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O esfacelamento da identidade e da cultura brasileira – Ronaldo de Souza Jr.

Poucos brasileiros no presente momento, mesmo os que possuem diploma superior, têm algum conhecimento sobre a cultura e identidade bem como da formação do brasileiro e do Brasil, e esse total desconhecimento dos brasileiros a respeito de si mesmos tem várias causas e afirmo que muito desta ignorância é provocada artificialmente.

O Brasil é fruto do encontro inicial dos portugueses (europeu), dos índios que já viviam no país e dos pretos (africanos) que para cá foram trazidos pelos portugueses. Durante um longo e complexo período de tempo nas mais diversas circunstancias acontece a fusão, a mistura destes povos (preto, branco, índio) dando inicio à criação de um novo povo, sendo a fusão de pretos e brancos chamado de mulatos, pretos e índios chamado de cafuzos, índios e brancos chamado de mamelucos. Estes povos mestiços (não eram e não são nem pretos nem brancos nem índios são mestiços são híbridos independente da cor de sua pele), estes mestiços juntamente com portugueses e outros europeus, além de  outros imigrantes de várias partes do mundo, deram origem ao que hoje chamamos de brasileiros.

Eu expus algumas linhas acima a existência de um forte desconhecimento dos brasileiros a respeito de si mesmos e de sua origem; afirmei também que muito deste desconhecimento deve-se a mecanismos artificiais. Existe no Brasil hoje e me arrisco a dizer que em todos os países lusófonos, incluindo Portugal, uma verdadeira indústria intelectual revisionista reescrevendo a história destes países em favor da luta de classes, negando inclusive os aspectos positivos da miscigenação e da integração relativamente harmônica de diversos povos, possibilitando a criação do Brasil, país do mundo que mais se aproxima da chamada “democracia racial”. Dito isto, voltemos à cultura brasileira que se acha combalida, quase totalmente esquecida e bastante falsificada.

O titulo deste breve texto, “O esfacelamento da identidade e da cultura brasileira”, não tem o objetivo de aprofundar-se no tema da descaracterização deste aspecto da cultura do país; meu objetivo com este modesto texto é lançar um pouco de luz sobre um tema de suma importância para sobrevivência do Brasil. Os governos do PSDB e do PT com apoio das fundações Ford, Rockefeller, entre outras, criaram os fundamentos para transformar o Brasil num inferno racial. Os movimentos negro, indigenista e similares nada têm a ver com combate ao racismo, muito menos com apoio às ditas “minorias”. Tanto estes movimentos “sociais” bem como ONGs diversas, partidos socialistas pseudo intelectuais de esquerda e organizações globalistas  têm objetivos nada nobres tais como dividir o Brasil em duas supostas raças (dividir para governar) fabricando um tipo de racismo novo em terras tupiniquins baseado no racismo científico; desfazer o ambiente relativamente harmonioso e com ausência de ódio racial. E para isso é preciso destruir a cultura e tradição brasileira e, diria também, lusófona como um todo, que a meu ver não fornece substrato para o ódio racial, além de destruir por completo a identidade nacional. Lembremo-nos que destruir as indentidades nacionais é necessário também para o estabelecimento do futuro governo global.

Como bem sabemos o Brasil é um país bastante diverso e como tal não existe um padrão fenotípico nacional. O brasileiro pode apresentar diversas características étnicas ou diversas delas combinadas (o que e até bem mais comum). Seria uma redundância afirmar aqui o obvio, mas tendo em vista a situação atual vou afirmar assim mesmo: os brasileiros podem ser pretos, brancos, mulatos, cafuzos, mamelucos, índios, entre outros, e isto é a coisa mais natural da face da terra; agora se existe algo que não podemos tolerar é o Estado querer, ainda mais com auxilio de organizações obscuras, estabelecer rótulos e tribunais raciais, políticas racistas e racialistas como as malditas cotas raciais e as formas de classificação étnicas estatais, afim de dividir os brasileiros; é extremamente preocupante o fato de que hoje não são poucas as pessoas que ora por modismos, ora por safadeza ou desconhecimento da realidade não conseguem mais diferenciar um mestiço, seja ele um cafuzo, mulato, mameluco ou qualquer outro mestiço, empregando geralmente de forma errônea os termos preto “negro” ou branco, desconsiderando inclusive a identidade biológica e até mesmo cultural de cada individuo.

É obvio que se o indivíduo é preto não existe nenhum problema em considerar e dizer que é negro ou preto, da mesma forma que se for branco não existe nenhum problema em dizer ou considerar branco, agora se o individuo é mestiço, não existe nenhum motivo nem lógica alguma para considerar ou rotular o mesmo arbitrariamente de preto ou branco seguindo a modinha ditada por esquerdistas e globalistas, até porque qualquer pessoa que possua pelo menos um olho na cara consegue identificar uma pessoa mestiça, pelo menos na grande maioria dos casos. Este é um tema complexo, mas que tem sido muito negligenciado pela grande maioria das pessoas, inclusive pelas ditas intelectuais e bem informadas.

Nós, os conservadores brasileiros, precisamos estar atentos quanto a isto, até porque se não tivermos a capacidade para conservarmos uma característica tão básica da nossa formação como povo e nação, o que seremos capazes de conservar? Nada, é claro.

Este texto tem por finalidade ser uma introdução bastante superficial ao tema origem da identidade do brasileiro e seu estado atual de esfacelamento induzido. Desejo em breve abordar este assunto bem como temas similares de forma mais profunda.

Ronaldo de Souza Jr.

Posted in Artigos, Português.


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