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No Senado, eurodeputado critica mestiçagem brasileira

Poder branco: quase 200 anos depois da Independência, parlamentar português Francisco Assis, do Partido Socialista, vem fiscalizar o Brasil e a mestiçagem.

O socialista português Francisco Assis fez parte de uma comissão de 14 eurodeputados que veio ao Brasil apoiar e fiscalizar a política de apartheid racial e combate à mestiçagem patrocinada pela União Européia no país. O financiamento para a criação de bantustões (“terras indígenas” e “quilombos”, no jargão oficial) tem sido o principal meio pelo qual países da União Européia e a própria instituição têm promovido a segregação racial e étnica na América Latina. A deputada socialista brasileira Janete Capiberibe pediu boicote a produtos brasileiros.

Uma comitiva de 14 eurodeputados que compõem a Delegação para as Relações do Mercosul e para as Relações com a República Federativa do Brasil esteve no dia 31 de outubro na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado brasileiro e, depois, na Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para debater “As Graves Violações aos Direitos Indígenas e Quilombolas”.

A audiência foi solicitada pelo senador João Capiberibe, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Estado do Amapá.

O presidente da delegação para as relações com o Mercosul, o eurodeputado português Francisco Assis, repetidamente negando sua manifestação ser interferência de uma instituição estrangeira em assuntos internos do Brasil, alfinetou a mestiçagem brasileira: “Essa miscigenação comporta um lado que não é evidente, um lado obscuro” (vídeo).

Francisco Assis, que é do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu e do Partido Socialista, em Portugal, destacou o apoio do senador João Capiberibe e da deputada Janete Capiberibe, também do PSB-AP,  quando os eurodeputados vieram ao Brasil, em 2016, para fiscalizar a criação de um bantustão para índios guaranis.

A deputada Janete Capiberibe, em vez de defender a economia nacional, agradeceu as palavras do eurodeputado português e pediu, nos termos seguintes, por boicote a produtos brasileiros: “São reconhecimentos como esses que nos motivam a continuar na luta que travamos desde a juventude. E diante de todas as demandas apresentadas nessa audiência, apelo para o Parlamento Europeu o bloqueio humanitário, como forma de coibir os crimes e defender as inúmeras vidas humanas. É necessário impedir a compra de qualquer produto encharcado com sangue indígena, quilombola, dos povos da floresta e das águas.” (vídeo)

O evento teve participação de entidades índias, indigenistas e neoquilombolas. O Movimento Mestiço não foi convidado.

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