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Você é pardo e foi discriminado nas cotas raciais? Relate o seu caso

Copie e divulgue nas redes sociais a mensagem abaixo dirigida ao Presidente Jair Bolsonaro.

Nós os pardos temos sido discriminados por uma política racista contra mestiços implantada durante os governos do Partido dos Trabalhadores. Para nos defendermos, nós pardos precisamos nos unir, pressionar politicamente, atuar judicialmente e nos mantermos informados. Acompanhe este site e as páginas do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça) nas redes sociais e divulgue as publicações. O texto abaixo apresenta informações fundamentais para entender as origens da discriminação contra pardos nas cotas raciais. 

Pardo é uma palavra usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para referir-se a qualquer mestiço, não importando a cor ou outra característica de aparência

Segundo o IBGE, as opções de “cor ou raça” da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios têm o seguinte significado:

“Característica declarada pelas pessoas com base nas seguintes opções: branca, preta, amarela (pessoa de origem japonesa, chinesa, coreana etc.), parda (mulata, cabocla, cafuza, mameluca ou mestiça de preto com pessoa de outra cor ou raça) ou indígena (pessoa indígena ou índia)”, Anuário Estatístico do Brasil, v. 76, 2016.

O Partido dos Trabalhadores (PT) é uma legenda contrária a mestiçagem, ou seja, o PT defende que o povo brasileiro deve ser dividido entre brancos, negros, índios e amarelos – e só. Que mestiços, ou seja, pardos, não devem existir enquanto identidade própria. Este é o objetivo das cotas raciais para o PT. Para explicação mais detalhada, clique aqui e assista ao pronunciamento do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com este fim, o PT, com apoio de outros partidos, organizações e movimentos negristas, criou e conseguiu aprovar o Estatuto da Igualdade Racial (lei 12.288, de 20/07/2010), de autoria do senador PAULO PAIM (PT), que classifica todos os pardos como “negros”.

Dentre as leis de cotas raciais, porém, a Lei 12.7111, de 29/08/2012 (Lei de Cotas), que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio, estabelece que as cotas de pardos devem ser exclusivas, independentes das cotas destinadas a pretos.

A Lei de Cotas não cita negros, mas para pretos, pardos e índios. Isto se deveu a uma manobra do PT: durante todo o trâmite do Projeto de Lei, a fim de encobrir a discriminação contra mestiços, constava cotas para ‘negros e pardos’. Às vésperas da aprovação da lei, visando evitar que o no texto da lei constasse cotas para ‘negros e pardos’, o que vai contra a ideologia racista do partido de imposição aos pardos da classificação como negros, o termo negro foi substituído pelo senador PAULO PAIM (PT) por preto. Para saber mais clique aqui.

A fim de impedir que pardos usufruam de suas cotas exclusivas, o governo DILMA ROUSSEFF (PT), através do então ministro da Educação, ALOIZIO MERCADANTE (PT), publicou a Portaria MEC Nº 18, de 11/10/2012 – ilegal, mas em vigor – negando este direito aos pardos, assegurando somente aos ‘indígenas’ (art. 10, § 2º):

“Diante das peculiaridades da população do local de oferta das vagas, e desde que assegurado o número mínimo de vagas reservadas à soma dos pretos, pardos e indígenas da unidade da Federação do local de oferta de vagas, apurado na forma deste artigo, as instituições federais de ensino, no exercício de sua autonomia, poderão, em seus editais, assegurar reserva de vagas separadas para os indígenas.”

Para saber mais: PT é contra cotas separadas para pretos e pardos

Recomendamos, assim, aos pardos excluídos de cotas raciais:

– Contestar na Justiça a suposta legalidade da Portaria MEC Nº 18, de 11/10/2012.

– Solicitar ao Presidente JAIR BOLSONARO (@jairbolsonaro) que seja revogada a Portaria MEC Nº 18, de 11/10/2012, e sejam asseguradas cotas exclusivas para pardos.

– Pressionar deputados e senadores pela aprovação do PL 5551/2016, que reconhece o Mestiço Brasileiro como grupo étnico-racial e cultural.

O PT tem sido autor de leis, projetos de lei e medidas para intimidar e excluir pardos que se candidatam às cotas raciais no ensino e nos empregos.

Relate aqui o seu caso de discriminação. Não é necessário identificar-se.

Os relatos aqui postados poderão vir a ser republicados neste site como artigo; ao postar aqui você está autorizando esta republicação.

Este site se reserva o direito de não publicar e de excluir relatos e postagens que considere ilegais, impróprios, de origem e autoria duvidosas ou por outros motivos segundo sua análise e julgamento. Para reclamações e denúncias relativas a esta página entre em contato conosco pelo e-mail nacaomestica@nacaomestica.org.

Posted in Casos e relatos de exclusão de mestiços, Cotas.


8 Responses

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  1. Anônimo says

    Situação absurda é tribunal racial comanda as faculdades tem aceita essas situações o movimento negrista é extremamente agressivo com os pardos .eles sabem muito bem que pardo não é negro mais querem fraudar as cotas dos mestiços.e as faculdades expulsam os pardos.agora nós mestiços somos a maioria e só se unir contratar um bom advogado e acabar movimento negrista que só aumentou o racismo nas universidades . então acabe com essas cotas raciais .que entre os que tem notas melhores.esse tribunal racial é uma furada só passa que eles querem já vi vários mestiços sendo expulsos das universidades mas já vi brancos passarem pelo tribunal racial . então existe caso de empatia pelo tribunal racial também . muito estranhos o julgamento desse tribunal racial nunca ela para existir tribunal racial nas universidades isso é humilhante para nosso Brasil que é uma nação mestiça..eu acho estranho o tribunal racial eles não querem os pardos usando as cotas que são do povo mestiço.isso é fraude e é autodeclaração . não podemos aceitar sermos julgados e sendo considerado fraudadores isso é um absurdo .um dia desses estava na universidade vi as mães chorando porque seus filhos mestiços que passaram pelo ridículo tribunal racial sofrendo ameaças do movimento negrista para saírem das faculdades porque tinham cabelos lisos..mas depois conversei com um menino branco que passou pelo tribunal racial ..o IBGE deixa bem claro que é autodeclaração o MEC também .o porque permite esse massacre do povo mestiço todo Pardo é mestiço não é negro..

  2. Anônimo says

    Fui negada como parda pela bancada da UFF (Universidade Federal Fluminense) que examina as cotas raciais. Sendo que pela ascendência, eu sou, pois meu pai é evidentemente branco e minha mãe, negra. Atendo aos critérios do IBGE e argumentei isso no meu recurso, anexando também dois documentos comprovando que sou parda, devidamente assinados é carimbados. Fui acusada pelos próprios alunos do curso que estou tentando ingressar (Ciências Sociais) de fraudar a cota, os mesmos alegando que sou branca, não parda. Cheguei a ser hostilizada no WhatsApp (no grupo da turma) e no Twitter. Estou muito mal, à base de calmantes, pois não esperava passar por isso… ainda mais nesse curso.

  3. Rosileny says

    Acredito que o contexto cultural de mistura de raças é bem claro. Filho de negro com branco é pardo. Mesmo que a cor da pele não seja Negra, ou tom mais escuro de pele que o tom amarelo “branco”. Ou o próprio Negro é racista. E racismo é crime! FILHOS DE NEGROS PRETOS COM BRANCOS somos PARDOS. Xô!! Racismo. contra o tom pele!!

  4. Gislayne Mendes says

    Eu fui reprovada no comitê de avaliação de cotas da UFPE segundo informações foi levado em consideração cabelo, pele e traços faciais.
    Todas as pessoas que estavam lá presentes eram negras ou pardas, mas muitas tem cabelo alisado ou, como eu, tem descendência indígena, negra e branca, e por causa do cabelo não foi aprovado(aparentemente) Por características faciais todos tinham, a única coisa em comum em todos era o cabelo. Além da autodeclaração não ter válido de nada, todos não sabiam dar informação como recorrer e a Cláudia da Silva lucas da coordenação do corpo discente, além de nós tratar mal chegou a chamar a polícia para todos nós, foram 3 carros, várias motos e cerca de 10 policiais. Nenhum que estava presente era branco. Não levaram em consideração que pardo é a miscigenação de raça. Concordo sim que a bancada é necessária, pois ainda existe brancos entrando em cotas raciais, mas pessoas que tem direito ser excluídas é um absurdo.

    Ninguém sabia dar informação, fomos passados de um pra outro.
    Após o requerimento que solicitaram, vamos ficar novamente à mercê de outra avaliação sem saber seus critérios.
    Eu desde a infância sou chamada de macaquinha, bonitinha para uma escurinha ou encardida só fui considerada branca pelo comitê.

  5. anônimo says

    Sou estudante e moro em SC. Descendo de uma longa linhagem de mestiços. Tataravós italianos casados com indígenas, bisavós pardos casados com mulatos ou brancos, avós pardos casados com outros pardos… passei a vida entendendo que sou parda devido a tanta miscigenação e não possuo o tom de pele mais escuro que a maioria entende por parda, sou o que chamam de “morena”. Recentemente fui aprovada em Ciências Sociais na UFF, campus de Niterói, e os meus futuros colegas ou veteranos disseram que não sou parda, fui ameaçada de sofrer denuncias por ter me candidatado a tal vaga, disseram que eu estava roubando vaga de quem realmente precisa e até me chamaram de racista por isso. Falaram que mesmo que a banca me aprovasse, os alunos não me aceitariam. Por medo do que pudesse acontecer, desisti de aceitar a vaga e continuo tendo problemas para entender se tenho direito a cotas ou não.

  6. Pedro S. says

    o concurso pra diplomata estah cheio de situacoes assim… no primeiro ano em que cotas valeram em 2015 varios pardos foram denunciados no MP por supostamente estar fraudando o sistema de cotas. soube que um candidato ou candidata, acho que era uma mulher foi acusado de ser branco na acao do MPU mas reconhecido como negro pelo comite de raça do Itamarati… na hora de criar a lei e amealhar 20 % das vagas consideraram pardos como negros, agora querem que soh pretos sejam considerados negros, entao diminui as cotas para 7 % que eh o percentual de pretos declarados no brasil e soh deixa para pretos retintos. a merda eh que pardos tambem sao discriminados, as vezes ateh mais que pretos, porque a maioria esmagadora dos vagabundos de favela eh pardos, nao pretos…

  7. Magno Antonio Correia de Mello says

    Por favor, precisamos contatá-los imediatamente. Minha filha parda não tem apenas sido discriminada no mais recente concurso para diplomatas. Tem sido vitimada por fraudes e abusos os mais distintos! Peço-lhes que me contatem o mais cedo possível, porque há um grupo estabelecido no Itamaraty, ligado a uma instituição que vocês devem conhecer, a Educafro, para o qual pardos que não se vinculam a essa organização não têm direito à política de cotas. Esse grupo se instalou em um comitê criado no Ministério, chamado “Comitê Gestor de Gênero e Raça”, e patrocinou todo tipo de abuso, com ajuda do Ministério Público e da AGU. Nosso caso é escandaloso e mais do que urgente. Vocês verão se nos procurarem em que pé hediondo está a coisa.

  8. Anônimo says

    AS universidades têm denunciados os pardos que se assumiram como tal para ocuparem as vagas nas cotas Preto, Pardo e Indígena. O movimento negro não só não aceita o pardo, como também criminaliza sua presença e os retira a qualquer tempo da faculdade, sob processos administrativos e criminais. Tá uma situação bem absurda!



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