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Bolsonaro, a OAB e os caboclos – Leão Alves

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Dirigentes da Seccional da OAB no Amazonas, dizendo estar ladeados por “aguerridos caboclos”, publicaram nota repudiando a entrega da Comenda da Ordem do Mérito Legislativo do Amazonas ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), proposta aprovada do deputado estadual Platiny Soares (PV-AM). A referência aos caboclos na nota contrasta com o silêncio em relação à política do Governo Federal petista contra o povo mestiço:

“Causa-nos estranheza os critérios utilizados na escolha para o recebimento tamanha deferência do Legislativo Estadual, visto estarmos ladeados por um grande número de aguerridos caboclos e personagens amazônidas que esmeram-se diariamente na fundamentação dos princípios do Estado Democrático de Direito…”

A nota, que não aparece no site da OAB/AM, mas está distribuída em diversos jornais e mídias sociais, também causa estranheza.

A OAB é uma instituição muito importante, com especial papel constitucional. Como confirma a nota, sua diretoria seccional sabe que o Estado do Amazonas é formado por um grande número de caboclos, a maioria de sua população. Apesar disso, atuando e lidando há mais de uma década com as políticas públicas raciais e étnicas no Brasil, nunca vi ou soube de uma única nota similar, em nome da OAB, em defesa do povo mestiço e caboclo, apesar deste estar sendo sistematicamente discriminado e eliminado etnicamente pelo Governo Federal.

Só no Amazonas, milhares de famílias de caboclos aguerridos sofreram e milhares de outras estão sob o risco de sofrer limpeza étnica pela FUNAI – ou seja, pelo Governo Federal petista – e não soube de nenhuma nota em defesa destes caboclos. Como seria bom se estes aguerridos caboclos, em sua maioria populações extremamente carentes, tivessem advogados da OAB defendendo-os das ações dos advogados da FUNAI, das ONGs indigenistas milionárias, dos promotores do Ministério Público e a ordem colaborando com a abolição das leis de segregação étnica e racial criadas pelo petismo que implantaram o apartheid indigenista no Brasil.

O Governo Federal petista também está, desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, promovendo a assimilação forçada destes caboclos aguerridos e outros mestiços dentro da população negra, uma outra forma de limpeza étnica, assimilacionista – um método de promoção de divisão e eliminação étnico-racial adotado também pela Ku Klux Klan. Também não soube de nenhuma nota similar em defesa destes caboclos.

A Executiva Estadual do PV também publicou uma nota que afirma que o deputado Jair Bolsonaro teria atitudes e propostas racistas e que a iniciativa do deputado estadual Platiny Soares seria pessoal e isolada, apontando para uma possível punição deste.

A política racial e étnica do PV não se diferencia em essência da política petista: segregacionismo indigenista, neoquilombismo, Desmestiçagem.

A política petista, porém, inspirada no apartheid sul-africano, também não tem sido denunciada por políticos conservadores e outros de direita salvo raríssimas manifestações. Prevalece um indigenismo ruralista.

O deputado federal Jair Bolsonaro, que é um dos autores de um projeto de lei que isenta bacharéis de Direito de pagarem taxas para realizar o Exame da Ordem exigido para poderem exercer a advocacia, deverá estar em Manaus nos dias 10 e 11 de dezembro. Tanto apoiadores quanto opositores prometem recepcioná-lo no aeroporto e na ALEAM.

Movimentos-satélite

Alguém já ouviu falar de alguma manifestação do MST contra a FUNAI para defender os agricultores que são expulsos aos milhões para criar bantustões indigenistas? Alguém já soube de alguma manifestação do senador Paim, da deputada Benedita da Silva ou de algum outro líder afro-petista em defesa dos negros ou outros afrodescendentes expulsos ou sob o risco de expulsão pela FUNAI? Não? Também não.

Filhos arrancados dos país por receberem educação cristã

Assistente sociais do governo norueguês, após receberem a “denúncia” de que crianças cristãs estavam recebendo educação doméstica cristã, foram à residência do casal Marius e Ruth Bodnariu, pais de cinco filhos, e simplesmente retiraram os dois mais velhos. Segundo as assistentes eles estariam sendo ‘vítimas’ de “radicalização e doutrinação cristã”. No dia seguinte, voltaram com um policial e levaram mais dois, deixando apenas o bebê de colo, que o casal foi obrigado a entregar no dia seguinte num posto policial. Uma petição on line pede o retorno das crianças aos seus pais (http://www.ipetitions.com/petition/christian-family-persecuted/). O pai das crianças é romeno e a mãe norueguesa. Grupos de esquerda, muito ativos nos protestos a favor da imigração muçulmana para a Europa, não se manifestaram a favor da família cristã. No Brasil, o governo da Noruega é um patrocinador de política ambientalista e de apartheid indigenista.

O lado vermelho da Força

O filme Star Wars só estreará na China comunista em 2016, mas os pôsteres já estão sendo distribuídos e chamaram a atenção por um detalhe: as imagens em que apareciam personagens não brancos foram diminuídas em tamanho ou simplesmente eliminadas. Finn, personagem interpretado pelo ator preto londrino John Boyega, um dos principais do filme, foi quase apagado do cartaz.

Mestiças excluídas

Encerrou na sexta-feira (4) a 4ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres do Amazonas. Foram eleitas delegadas para representar o estado na etapa nacional, que deverá ocorrer em março de 2016, em Brasília. Como de praxe, houve reservas de vagas para negras e índias, mas não para mestiças, embora lei estadual determine a reserva de vaga. Como de praxe também, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC) nada fez para proteger as mulheres mestiças e caboclas do Amazonas contra discriminação e garantir seus direitos.

Dia da Mulata

8 de dezembro é o Dia da Mulata. A comunidade mestiça vai comemora no primeiro domingo do mês com samba, baião e outros ritmos mestiços. Não, não vai ter apoio da SEJUSC porque para a pasta administrada pela  secretária Graça Prola política racial tem que seguir a cartilha da “igualdade racial” do Governo Federal petista – e para o PT política racial é para negra e índia, mulata não.

Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça).

Leia este e outros artigos no Portal do Zacarias, 15/11/2015.

Posted in Artigos, Klanismo, Leão Alves, Português.


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