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Arcebispo de Manaus elogia índios que “resistiram” e não se tornaram caboclos

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Para o arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Eduardo Castriani, o processo de mestiçagem entre índios e brancos que deu origem aos caboclos  e ao Povo Mestiço brasileiro faz parte de “uma história de dor e sofrimento”. Para o arcebispo, “A maior parte [dos povos indígenas] desapareceu ou se integrou tonando-se caboclos. Mas houve os que resistiram e sobreviveram”. A declaração está na revista Arquidiocese em Notícias, de abril deste ano (2016). Associar a mestiçagem a negatividade é recorrente no discurso indigenista.

Bantustões indigenistas

Segundo o arcebispo, “Nos últimos quarenta anos a Igreja em muitas partes se tornou uma aliada destes povos, apoiando a luta pela terra (…) e colaborando na sua organização”. A criação de territórios exclusivos para índios (bantustões) tem recebido apoio de influentes organizações católicas, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Contrastando com a majoritária presença de brancos nos postos de comando e decisão do indigenismo “católico”, as populações expulsas nas criações de bantustões são em sua maioria formadas por caboclos e outros mestiços, quase todos pobres e tendo contra eles as estruturas governamentais e não-governamentais poderosas criadas pelos brancos indigenistas. Para o arcebispo, porém, “constantemente os indígenas veem seus direitos constitucionais ameaçados por grupos que só têm o lucro e o poder como horizontes”.

Posted in Apartheid no Brasil, Destaques, Mestiçofobia | Desmestiçagem, Multiculturalismo, Português, Verwoerdismo | Indigenismo.


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