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Você é pardo, foi excluído das cotas raciais e quer saber o que fazer?

Copie e divulgue nas redes sociais a mensagem abaixo dirigida ao Presidente Jair Bolsonaro.

Você é pardo e inscreveu-se para concorrer pelas cotas raciais, mas um tribunal racial não lhe considerou como pardo e você quer saber o que fazer?

Nesta página apresentamos a origem do problema e sugestões para você defender seu direito de ser reconhecido como pardo e concorrer às vagas dos pardos. 

Nós os pardos temos sido discriminados por políticas racistas contra mestiços implantada durante os governos do Partido dos Trabalhadores e uma destas medidas é o sistema de cotas raciais que discrimina pardos.

Para nos defendermos, nós pardos precisamos nos unir, pressionar politicamente, atuar judicialmente e nos mantermos informados.

Acompanhe este site e as páginas do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça) no Twitter (@nacaomestica), no Facebook e em outras redes sociais e divulgue as publicações.

O texto abaixo apresenta informações fundamentais para entender as origens da discriminação contra pardos nas cotas raciais e sugestões de medidas jurídicas e políticas para um pardo excluído pelos tribunais raciais. 

PARDO É TODO MESTIÇO

Para entender o problema é fundamental antes de tudo saber que pardo é uma palavra usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para referir-se a todo e qualquer mestiço, não importando a cor ou outra característica de aparência.

Ou seja, pardo não é apenas aquela pessoa que tem cor entre branca ou preta, ou tem cabelos crespos e pele clara, ou outro aspecto que mostra descender de alguma miscigenação entre índio, preto, branco e amarelo.

Pardo também não é só quem é descende de preto e outro grupo de cor/raça. Mestiços de índio e branco (caboclo), de índio e amarelo, de branco e amarelo também são pardos.

Segundo o IBGE, as opções de “cor ou raça” da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios têm o seguinte significado:

“Característica declarada pelas pessoas com base nas seguintes opções: branca, preta, amarela (pessoa de origem japonesa, chinesa, coreana etc.), parda (mulata, cabocla, cafuza, mameluca ou mestiça de preto com pessoa de outra cor ou raça) ou indígena (pessoa indígena ou índia)”, Anuário Estatístico do Brasil, v. 76, 2016., negritos nossos.

Assim, não para o IBGE pardo não é negro nem só quem descende de preto. Por que, então, ficam perguntando em tribunais raciais se o candidato às cotas se identifica como negro? A Lei de Cotas exige isso?

PT, A ORIGEM DO PROBLEMA

A Lei de Cotas e a legislação ligada a esta foram criadas durante os governos petistas. O Partido dos Trabalhadores (PT) é uma legenda contrária a mestiçagem, ou seja, o PT defende que o povo brasileiro deve ser dividido entre brancos, negros, índios e amarelos – e só. 

Para o PT, os mestiços, ou seja, os pardos, não devem existir enquanto identidade própria. Este é o objetivo das cotas raciais para o PT.

O PT tem o objetivo de usar pardos e pretos como militância política e, segundo entende, pretos e pardos entrarão em conflito caso não sejam unificados dentro de uma categoria ‘negro’.

 

Esta política é racista e vai contra documentos internacionais, como a Declaração de Durban, que classifica como discriminação o apagamento de mestiços.

Mestiços são reconhecidos como povos em vários países. O mestiço brasileiro é reconhecido como etnia por quatro Estados e diversos municípios.

Para explicação mais detalhada, clique aqui e assista ao pronunciamento do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com este fim, o PT, com apoio de outros partidos de esquerda, organizações e movimentos negristas, criou e conseguiu aprovar o Estatuto da Igualdade Racial (lei 12.288, de 20/07/2010), de autoria do senador PAULO PAIM (PT), que classifica todos os pardos como “negros”.

A LEI DE COTAS ESTABELECE COTAS EXCLUSIVAS PARA PARDOS

Dentre as leis de cotas raciais, porém, a Lei 12.7111, de 29/08/2012 (Lei de Cotas), que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio, estabelece que as cotas de pardos devem ser exclusivas, independentes das cotas destinadas a pretos.

A Lei de Cotas não cita negros, mas para pretos, pardos e índios. Isto se deveu a uma manobra do PT: durante todo o trâmite do Projeto de Lei, a fim de encobrir a discriminação contra mestiços, constava cotas para ‘negros e pardos’. Às vésperas da aprovação da lei, visando evitar que o no texto da lei constasse cotas para ‘negros e pardos’, o que vai contra a ideologia racista do partido de imposição aos pardos da classificação como negros, o termo negro foi substituído pelo senador PAULO PAIM (PT) por preto. Para saber mais clique aqui.

A fim de impedir que pardos usufruam de suas cotas exclusivas, o governo DILMA ROUSSEFF (PT), através do então ministro da Educação, ALOIZIO MERCADANTE (PT), publicou uma portaria ilegal, a Portaria MEC Nº 18, de 11/10/2012, que nega este direito aos pardos, assegurando cotas exclusivas somente aos ‘indígenas’ (art. 10, § 2º):

“Diante das peculiaridades da população do local de oferta das vagas, e desde que assegurado o número mínimo de vagas reservadas à soma dos pretos, pardos e indígenas da unidade da Federação do local de oferta de vagas, apurado na forma deste artigo, as instituições federais de ensino, no exercício de sua autonomia, poderão, em seus editais, assegurar reserva de vagas separadas para os indígenas.”

Para saber mais sobre isto, leia PT é contra cotas separadas para pretos e pardos e assista ao vídeo abaixo.

O PT tem sido autor de outras leis, projetos de lei e medidas para intimidar e excluir pardos que se candidatam às cotas raciais no ensino e nos empregos.

FUI EXCLUÍDO PELO TRIBUNAL RACIAL, O QUE DEVO FAZER?

Você se inscreveu para as cotas raciais e um tribunal racial não lhe considerou como pardo e você quer saber o que fazer? Há dois grupos de medidas, umas políticas e pessoais, que sugerimos. Para as medidas judiciais, será necessária a orientação e atuação de um advogado. 

Políticas:

– Solicitar ao Presidente JAIR BOLSONARO (@jairbolsonaro) que seja revogado o art. 10 da Portaria MEC Nº 18, de 11/10/2012, e sejam asseguradas cotas exclusivas para pardos.

– Pressionar deputados e senadores pela aprovação do PL 5551/2016, que reconhece o Mestiço Brasileiro como grupo étnico-racial e cultural.

Pessoais:

– Fazer um Boletim de Ocorrência (BO) em uma delegacia de polícia relatando ser pardo e ter sido excluído das cotas por um tribunal racial e solicitar que os membros do tribunal racial provem que você não é pardo.

– Realize uma consulta médica, preferencialmente em uma instituição pública do Sistema Único de Saúde (SUS), e solicite ao médico que, após examiná-lo e verificar que você é pardo, ateste tal fato. Atestados médicos têm presunção de veracidade, ou seja, o tribunal racial é que terá que provar que ele não corresponderia à verdade. O termo pardo consta em diversos formulários utilizados pelo SUS, sendo assim um termo com o qual médicos estão familiarizados.

O art. 91 do Código de Ética Médica, do Conselho Federal de Medicina (CFM), determina que é vedado ao médico:

“Deixar de atestar atos executados no exercício profissional, quando solicitado pelo paciente ou por seu representante legal.”

– Processe não só a instituição, mas os membros do tribunal racial pessoalmente, solicitando ao juiz indenização por danos morais e, se for o caso, materiais, por sua exclusão das cotas apesar de ser pardo.

– Caso lhe perguntem se se identifica como negro ou se esta exigência constar nos editais ou outros documentos da instituição, processe também por racismo e constrangimento ilegal, haja vista não constar tal exigência na Lei de Cotas.

– Conteste na Justiça a legalidade do art. 10 da Portaria MEC Nº 18, de 11/10/2012 e todas as portarias e editais do concurso que não separem cotas dos pardos das cotas dos pretos.

– Solicitar ao juiz do caso que seja atribuído ao Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro decidir se a pessoa interessada é parda ou não. Destacamos que as custas judiciais e outras para a realização de uma avaliação e decisão desta natureza não serão arcadas pelo Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro.

– Caso as aulas iniciem ou exista o risco de iniciar antes que os recursos administrativos tenham se esgotado, é importante peticionar mandado de segurança assegurando que você assista às aulas enquanto o processo não conclui.

 

Relate aqui o seu caso de discriminação. Não é necessário identificar-se.

Os relatos aqui postados poderão vir a ser republicados neste site como artigo; ao postar aqui você está autorizando esta republicação.

Este site se reserva o direito de não publicar e de excluir relatos e postagens que considere ilegais, impróprios, de origem e autoria duvidosas ou por outros motivos segundo sua análise e julgamento. Para reclamações e denúncias relativas a esta página entre em contato conosco pelo e-mail nacaomestica@nacaomestica.org.

Atualizado em 28/02/2019.

Posted in Casos e relatos de exclusão de mestiços, Cotas.


23 Responses

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  1. Anônimo says

    Nós pardos precisamos de uma defesa e representação nos espaços acadêmicos. Muitos, assim como eu, estão sendo perseguidos na faculdade por serem pardos/mestiços, o que na cabeça de algumas pessoas, brancas e pretas, é uma fraude. Por favor, não nos diminuam, nós existimos e não nos “tornamos” pardos para ingressar na faculdade. A gente é o que é dentro e principalmente fora dela.

    • Anônimo says

      Como você se protege disso? Não sei o que fazer

  2. Anonimo says

    Gostaria também de deixar por escrito aqui, muitas pessoas estão sendo perseguidas mesmo tendo sido aprovadas por essa banca, só porque alguns alunos não consideram os metiços como merecedores, pessoas estão ficando doente psicologicamente apôs serem perseguidas.

  3. Anônimo says

    Passei pelo mesmo problema ao ingressar numa universidade federal. Conseguir recorrer, mas imagino quantos não conseguiram argumentar o suficiente ou não tiveram a sorte de serem aprovados pelos jurados do tribunal racial que reavaliam seu pedigree. O Twitter se tornou uma fonte tóxica e expôs, além de uma minoria branca, vários pardos, indígenas e mestiços, inclusive pessoas da minha turma! Recomendo que todos os pardos se resguardem e privem as redes sociais para evitar constrangimento! E caso tenham sido expostos, procurem processar judicialmente.

  4. ANÔNIMO says

    Olá. Sou um estudante que passou no curso de medicina em uma Federal de Minas e estou em um infeliz processo judicial para provar que sou pardo e recuperar minha vaga, haja vista que a banca de heteroidentificação – composta totalmente por negros- recusou minha autodeclaração, apesar da minha cor morena escura. Acredito que o motivo seja meu cabelo liso por conta da descendência indígena, mas que não é comprovada por documentos legais.É um processo desgastante e humilhante. Eu sou pardo, tenho matrizes indígenas, africanas e européias claras, minha família foi extremamente miscigenada. Sinto muito por todos os que passam por essa situação.

  5. Romulo Marques says

    Tudo bem com vocês, estou passando por isso, minha matrícula foi considerada inapta na UFPE, tem a opção para recorrer. Só que não sei quais argumentos usar para que meu recurso seja validado, imagina você se considera pardo por toda a sua vida, e por uma entrevista de 3 minutos, tudo isso acaba. Se vocês poderem me ajudar a como redigir o recurso serei eternamente grato. Só quem sabe a dor de um ano de estudo para passar nas universidades entende como estou me sentido. Mesmo assim obrigado

  6. HR says

    Estou em vias de enfrentar uma “banca racial” para verificar se estou apto ou não para assumir um cargo público federal em São Paulo de um concurso recente. Já li diversas informações das mais variadas fontes. E finalmente encontrei esse website. Em determinado momento dos estudos cheguei a conclusão semelhante ao que o website “nação mestiça” propõe: as bancas julgadoras não admitem pardos, apenas pretos. Não estou seguro de ir a SP, partindo de Manaus, pra ouvir de alguém negro ou branco ou etc, que não sou pardo, ou que não sirvo para as cotas. Uma vida inteira me considerei pardo, em todos os lugares que me inscrevi foram como pardo. Não tenho dúvidas das minhas raízes. Tenho certeza que não sou preto. Nunca quis vagas de pretos. Optei por concorrer para as vagas de pardos. Que ao meu entendimento, é o que está na lei. Se já fui discriminado? Só quem tem aparência ou traços indígena(s) sabe. Enfim, estou analisando se entro nessa guerra.

  7. Ian says

    Sou filho de uma mulher negra e um homem mestiço, de pele mais clara que minha mãe. Nasci de pele branca, cabelos crespos e enroladinhos. Sofri muuuito preconceito pelos meus cabelos durante toda a minha infância e parte da adolescência. Entrei na Universidade por cotas raciais por saber que possuo pleno direito por lei, mas já tive meu nome circulando por aí, me criticando pelas minhas escolhas. Felizmente, alguns amigos meus me entendem e me defendem, me dizendo que não fiz nada de errado. Outros podem não concordar 100%, mas me respeitam quando digo que já sofri preconceitos. Nunca fui pessoalmente atacado por isso, mas já li em grupos de WhatsApp em que estou que parente negro não te dá direito à cota, o que de fato é aceitável – se o parente não for um dos seus pais e você não apresenta claras características de duas raças. Além de indiretas constantes, já printaram a lista de aprovados por cotas e postaram no mesmo grupo alegando que não havia apenas uma fraudadora no período (uma moça loira de olhos azuis entrou, também por cotas raciais, no mesmo semestre). Sinto que estou sendo constantemente julgado pelas pessoas ao meu redor. Já tive períodos em que pensava mais de uma vez ao dia em cancelar a matrícula, tentar de novo o Enem. Alguns amigos meus me convenceram a ficar e me ajudaram a ter mais confiança em mim mesmo para sustentar meus argumentos. Ainda algumas vezes eu tenho crises de confiança e pesquiso mais a fundo sobre o tema. Por esses dias tenho pensado muito na história da Escrava Isaura, mestiça de pele branca que tinha sim privilégios, mas ainda assim uma escrava. A questão racial não pode ser resumida apenas pelo tom de pele. Obviamente uma pessoa de pele branca e cabelos crespos não sofrerá no Brasil o mesmo nível de preconceito que alguém de pele negra, mas ainda há, sim, discriminação. Eu não sonhei com pessoas dizendo que “minha vida estava destruída por causa do cabelo duro” ou “seu cabelo é simplesmente feio” ou “se não tiver bombril, usa o cabelo dele”, essas coisas não aconteceram apenas na minha cabeça.

  8. Pardo Indignado says

    Veja que absurdo!

    Concurso para o CREMERJ, depois de todas etapas, inscrição, prova, divulgação de gabarito preliminar e pós recursos, chegou agora o momento da aferição para cota racial, e decidiram mudar o edital nessa fase, excluindo os pardos.

    • Leão Alves says

      Sugiro ao candidato pardo entrar com mandato de segurança alegando a inconstitucionalidade da Lei nº Lei no 12.990/2014 e de toda legislação que a acompanha e que impõe aos pardos a classificação como negros, haja vista inclusive o Edital à época da realização da prova reservar vagas exclusivas para pardos.
      A Brasil é signatário da
      “convenção para a prevenção e a repressão do crime de Genocídio, concluída em Paris, a 11 de dezembro de 1948, por ocasião da III Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas”,
      que estabelece no

      “ARTIGO II

      Na presente Convenção entende-se por genocídio qualquer dos seguintes atos, cometidos com a intenção de destruir no todo ou em parte, um grupo nacional. étnico, racial ou religioso, como tal:

      a) matar membros do grupo;

      b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo;

      c) submeter intencionalmente o grupo a condição de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial;

      d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio de grupo;

      e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.”

      Ou seja, genocídio não se restringe a matar fisicamente, mas a toda ação visando a eliminar um grupo étnico ou racial. Há inclusive uma decisão do STF explicitando este entendimento.

      No aspecto jurídico, é uma razão a mais para pardo não se identificar como negro se ele deseja defender seus interesses enquanto pardo e não como renegado.

  9. Nelle says

    Que documentos é necessário para eu provar que sou parda em um concurso público??

  10. anônimo says

    Interessante como este processo se da inteiramente pela cor da pele e não por suas características físcias, os pardos e mestiços estão sofrendo com discriminação e preconceito, estamos sendo alvos de uma comunidade negrista que não reconhece a miscigenação e tão pouco a nossa ancestralidade, isso é um absurdo, negando nosso direito a educação e ferindo a constituição os critérios utilizados para indeferir o pardo(mestiço) pra mim se caracteriza uma fraude com objetivo de manter somente os de cor preta, segregação racial ?

  11. Senhor Pardo says

    Pardo não é somente negro com branco, inclui branco com índio ou negro com índio.

  12. Anônimo says

    Fui vítima do TRIBUNAL RACIAL instaurado pela Banca CEBRASPE/CESPE em um concurso federal, apesar de não existirem Brancos em minha família que eu conheça, sendo filho e neto de PARDOS e PRETOS, não apelei ao meu Genótipo, até por que não existe como, pois a avaliação é fenotípica e o recurso é eletrônico, ou seja, só texto, mas bem, fui vítima de uma PROFUNDA DESLEALDADE, MÁ FÉ E SEGREGAÇÃO.

    Sou Pardo claro, tenho cabelos visivelmente CRESPOS e NARIZ muito chato, ou seja das 3 características que geralmente são observadas, duas me classificariam nem como pardo, mas como PRETO.

    A avaliação dos negristas do tribunal HOJE só é levado em consideração única e exclusivamente o TOM DE PELE, existe uma tabela de cores, da qual se você não se enquadra fatalmente será barrado e foi isso que aconteceu comigo.

    A má fé foi tão explicita e desleal que tiveram a capacidade de me eliminar e para atender a justificativa, sendo que não poderiam me eliminar APENAS pela cor da pele, de classificar a textura dos meus cabelos como sendo “SEM ARTIFÍCIOS”, é isso mesmo, cabelo loiro, cabelo preto, cabelo cacheado, cabelo liso e AGORA para o CESPE cabelo sem artificio.

    o outro examinador seguindo a mesma linha classificou minha aparência, mesmo eu possuindo visivelmente traços faciais de preto, como nariz achatado, sistema piloso ralo (índio) e etc, fui classificado como “SEM ARTIFÍCIO”, ou seja, uma jogada suja, para evitar de dar uma justificativa apenas que eu estaria sendo eliminado, pura e simplesmente por que sou um mestiço claro de mais.

    Não importa se tenho um documento de fé pública atestando que sou pardo, não adianta ter genótipo que exclui brancos na linhagem, não importa sua declaração, não importa qualquer outra característica que você tenha, mesmo que o classifique, nem como pardo, mas até como preto, não, não importa, para o CESPE e para os negristas se sua pele for morena, você certamente estará FORA.

    Estou em Brasília, se precisar do meu testemunho, meu e-mail esta a disposição.

    • Gilvanise Melo says

      Queria ver essa tabela de cores. Sou parda clara, nariz não e chato, cabelos crespos e dou selagem…pq nem sempre qrem pessoas trabalhando de cabelos enrolados…tenho a mistura de pardos e não de negros…na família tem de tudo. Português, índia, negros e pardos.

  13. Anônimo says

    Situação absurda é tribunal racial comanda as faculdades tem aceita essas situações o movimento negrista é extremamente agressivo com os pardos .eles sabem muito bem que pardo não é negro mais querem fraudar as cotas dos mestiços.e as faculdades expulsam os pardos.agora nós mestiços somos a maioria e só se unir contratar um bom advogado e acabar movimento negrista que só aumentou o racismo nas universidades . então acabe com essas cotas raciais .que entre os que tem notas melhores.esse tribunal racial é uma furada só passa que eles querem já vi vários mestiços sendo expulsos das universidades mas já vi brancos passarem pelo tribunal racial . então existe caso de empatia pelo tribunal racial também . muito estranhos o julgamento desse tribunal racial nunca ela para existir tribunal racial nas universidades isso é humilhante para nosso Brasil que é uma nação mestiça..eu acho estranho o tribunal racial eles não querem os pardos usando as cotas que são do povo mestiço.isso é fraude e é autodeclaração . não podemos aceitar sermos julgados e sendo considerado fraudadores isso é um absurdo .um dia desses estava na universidade vi as mães chorando porque seus filhos mestiços que passaram pelo ridículo tribunal racial sofrendo ameaças do movimento negrista para saírem das faculdades porque tinham cabelos lisos..mas depois conversei com um menino branco que passou pelo tribunal racial ..o IBGE deixa bem claro que é autodeclaração o MEC também .o porque permite esse massacre do povo mestiço todo Pardo é mestiço não é negro..

  14. Anônimo says

    Fui negada como parda pela bancada da UFF (Universidade Federal Fluminense) que examina as cotas raciais. Sendo que pela ascendência, eu sou, pois meu pai é evidentemente branco e minha mãe, negra. Atendo aos critérios do IBGE e argumentei isso no meu recurso, anexando também dois documentos comprovando que sou parda, devidamente assinados é carimbados. Fui acusada pelos próprios alunos do curso que estou tentando ingressar (Ciências Sociais) de fraudar a cota, os mesmos alegando que sou branca, não parda. Cheguei a ser hostilizada no WhatsApp (no grupo da turma) e no Twitter. Estou muito mal, à base de calmantes, pois não esperava passar por isso… ainda mais nesse curso.

  15. Rosileny says

    Acredito que o contexto cultural de mistura de raças é bem claro. Filho de negro com branco é pardo. Mesmo que a cor da pele não seja Negra, ou tom mais escuro de pele que o tom amarelo “branco”. Ou o próprio Negro é racista. E racismo é crime! FILHOS DE NEGROS PRETOS COM BRANCOS somos PARDOS. Xô!! Racismo. contra o tom pele!!

  16. Gislayne Mendes says

    Eu fui reprovada no comitê de avaliação de cotas da UFPE segundo informações foi levado em consideração cabelo, pele e traços faciais.
    Todas as pessoas que estavam lá presentes eram negras ou pardas, mas muitas tem cabelo alisado ou, como eu, tem descendência indígena, negra e branca, e por causa do cabelo não foi aprovado(aparentemente) Por características faciais todos tinham, a única coisa em comum em todos era o cabelo. Além da autodeclaração não ter válido de nada, todos não sabiam dar informação como recorrer e a Cláudia da Silva lucas da coordenação do corpo discente, além de nós tratar mal chegou a chamar a polícia para todos nós, foram 3 carros, várias motos e cerca de 10 policiais. Nenhum que estava presente era branco. Não levaram em consideração que pardo é a miscigenação de raça. Concordo sim que a bancada é necessária, pois ainda existe brancos entrando em cotas raciais, mas pessoas que tem direito ser excluídas é um absurdo.

    Ninguém sabia dar informação, fomos passados de um pra outro.
    Após o requerimento que solicitaram, vamos ficar novamente à mercê de outra avaliação sem saber seus critérios.
    Eu desde a infância sou chamada de macaquinha, bonitinha para uma escurinha ou encardida só fui considerada branca pelo comitê.

  17. anônimo says

    Sou estudante e moro em SC. Descendo de uma longa linhagem de mestiços. Tataravós italianos casados com indígenas, bisavós pardos casados com mulatos ou brancos, avós pardos casados com outros pardos… passei a vida entendendo que sou parda devido a tanta miscigenação e não possuo o tom de pele mais escuro que a maioria entende por parda, sou o que chamam de “morena”. Recentemente fui aprovada em Ciências Sociais na UFF, campus de Niterói, e os meus futuros colegas ou veteranos disseram que não sou parda, fui ameaçada de sofrer denuncias por ter me candidatado a tal vaga, disseram que eu estava roubando vaga de quem realmente precisa e até me chamaram de racista por isso. Falaram que mesmo que a banca me aprovasse, os alunos não me aceitariam. Por medo do que pudesse acontecer, desisti de aceitar a vaga e continuo tendo problemas para entender se tenho direito a cotas ou não.

  18. Pedro S. says

    o concurso pra diplomata estah cheio de situacoes assim… no primeiro ano em que cotas valeram em 2015 varios pardos foram denunciados no MP por supostamente estar fraudando o sistema de cotas. soube que um candidato ou candidata, acho que era uma mulher foi acusado de ser branco na acao do MPU mas reconhecido como negro pelo comite de raça do Itamarati… na hora de criar a lei e amealhar 20 % das vagas consideraram pardos como negros, agora querem que soh pretos sejam considerados negros, entao diminui as cotas para 7 % que eh o percentual de pretos declarados no brasil e soh deixa para pretos retintos. a merda eh que pardos tambem sao discriminados, as vezes ateh mais que pretos, porque a maioria esmagadora dos vagabundos de favela eh pardos, nao pretos…

  19. Magno Antonio Correia de Mello says

    Por favor, precisamos contatá-los imediatamente. Minha filha parda não tem apenas sido discriminada no mais recente concurso para diplomatas. Tem sido vitimada por fraudes e abusos os mais distintos! Peço-lhes que me contatem o mais cedo possível, porque há um grupo estabelecido no Itamaraty, ligado a uma instituição que vocês devem conhecer, a Educafro, para o qual pardos que não se vinculam a essa organização não têm direito à política de cotas. Esse grupo se instalou em um comitê criado no Ministério, chamado “Comitê Gestor de Gênero e Raça”, e patrocinou todo tipo de abuso, com ajuda do Ministério Público e da AGU. Nosso caso é escandaloso e mais do que urgente. Vocês verão se nos procurarem em que pé hediondo está a coisa.

  20. Anônimo says

    AS universidades têm denunciados os pardos que se assumiram como tal para ocuparem as vagas nas cotas Preto, Pardo e Indígena. O movimento negro não só não aceita o pardo, como também criminaliza sua presença e os retira a qualquer tempo da faculdade, sob processos administrativos e criminais. Tá uma situação bem absurda!



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