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Índios querem Estado independente em Roraima, diz Abin

MATHEUS LEITÃO
LEONARDO SOUZA
DE BRASÍLIA

Um relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) revela preocupação com a criação de um Estado indígena independente em Roraima, “com apoio de governos estrangeiros e ONGs”.

O documento, ao qual a Folha teve acesso, foi enviado pelo serviço secreto para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência em 2010. O texto diz que índios do Estado teriam o desejo de “autonomia política, administrativa e judiciária”.

Em nota, o GSI afirmou que “não se pronuncia sobre atividades de inteligência”.

O relatório diz que o CIR (Conselho Indígena de Roraima) “passou a defender abertamente a ampliação e demarcação de outras terras indígenas” após o julgamento da reserva Raposa/Serra do Sol pelo STF em 2008.

A preocupação da Abin é que o CIR forme “um cinturão de reservas indígenas”. Segundo a Funai, as 32 terras indígenas de Roraima ocupam 46% da área do Estado.

MILÍCIAS ARMADAS

Apesar das rivalidades entre as nove etnias indígenas de Roraimna –que dificultam a criação de um Estado independente– a Abin acredita na existência de milícias armadas. “Revólveres e espingardas foram encontrados e teriam sido contrabandeadas da Venezuela e da Guiana.”

A Abin diz ainda que a advogada licenciada do CIR, Joênia Batista de Carvalho, confidenciou um desejo dos índios junto ao Congresso: a transformação da Raposa/ Serra do Sol no primeiro território autônomo indígena.

A advogada nega e diz que “é absurda a intenção da Abin em procurar o afastamento geral da sociedade contra os índios”.

A agência também se mostra preocupada com a ratificação do Brasil à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007 na ONU. Para a Abin, se confirmado pelo Congresso, torna ineficaz “as restrições elaboradas pelo STF ao usufruto da terra pelos índios”.

As ressalvas impostas pela corte são o marco constitucional para terras indígenas e em futuras demarcações. Elas dão usufruto das terras para os índios, mas as mantêm sob as rédeas da União.

“Nós já fizemos a nossa parte. Que o governo seja digno ao fazer a parte dele”, afirma o ministro Ayres Britto, relator do processo.

OUTRO LADO

Por e-mail, o CIR informou que “nunca propugnou a criação de uma nação independente” e “sempre atuou no sentido de promover a cidadania plena dos povos indígenas como membros do Estado brasileiro”, ajudando “na inclusão de nossos povos como determina a Constituição Federal”.

De Folha de São Paulo, 25/07/2010.

Os textos postados assinados por seus autores e os noticiosos e de outros sites lincados são de inteira responsabilidade dos mesmos não representando no todo ou em parte posicionamentos do Nação Mestiça.

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6 Responses

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  1. Leão says

    Mário Nicácio,

    Há indígenas cuja cultura em nada (ou quase nada) se diferencia da dos demais brasileiros, especialmente dos mestiços, e há aqueles que talvez nunca tenham ouvido a palavra “indígena”; a relação dos indígenas com o espaço territorial varia de etnia para etnia. Os indígenas e os mestiços (que em regra são tão nativos quanto os indígenas) têm todo o território brasileiro para habitar; na verdade, este tratamento de “homem branco” que tem sido dado ao mestiço é colonialista, pois limita ideologicamente e politicamente a população nativa brasileira apenas aos indígenas. Há etnias indígenas que podem não conseguir viver em “terra pequena” (pois precisam de espaço para buscar alimentos), mas indígenas com a mesma cultura dos mestiços por que deveriam ter mais terras do que estes? Estas terras habitadas por indígenas são terras de nossos ancestrais nativos também. A “desintrusão” (= expulsão) não se justifica.

    Em Manaus há diversos indígenas de etnias com grandes áreas homologadas vivendo na cidade e houve alguns casos de participarem de ocupações de terras na cidade e de casas em conjuntos habitacionais em construção ( http://nacaomestica.org/blog4/?p=2847 ), o que indica que as grandes áreas homologadas para as etnias deles não têm sido útil para a sua sobrevivência, têm sido mal utilizadas ou eles simplesmente preferem viver em “terra pequena”.

  2. Mario Nicacio says

    Pessoal

    O pensamento do cidadão indigena brasileiro de Roraima é o mesmo sentimento e pensamento do cidadão brasileiro, de ter espaço suficiente para poder dar condições favoraveis para viver durante decadas. Se o mundo pensar que o Brasil tem muita terra para poucos brasileiros é sorte dos brasileiros ter indigenas brasileiros denfesores desse territorial. Por isso, o indigenas brasileiro é brasileiro e pensa alto, começando pela terra ambiente favoravel para vida. E voce quer viver em prisão, indigena não vive em prisão em terra pequena.

  3. Leão says

    Eles quem, parente? A população brasileira é formada em sua maioria por mestiços descendentes de indígenas, ou seja, também somos nativos. Não tomamos terra de ninguém: quando Cabral chegou ao que hoje é o Brasil nossos ancestrais (e dos indígenas) já habitavam este país. A maioria dos brasileiros não é “homem branco”.

  4. tchiwa says

    ABIN NEM SABE SE CALCINHA DA MULHER DELES FORAM TIRADAS PELOS OUTROS.IMAGINA SE ASABE OQUE ACONTECE LONGE DOS ESCRITORIOS, ELES IVENTAM TANTAS COISAS PARA DIZER QUE SOMOS TRAIDORES. TRAIR EM QUE. SE ANTRES DOS IVASORES BRASIL SEMPRE FOI NOSSO APENAS ELES QUE TOMARAM DA GENTE. VAI TOMAR BANHO SEU PORRCARIAS. SAFADOS, LADROES.

  5. Peter says

    Nao ta EEUU mesmo, sino que a oligarcia financiera da Wall Street e City of London na inglaterra.

  6. Joka says

    Tá mais do que na vista o que os EEUU querem. Não vê quem não quer…



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