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Boicote ao Oscar é ‘racismo contra os brancos’, diz indicada a melhor atriz

Boicote ao Oscar é ‘racismo contra os brancos’, diz indicada a melhor atriz
A atriz branca britânica Charlotte Rampling, 69, indicada ao Oscar de melhor atriz por “45 anos”, disse nesta sexta-feira (22) que o protesto do diretor mulato que se diz identifica como preto Spike Lee contra a “falta de diversidade” entre os concorrentes às estatuetas é “racista contra os brancos”.
“Não dá para saber, mas talvez alguns atores pretos não merecessem estar na reta final”, afirmou à rádio francesa Europe 1.
A atriz também rejeitou a ideia, proposta por Lee, de estabelecer cotas a minorias na premiação. “Por que classificar as pessoas?”, questionou.
“Sempre haverá alguém para dizer: ‘Você é preto demais, branco demais, bonito demais…’ Vamos classificar todos para criar minorias em toda a parte?”
Este é o segundo ano consecutivo que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não inclui atores que se identificam como pretos entre os concorrentes ao prêmio. Após o anúncio da lista de nomeados deste ano, a hashtag #OscarsStillSoWhite (Oscar ainda muito branco) começou a circular na internet.
O movimento ganhou força quando Lee (“Malcom X”, “Faça a Coisa Certa”, ambos sobre conflitos raciais nos EUA) anunciou, em um texto publicado no Facebook na segunda (18), que não irá à premiação em 28 de fevereiro. “Nós não podemos apoiar isso”, escreveu.
No “Good Morning America”, o cineasta, que recebeu um Oscar honorário em novembro do ano passado, negou nesta quarta (20) ter convocado um boicote à cerimônia. Mas sua atitude ecoou entre os membros da mais poderosa indústria cinematográfica do mundo e, desde o início da semana, outras estrelas têm demonstrado apoio ao protesto.
O ator mulato Will Smith, que também se identifica como preto e que era cotado a uma indicação por “Um Homem entre Gigantes” mas não entrou na lista, se juntou a sua mulher, Jada Pinkett, mulata descendente de portugueses mas que também se identifica como preta, e ao diretor de documentários branco Michael Moore ao optar por também não comparecer à cerimônia.
Os atores brancos Mark Ruffalo, que concorre na categoria melhor coadjuvante por “Spotlight”, e George Clooney, vencedor de dois Oscar, declararam apoio à iniciativa, apesar de não anunciarem boicote.
A presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, Cheryl Boone Isaacs, que também é mulata, se disse “triste e frustrada” pela situação, em um comunicado divulgado na terça (19).

Charlotte Rampling.

A atriz branca britânica Charlotte Rampling, 69, indicada ao Oscar de melhor atriz por “45 anos”, disse nesta sexta-feira (22) que o protesto do diretor mulato que se identifica como preto Spike Lee contra a “falta de diversidade” entre os concorrentes às estatuetas é “racista contra os brancos”.

“Não dá para saber, mas talvez alguns atores pretos não merecessem estar na reta final”, afirmou à rádio francesa Europe 1.

A atriz, que ganhou fama atuando em produções eróticas e anti-conservadoras, também rejeitou a idéia, proposta por Lee, de estabelecer cotas para minorias na premiação e questionou:

“Por que classificar as pessoas? Sempre haverá alguém para dizer: ‘Você é preto demais, branco demais, bonito demais…’ Vamos classificar todos para criar minorias em toda a parte?”

Este é o segundo ano consecutivo que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não inclui atores que se identificam como pretos entre os concorrentes ao prêmio. Após o anúncio da lista de nomeados deste ano, a hashtag #OscarsStillSoWhite (Oscar ainda muito branco) começou a circular na internet.

O movimento ganhou força quando Lee (“Malcom X”, “Faça a Coisa Certa”, ambos sobre conflitos raciais nos EUA) anunciou, em um texto publicado no Facebook na segunda (18), que não irá à premiação em 28 de fevereiro. “Nós não podemos apoiar isso”, escreveu.

No “Good Morning America”, o cineasta, que recebeu um Oscar honorário em novembro do ano passado, negou nesta quarta (20) ter convocado um boicote à cerimônia. Mas sua atitude ecoou entre os membros da mais poderosa indústria cinematográfica do mundo e, desde o início da semana, outras estrelas têm demonstrado apoio ao protesto.

Os atores mulatos Will Smith, que era cotado a uma indicação por “Um Homem entre Gigantes” mas não entrou na lista, e sua mulher, Jada Pinkett, descendente de portugueses mas que como o marido também se identifica como preta, e o diretor de documentários branco Michael Moore optaram por também não comparecerem à cerimônia.

Os atores brancos Mark Ruffalo, que concorre na categoria melhor coadjuvante por “Spotlight“, e George Clooney, vencedor de dois Oscar, declararam apoio à iniciativa, apesar de não anunciarem boicote.

A presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, Cheryl Boone Isaacs, que também se afirma preta, disse estar “triste e frustrada” pela situação, em um comunicado divulgado na terça (19).

Com informações de Daily Mail, 22/01/2016.

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3 Responses

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  1. Íris says

    “fascista”, “construção social”, conversa tipo ideologia de gênero, esse marco é petista.

  2. Plínio says

    K(…) O que que isso tem a ver com fascismo? Tem a ver com o comunismo do PT que diz que pardo é negro. Mulato é mulato, se ele se identifica como negro ele se torna um “mulato que se identifica como negro”. Quanto à realidade dos EUA, você sabia que mulatos constavam no censo dos EUA antes de de terem incluído negros? Essa “construção” foi uma invenção dos racistas dos EUA da mesma forma que enegrecer oficialmente os mulatos é uma “construção” de partidos comunistas no Brasil.

  3. Marco says

    Will Smith mulato ? Spike Lee mulato ? Este movimento está cada vez mais fascista. Pardo não é questão de genética e sim de identidade racial. Nos EUA eles não possuem identidade provinda da miscigenação e portanto não cabe a uma genética estabelecer a identidade do indivíduo a revelia de sua construção social individual e coletiva. É o mesmo que o estado brasileiro decretar que pardos são negros. Gostaria que apontassem tb como mulatos ou mestiços indiodescendentes os brancos que possuem sangue negro ou índio nos EUA.



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