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Terror: Desarmamentismo faz novas vítimas na França

Chacina em Paris contra dezenas de pessoas segue padrão de ataque a escolas, jornais, centros de lazer e outros locais com pouca proteção armada. As vítimas estavam desarmadas pois a legislação da França proíbe a posse e o porte de armas de uso pessoal, somente armas de caça são permitidas.

Uma série de ataques com tiros e explosões deixou pelo menos 127 mortos nesta sexta-feira (13) em Paris, informou a prefeitura da cidade, na pior violência a atingir a França em décadas. Ataques foram registrados em sete pontos da cidade. No pior deles, em uma casa de shows, mais de 100 pessoas foram mortas.
Os ataques começaram por volta das 21h20m (18h20m em Brasília), em restaurantes, no teatro e em um dos principais centros comerciais de Paris, o Les Halles, localizados, respectivamente, nos 10º, 11º e 1º regiões, no coração da capital francesa (em Paris, os bairros são numerados, de 1 a 20). A região é onde se localiza também a sede atacada do “Charlie Hebdo”. O governo francês declarou “alerta vermelho alfa”, o que significa atenção para múltiplos atentados.
O presidente François Hollande declarou estado de emergência em todo o país e anunciou o fechamento das fronteiras francesas em uma breve declaração em rede nacional, acrescentando que uma reunião de gabinete foi convocada.
O Ministério das Relações Exteriores da França afirmou que os aeroportos do país, no entanto, permanecerão abertos e que as operações de voos e trens serão mantidas.
“Os aeroportos continuam funcionando. Voos e serviços de trens estão garantidos”, afirmou o ministério em comunicado.
Cerca de 1.500 policiais de outras regiões da França foram deslocados para a capital para apoiar as tropas parisienses.
Os ataques aparentemente coordenados com armas e bombas ocorrem no momento em que o país, membro fundador da coalizão liderada pelos Estados Unidos que realiza ataques aéreos contra os combatentes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, está em alerta elevado para atentados por causa da conferência global do clima, que começa no fim deste mês na capital francesa.
Fontes de segurança ocidentais disseram suspeitar que um grupo militante islâmico está por trás da carnificina.
A situação mais grave aconteceu na casa de espetáculos Bataclan, no 11º Distrito. As informações dão conta de que acontecia um show de heavy-metal quando supostos terroristas teriam invadido o local e feito mais de uma centena de reféns. Segundo a France Press, há mais de 100 mortos no local.
Após 1h30 de operação, as forças de segurança invadiram a boate e retiraram as pessoas. Uma testemunha relatou à rádio francesa France Info que algumas pessoas estavam com as mãos para cima, ou em macas.Três terroristas foram mortos.
Um jornalista francês informou à BBC que um amigo conseguiu escapar do Bataclan. Ele disse que havia cinco ou seis homens armados que teriam mencionado a Síria durante o ataque. Há imagens que mostram corpos sendo cobertos por lençóis brancos em ruas perto da casa de shows logo após os tiroteios.
Um brasileiro conseguiu sair das proximidades da casa de shows momentos antes da ação e registrou em vídeo a tensão nas ruas.
Pessoas comuns que estavam nas proximidades do Bataclan ou que residem no 11º Distrito começam a postar relatos na internet sobre os atentados: fala-se em massacre, em dezenas de feridos pelas ruas e que os terroristas teriam disparado em todas as direções.
Um outro jornalista, do Europe 1, que estava no interior do teatro, contou que homens armados e sem máscaras invadiram a sala de concertos e dispararam cegamente durante 10 a 15 minutos. Segundo o jornalista, os homens eram muito jovens.
Estádio
Em outro ataque, uma explosão foi registrada em um bar perto do Stade de France, estádio de futebol de Paris, aonde ocorria um amistoso entre a seleção da França e da Alemanha. Assustados, os torcedores invadiram o gramado. O presidente François Hollande estava no estádio no momento da ação, mas foi retirado em segurança.
De acordo com a AFP, cinco pessoas morreram neste local — dois terroristas e três civis.
Em um terceiro ataque, um atirador que portava uma arma automática abriu fogo no restaurante Cambodge, no 11º. distrito de Paris, de acordo com informações da BBC. Segundo a polícia, neste local foram 11 vítimas.
Terror
Pouco após os atentados, a França tomou medidas drásticas de segurança. Foi decretado estado de emergência; locais públicos foram fechados. O presidente François Hollande decretou também o fechamento das fronteiras.
“Frente ao terror, a França tem que ser forte. Devemos chamar cada um à responsabilidade. Os terroristas querem nos deixar com medo, mas a nação sabe mobilizar suas forças e saberá vencer os terroristas. Ainda termos coisas difíceis pela frente, agora mesmo estão atacando um local de Paris. Peço que mantenham a confiança. Viva a República e viva a França”, disse o presidente francês, no primeiro pronunciamento depois de, pelo menos, seis tiroteios e três explosões causarem terror no território francês.
O presidente da França disse ainda não ter dúvida de que se trata de um ataque terrorista.
Alerta máximo
A série de ataques na capital francesa deve deixar os governos britânico e norte-americano em alerta máximo contra o risco de ataques terroristas. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou estar “chocado” com os ataques ocorridos na noite desta sexta (13) em Paris. “Nossos pensamentos e orações estão com o povo francês. Faremos todo o necessário para ajudar”, disse o premiê.
Em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que os ataques em Paris são ataques a toda a humanidade. “Vamos agir em coordenação na investigação para saber o que está acontecendo. Sabemos o que é isso, pois passamos por episodio semelhante nós mesmos”, afirmou.
A polícia de Nova York afirmou, em nota, que, apesar de não haver indicação de que os ataques tenham qualquer nexo com a cidade, precauções foram tomadas. Equipes foram destacadas para regiões com aglomerados de pessoas e em locais que tenham conexão com a França.
As emissoras de televisão transmitiram ao vivo, sem interrupção, a cobertura dos ataques em Paris, ouvindo jornalistas e políticos da França.

Uma série de ataques com tiros e explosões deixou pelo menos 127 mortos nesta sexta-feira (13) em Paris, informou a prefeitura da cidade, na pior violência a atingir a França em décadas. Ataques foram registrados em sete pontos da cidade. No pior deles, em uma casa de shows, mais de 100 pessoas foram mortas.

Os ataques começaram por volta das 21h20m (18h20m em Brasília), em restaurantes, no teatro e em um dos principais centros comerciais de Paris, o Les Halles, localizados, respectivamente, nos 10º, 11º e 1º regiões, no coração da capital francesa (em Paris, os bairros são numerados, de 1 a 20). A região é onde se localiza também a sede atacada do “Charlie Hebdo”. O governo francês declarou “alerta vermelho alfa”, o que significa atenção para múltiplos atentados.

O presidente esquerdista François Hollande declarou estado de emergência em todo o país e anunciou o fechamento das fronteiras francesas em uma breve declaração em rede nacional, acrescentando que uma reunião de gabinete foi convocada.

O Ministério das Relações Exteriores da França afirmou que os aeroportos do país, no entanto, permanecerão abertos e que as operações de voos e trens serão mantidas.

“Os aeroportos continuam funcionando. Voos e serviços de trens estão garantidos”, afirmou o ministério em comunicado.

Cerca de 1.500 policiais de outras regiões da França foram deslocados para a capital para apoiar as tropas parisienses.

Os ataques aparentemente coordenados com armas e bombas ocorrem no momento em que o país, membro fundador da coalizão liderada pelos Estados Unidos que realiza ataques aéreos contra os combatentes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, está em alerta elevado para atentados por causa da conferência global do clima, que começa no fim deste mês na capital francesa.

Fontes de segurança ocidentais disseram suspeitar que um grupo militante islâmico está por trás da carnificina.

A situação mais grave aconteceu na casa de espetáculos Bataclan, no 11º Distrito. As informações dão conta de que acontecia um show de heavy-metal quando supostos terroristas teriam invadido o local e feito mais de uma centena de reféns. Segundo a France Press, há mais de 100 mortos no local.

Após 1h30 de operação, as forças de segurança invadiram a boate e retiraram as pessoas. Uma testemunha relatou à rádio francesa France Info que algumas pessoas estavam com as mãos para cima, ou em macas.Três terroristas foram mortos.

Um jornalista francês informou à BBC que um amigo conseguiu escapar do Bataclan. Ele disse que havia cinco ou seis homens armados que teriam mencionado a Síria durante o ataque. Há imagens que mostram corpos sendo cobertos por lençóis brancos em ruas perto da casa de shows logo após os tiroteios.

Um brasileiro conseguiu sair das proximidades da casa de shows momentos antes da ação e registrou em vídeo a tensão nas ruas.

Pessoas comuns que estavam nas proximidades do Bataclan ou que residem no 11º Distrito começam a postar relatos na internet sobre os atentados: fala-se em massacre, em dezenas de feridos pelas ruas e que os terroristas teriam disparado em todas as direções.

Um outro jornalista, do Europe 1, que estava no interior do teatro, contou que homens armados e sem máscaras invadiram a sala de concertos e dispararam cegamente durante 10 a 15 minutos. Segundo o jornalista, os homens eram muito jovens.

Estádio

Em outro ataque, uma explosão foi registrada em um bar perto do Stade de France, estádio de futebol de Paris, aonde ocorria um amistoso entre a seleção da França e da Alemanha. Assustados, os torcedores invadiram o gramado. O presidente François Hollande estava no estádio no momento da ação, mas foi retirado em segurança.

De acordo com a AFP, cinco pessoas morreram neste local — dois terroristas e três civis.

Em um terceiro ataque, um atirador que portava uma arma automática abriu fogo no restaurante Cambodge, no 11º. distrito de Paris, de acordo com informações da BBC. Segundo a polícia, neste local foram 11 vítimas.

Terror

Pouco após os atentados, a França tomou medidas drásticas de segurança. Foi decretado estado de emergência; locais públicos foram fechados. O presidente François Hollande decretou também o fechamento das fronteiras.

“Frente ao terror, a França tem que ser forte. Devemos chamar cada um à responsabilidade. Os terroristas querem nos deixar com medo, mas a nação sabe mobilizar suas forças e saberá vencer os terroristas. Ainda termos coisas difíceis pela frente, agora mesmo estão atacando um local de Paris. Peço que mantenham a confiança. Viva a República e viva a França”, disse o presidente francês, no primeiro pronunciamento depois de, pelo menos, seis tiroteios e três explosões causarem terror no território francês.

O presidente da França disse ainda não ter dúvida de que se trata de um ataque terrorista.

Alerta máximo

A série de ataques na capital francesa deve deixar os governos britânico e norte-americano em alerta máximo contra o risco de ataques terroristas. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou estar “chocado” com os ataques ocorridos na noite desta sexta (13) em Paris. “Nossos pensamentos e orações estão com o povo francês. Faremos todo o necessário para ajudar”, disse o premiê.

Em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que os ataques em Paris são ataques a toda a humanidade. “Vamos agir em coordenação na investigação para saber o que está acontecendo. Sabemos o que é isso, pois passamos por episodio semelhante nós mesmos”, afirmou.

A polícia de Nova York afirmou, em nota, que, apesar de não haver indicação de que os ataques tenham qualquer nexo com a cidade, precauções foram tomadas. Equipes foram destacadas para regiões com aglomerados de pessoas e em locais que tenham conexão com a França.

As emissoras de televisão transmitiram ao vivo, sem interrupção, a cobertura dos ataques em Paris, ouvindo jornalistas e políticos da França.

Com informações de Gazeta do Povo, 14/11/2015.

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