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Ministro britânico diz para assistentes sociais promoverem adoções inter-raciais

Os assistentes sociais devem tornar mais fácil para os casais brancos adotarem crianças de diferentes origens étnicas, disse ontem à noite um ministro do governo britânico.

Não há atualmente nenhum barreira na adoção inter-racial, mas o ministro das crianças, Tim Loughton, disse que muitas crianças padecem de cuidado porque os assistentes sociais ficam aguardando o “par perfeito” em vez de decidir se os futuros pais adotivos proporcionarão um bom lar.

O resultado desta abordagem, combinado com a escassez de casais não-brancos que querem adotar, é que as crianças pertencentes a minorias étnicas estão sobre-representadas entre os jovens sob cuidado que nunca encontraram um lar permanente. Leva-se em média dois anos e sete meses para uma adoção; pretos, asiáticos e crianças mestiças esperam três vezes mais do que crianças brancas.

Os assistentes sociais têm sido requeridos a dar “consideração importante” a raça ao situar as crianças devido a preocupações de que elas possam ter dificuldades para se estabelecer em novas famílias de diferentes origens culturais.

Mas o Departamento de Educação disse que os ministros  sentem que as autoridades não devem ser “sensíveis demais” sobre o assunto. Uma porta-voz disse ontem que a guia de orientação das autoridades locais e agências de adoção deverá ser reeditada “nos próximos dois meses”. Não haverá “nenhuma alteração substantiva” na posição oficial sobre uniões trans-raciais, ela disse, “porque a lei já está bastante clara”. Mas os ministros querem que as autoridades locais adotem uma nova abordagem à forma como a orientação é implementada nesta área.

Loughton disse ao The Times que “não havia qualquer razão” para casais brancos não poderem adotar crianças de diferentes origens raciais. “Se é um grande casal oferecendo um bom, amoroso, estável e permanente lar é que deve ser a consideração número um”, disse o ministro.

“Muitos assistentes sociais estão aguardando o par perfeito, de modo que casais apropriados são afastados e como resultado as crianças ficam mantidas sob cuidados por anos.”

“Assistentes sociais acham que se esperar mais alguns anos a família certa será encontrada. Mas se não há outras questões, o casal oferecendo um lar permanente deve ser aprovado, mesmo que não haja uma correspondência étnica”.

Há aproximadamente 65 mil crianças em abrigos na Inglaterra, a maioria das quais não são consideradas para adopção porque elas são muito velhas ou estão entrando e saindo do sistema.

Dos cerca de 2.300 aprovados para adoção no ano passado, cerca de 500 eram de origem preta ou asiática.

De The Guardian.

Os textos postados assinados por seus autores e os noticiosos e de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça.

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