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Espancamento contra brasileiro desencadeia revolta contra imigrantes venezuelanos em RR

Policiais montam guarda nacionais protestam contra a agressão a brasileiro supostamente por imigrantes venezuelanos.

Um comerciante brasileiro foi assaltado e espancado em casa nesta sexta-feita (17), supostamente por quatro venezuelanos, provocando revolta de moradores da cidade de Pacaraima (RR). Também irritou os manifestantes a política de fronteira aberta do Governo Federal. Outra possível motivação para a revolta teria sido a não liberação de uma ambulância do Exército para socorrer o comerciante, a qual estaria reservada exclusivamente para atendimento de venezuelanos.

Pacaraima (RR) fica na fronteira com a Venezuela. Os manifestantes expulsaram venezuelanos de barracas e abrigos e atearam fogo a seus pertences.

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Neste sábado (18) também houve um ato em frente ao Comando Especial de Fronteira do Exército, que fica na cidade, contra a imigração descontrolada de venezuelanos. A manifestação foi pacífica.

O prefeito da cidade, Juliano Torquato, que está fora do Estado, disse que a situação ainda não está controlada e que, segundo sabe, venezuelanos continuam a ser expulsos de Pacaraima.

“Lamentamos muito que isso esteja ocorrendo, mas não foi por falta de aviso. Ficamos tristes pelo lado dos venezuelanos, a gente sabe a situação difícil deles, mas infelizmente entram [no Brasil] essas pessoas que não tem boas intenções”, disse Torquato à Agência Brasil.

O governo de Roraima informou, em nota, ter enviado reforços da Polícia Militar para conter os ânimos, bem como profissionais de saúde e medicamentos para suprir as necessidades do hospital de Pacaraima. O texto também afirma ser “preciso que o Exército Brasileiro garanta a ordem na fronteira com a Venezuela”, país sob a ditadura comunista do presidente Nicolás Maduro, que é apoiado por partidos de esquerda no Brasil.

Na nota, o governo de Roraima voltou a reivindicar o fechamento da fronteira com a Venezuela e uma maior atuação do governo federal para lidar com a crise humanitária. Neste mês, a ministra teuto-brasileira Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou uma liminar (decisão provisória) que havia sido pedida para fechar a fronteira entre os dois países. Procurada, a Polícia Federal não informou como está a situação na fronteira do Brasil, em Pacaraima.

A Força-Tarefa Logística Humanitária, composta pelas Forças Armadas e integrada por organismos internacionais, organizações não governamentais e entidades civis, divulgou nota em que diz prestar apoio aos atendimentos no hospital local e que “repudia atos de vandalismo e violência contra qualquer cidadão, independentemente de sua nacionalidade”.

A imigração descontrolada na fronteira tem levado à entrada de possíveis criminosos venezuelanos e foi responsável pela volta de casos de sarampo no Brasil, inclusive com três mortes já registradas no Estado do Amazonas, uma delas a de um bebê de 6 meses.

Segundo o último Boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) , há registro de sarampo em 38 municípios. São 6.881 casos notificados e 910 confirmados. Manaus lidera com 5.693 casos notificados e 723 confirmados. Em Roraima há o registro da morte por sarampo de três estrangeiros e de um brasileiro, segundo dados de secretarias de saúde estaduais enviadas ao Ministério da Saúde. 

Com informações de EBC.

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