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Vereador Allen Gadelha relata sofrimento de mestiço sob risco de expulsão pelo indigenismo em Barcelos

O vereador Allen Gadelha e o Sr. Eudvan Rodrigues, ameaçado de sofrer limpeza étnica pelo indigenismo.

O vereador Allen Gadelha, da Câmara Municipal de Barcelos, no Estado do Amazonas, publicou em sua página do Facebook um relato sobre o sofrimento de um mestiço aterrorizado pelo risco de ser expulso pela ação indigenista. Relata o vereador que:

“Hoje recebi a visita do seu Eudvan Rodrigues, vulgo seu Balanga, um cara humilde, trabalhador e pai de família. Não pude deixar de compartilhar o drama e a história que ele me contou com os olhos marejados, e que serve de alerta para o que está acontecendo em Barcelos. Assim como muitos barcelenses, seu Eudvan tem origem nordestina, seus pais são cearenses e ele vive aqui há mais de 49 anos. Durante mais de 12 anos de sua vida, cultivou junto com a esposa um terreno (roça) medindo 200 x 1000m na comunidade de Cauboris, onde plantava mandioca, macaxeira, banana, etc e, que também servia de fonte de renda a sua família. Infelizmente, há quase dois anos, nas frequentes reuniões realizadas na comunidade, alguns líderes do movimento indigenista liderados por entidades como o CIMI – Conselho Indigenista Missionário e outras, começaram um processo de limpeza étnica na região. Informaram ao seu Edvan e a outras pessoas na mesma situação dele, que aqueles comunitários que não tivessem o registro indígena – RANI, não teriam espaço nem vez na comunidade. Pra não perder sua roça, seu Edvan até tentou tirar o RANI, mas devido sua origem, o mesmo não conseguiu. Foi então obrigado a abandonar sua roça, seu terreno e desmontar sua casinha. Hoje, com a esposa doente vive na cidade fazendo bicos que lhe rendem, quando o dia é bom, aprox. 20 reais. Nossa cultura sempre foi marcada pela miscigenação. Índios, brancos, caboclos e pessoas que migraram para Barcelos no auge da exploração da sova, borracha, castanha, piaçava e que já formaram diversas gerações de famílias em Barcelenses. Todos viviam em harmonia até sofrerem a influência nefasta desse movimento indigenista que é financiado pela Noruega e outros países querem dividir nossa gente, tornar nosso território um ou diversos bantustões subordinados a seus financiadores. Só quero lembrar aos que me questionam, que os milhões de doláres recebidos por essas ONGs não são e nem tem sido investidos, um centavo sequer, nessas comunidades ou muito menos em nossos amigos indígenas. Agora, quem vai resolver o problema do seu Eudvan e outros na mesma situação? Certamente não vai ser a Noruega.

O município de Barcelos localiza-se no norte do Estado do Amazonas e é o segundo maior município do país em território. Foi a primeira capital do Estado e está sob o risco de ter seu território tomado pela criação de novos bantustões indigenistas gigantescos.

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