para distinguir dos negros (escravos) trazidos da África.

Em ambos os países, o negrismo é uma ideologia política antimestiça, racista, supremacista e genocida, mas no Brasil tem uma característica a mais: é imperialista preta africana.

Imaginem, para uma comparação superficial com a história brasileira, que em vez de levar pretos como escravos para o Brasil, os brancos europeus tivessem levado índios como escravos para a África do Sul e que, após a abolição da escravidão, lideranças reais ou supostas dos descendentes destes índios, apoiadas por bondosos políticos brancos comunistas, magnatas globalistas, ONU, UE e ONGs diversas, decidissem classificar como índios todos os mestiços de índio e africanos (bantos e Khoisans), de índios e brancos e até os mestiços não descendentes de índios, reduzindo os nativos da África do Sul a pequenas minorias vivendo em comunidades tribais, separados em bantustões, de modo que a população ficaria oficialmente formada por índios (índios + miscigenados), brancos e povos tribais (bantos e Khoisans).

Para um resumo, já ficou longo.

Leão Alves é ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça).

Posted in Artigos, Leão Alves, Português.


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