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“Dia do Orgulho Crespo” vira lei e confirma que pardo não é negro

O governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), sancionou nesta segunda-feira (19) o projeto de lei 1.207/2015, da deputada Leci Brandão (PCdoB), que cria o Dia do Orgulho Crespo, a ser celebrado em 26 de julho.

“Acreditamos que é preciso pautar politicamente a tentativa de embranquecimento da raça negra e de apagamento de nossa identidade e é por esta razão que uma data oficial como essa ainda é necessária”, afirmou a deputada na justificativa de seu projeto.

Segundo ela, que é sambista e ativista de movimento negro, o projeto foi apresentado após conhecer a Marcha do Orgulho Crespo, que é organizada desde 2015 como um movimento de valorização da identidade da mulher negra.

“A valorização da estética negra é um ato de resistência aos padrões eurocêntricos que foram impostos ao povo negro, amplamente e historicamente difundidos pela mídia e pela publicidade”, enfatiza a deputada.

A agora Lei 16.682, de 19/03/2018, é um tiro no pé do negrismo, pois não intencionalmente confirma o óbvio: pardos não são negros, pois nem todos têm cabelos crespos.

“Tem dias de tantas coisas e que não são tão importantes ou significativas, então o Dia do Orgulho Crespo não é só a estética, é a afirmação da nossa etnia. Nós nascemos assim, nosso cabelo é desta forma e nós não temos nenhum problema com nosso cabelo”, filosofa a deputada, sem informar se irá convidar para o evento os caboclos, pardos de índio e branco.

 

 

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