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Migrantes irritados com a Suécia esperam por ‘casa própria’ e namorada

Imigrantes insatisfeitos com a qualidade de vida fornecida pelos contribuintes suecos reclamam cada vez mais, com um sírio acusando os suecos de quererem matá-lo e a seus colegas “refugiados”.

“Vocês tornaram nossas vidas miseráveis”, escreveu o sírio Mohammad Jumaa em um artigo de opinião publicado pela emissora pública da Suécia na quinta-feira. Bradando que ele e outros imigrantes esperaram um ano, mas ainda não receberam “uma vida boa e natural”, que inclui trabalho bem remunerado, lamenta: “Somos pessoas, não animais que só precisam comer e dormir ! ”

Atacando os suecos de terem “forçado” os imigrantes a “esperar em moradias com más condições”, escreveu: “Sou um homem honrado e honesto. Muitos refugiados amaldiçoam o dia em que vieram para cá. Não posso acreditar que seja na Suécia!”, o sírio exclamou, acusando o país, que se lança como uma “superpotência humanitária”, de apenas fingir se importar com os direitos humanos. “Por que você abriu suas portas para nós refugiados, se você não pode nos ajudar a viver uma vida digna, respeitosa e cumprida?”, pergunta Mohammed.

“Não me diga [como desculpa] que você tem tantos refugiados na Suécia. Eu sei disso. Mas eu não entendo por que você quer nos matar uma segunda vez. Esse processo de espera é o mesmo que nos matar.”

Esperar “é o mesmo que morrer” e “leva a muito stress” e “a muitos maus sentimentos”, explicou o sírio. Acrescentando que a maioria dos imigrantes se sente da mesma maneira, Mohammed pede aos suecos que cuidem dele e de seus colegas, e que os vejam como “seres humanos e não apenas animais ou números”.

Seu companheiro sírio, Mahmoud, fez um apelo semelhante por compaixão em uma entrevista transmitida terça-feira. “Quero uma casa”, disse ele à Rádio Sueca, lamentando ter que morar em um apartamento, o que, segundo ele, dificulta suas chances de encontrar uma namorada.

A apresentadora Katarina Gunnarsson observa que o quarto do sírio, pago pelos contribuintes “parece um quarto de hotel”, mas Mahmoud disse que tinha maiores expectativas de vida na Suécia.

“Eu tinha grandes esperanças de conseguir minha própria casa particular. E depois me dão este apartamento. É como um campo de refugiados. Qual é a diferença?”, queixou-se o ex-residente de Damasco.

“Tenho 25 anos e não tive namorada antes. Eu ainda sou virgem. Estou procurando uma namorada, estou procurando uma esposa. Mas isso é impossível, como posso ser capaz de ter uma vida nesta sala?”, acrescentou.

Gunnarsson lembrou a Mahmoud que muitos jovens suecos ficariam com ciúmes de que fosse dado a ele um apartamento em Estocolmo, já que o país está preso em uma crise imobiliária sem precedentes.

“Eu vim para a Suécia e tinha grandes esperanças de criar uma vida aqui. Mas depois de viver aqui por um ano e oito meses, comecei a perder a esperança”, respondeu.

Migrantes que vivem no mesmo bloco de apartamentos Norrtälje como Mahmoud protestaram contra a recém-construída habitação modular em agosto. Quase metade dos residentes do edifício se juntou à manifestação, na qual eles marcharam até o departamento de serviços sociais.

De acordo com o pessoal do departamento, os manifestantes sentiram-se “enganados” sobre o alojamento pois eles esperavam que fossem dados seus próprios apartamentos permanentes em vez de compartilhar uma cozinha com outros migrantes. De acordo com seus porta-vozes, a decepção deixou alguns dos migrantes experimentando depressão e até pensamentos suicidas.

Traduzido de NDL News.

Posted in Português.


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