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Separatismo ganha força

Decisão tomada pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Kosovo alimenta temores

Dusan Stojanovic

Belgrado – AE

Sérvia e Kosovo estão despachando exércitos de lobistas junto a governos de países que relutam em reconhecer a declaração de independência da província separatista. A Sérvia, que considera Kosovo seu berço nacional e religioso, teme que a decisão tomada em julho pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) a favor da legalidade da proclamação feita dois anos atrás venha a levar a uma nova onda de reconhecimento da independência kosovar.

Sua maior esperança de impedir a entrada do Kosovo na Organização das Nações Unidas (ONU) está no poder de veto das potências aliadas China e Rússia, que têm seus próprios problemas com separatismo – num reflexo da preocupação existente em muitos países de que a decisão dê força a movimentos separatistas. Na última semana de julho, a Sérvia pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que reabra o debate sobre a independência de Kosovo.

Os Estados Unidos e diversos outros países insistem em que a independência de Kosovo é um caso à parte, pois seria resultado de uma brutal campanha de limpeza étnica promovida por forças sérvias contra separatistas de etnia albanesa que acabaram por colocar a província sob administração internacional depois de uma campanha militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra a extinta Iugoslávia ter resultado na saída das forças sérvias em 1999.

No total, a independência de Kosovo foi reconhecida por 69 países, entre eles os Estados Unidos e 22 dos 27 integrantes da União Europeia (UE).

“Nós pedimos a todos os países, aos que ainda não fizeram isso, a que reconheçam a independência de Kosovo”, disse o porta-voz do Departamento de Estado do governo norte-americano, Philip J. Crowley. “Agora é a hora de eles, Kosovo e Sérvia, colocarem de lado as diferenças e seguirem em frente”.

Alguns especialistas acreditam que não exista uma maneira prática de evitar que outras regiões que querem a independência não se inspirem na experiência kosovar. “O Ocidente quer dizer que esse caso em particular não tem importância nos precedentes, mas esse é um tipo de lógica distorcida”, observa Dana Allin, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, um think-tank baseado em Londres.

Em sua decisão, que não tem força de lei, a Corte Internacional de Justiça alega que não determinou a legalidade do status jurídico de Kosovo, mas apenas a legalidade da declaração de independência do pequeno território balcânico, majoritariamente habitado por albaneses étnicos.

As regiões ao redor do mundo onde os separatistas poderão ser revigorados pela secessão de Kosovo incluem o País Basco e a Catalunha na Espanha, a Escócia na Grã-Bretanha, a população majoritariamente de etnia germânica da região italiana do Alto Ádige (Sud Tirolo) e algumas regiões da Romênia e da Eslováquia majoritariamente habitadas por húngaros étnicos.

De Gazeta Digital.

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