Skip to content


Fome de Poder – Leão Alves

CUBA/

O empobrecimento do Brasil durante os governos petistas não é somente um problema de corrupção e de incompetência administrativa; empobrecer o povo é um dos métodos para alcançar o completo controle sobre a população.

O empobrecimento do Brasil durante os governos petistas não é somente um problema de corrupção e de incompetência administrativa; empobrecer o povo é um dos métodos para alcançar o completo controle sobre a população.
A Petrobras nunca desceu tão fundo, mas desta vez não foi por alcançar mais uma camada de petróleo sob os mares. Atualmente, a empresa brasileira está passando para baixo da 416ª posição no ranking das maiores empresas do mundo e a pressão vai aumentando. Acompanham-na diversas outras empresas estatais e a economia inteira do país.
Outros governantes já teriam sido ejetados do poder, mas Dilma Rousseff não é uma governante qualquer: ela sabe para onde está indo, sabe onde quer chegar e sabe que tem um Estado e os poderes dispostos e ocupados para levarem o povo até o fundo do abismo.
Quando o demagogo Fidel Castro tomou à força do ditador Fulgêncio Batista o governo de Cuba, em 1959, e implantou uma nova ditadura, o país era um dos mais prósperos do continente. Cuba à época tinha 160 estações de rádio, 23 de televisão e 58 jornais. Nenhum outro país da América Latina instalava tantas linhas telefônicas. O país apresentava níveis elevados em muitos outros itens de consumo.
Embora houvesse um déspota no poder, o país fora considerado pela ONU, em 1958, um dos países do mundo com imprensa mais livre – dado que serve para lembrar que um país com liberdade de expressão não necessariamente é um país democrático.
A diferença de duração entre a ditadura de Fidel Castro e a de Fulgêncio Batista levanta uma questão: o que explicaria uma ditadura comunista, muito mais agressiva e economicamente fracassada, ainda hoje tiranizar a ilha?
Desarmamento da população, eliminação física sistemática dos adversários, doutrinação ideológica fanatizante e empobrecimento intencional do povo são alguns dos fatores.
Com a implantação do castrismo e o massacre de milhares de opositores reais e supostos, a economia e o povo passaram a subviver basicamente do açúcar e do apoio financeiro da União Soviética. A propaganda do regime colocou a culpa dos problemas nos EUA – estranha “culpa”, pois indicaria que um país comunista só poderia prosperar se apoiado pelo capitalismo.
Finda a União Soviética, a situação econômica de Cuba piorou. O turismo era uma opção, destacadamente o sexual. O país deu um tratamento VIP a turistas vindos principalmente da Europa para conhecer as belezas cubanas e lugares vedados ao povo do país.
Exportar soldados e médicos também ajudou a alimentar o regime.
À primeira vista parece uma medida que melhoraria a vida dos reféns de Fidel. O modelo de pagamento do Mais Médicos, porém, é um exemplo perfeito da ausência de interesse do governo cubano em melhorar a vida do povo. A entrada de recursos e sua chegada às mãos da população ajudaria a tonificar a economia do país. Mas o governo Castro prefere reter o dinheiro dos contribuintes brasileiros injetado no país pelo governo petista. Não solta a faca que divide o bolo.
O mesmo vem ocorrendo na Venezuela, satélite cubano onde o povo vai sendo pauperizado e levado ao desespero da fome a fim de não ter forças para reagir.
O governo petista vai levando o Brasil no mesmo caminho. Além de desmontar a Petrobras, a estrutura de proteção dos trabalhadores vai sendo corroída.
A CLT foi criada por Getúlio Vargas. Após décadas de muitas críticas e passados muitos governos, de liberais aos do regime militar, só com a chegada do petismo à presidência a legislação que visa proteger o trabalhador brasileiro recebeu seu aviso prévio.
Getúlio Vargas foi um presidente ímpar. Governou o Brasil de 1930 a 1945, primeiro como governante provisório e depois, através de uma manobra de fazer inveja ao Foro de São Paulo, como chefe do Estado Novo. Ficou no poder até sair por pressão dos militares. Voltou depois como presidente eleito e saiu de novo da presidência da forma que é bem conhecida.
Um dos legados de Vargas foi a CLT, instituída por decreto-lei meio à II Guerra Mundial. A situação política da época reduzia a capacidade de reação dos que se opunham à legislação.
Muitos desses opositores apresentavam-se como liberais, mas agiam como patrimonialistas. Esse desejo de se apossar do bem público, junto à hostilidade a Vargas, comungavam com os comunistas.
A CLT protegeu os brasileiros de desmandos tanto de patrões quanto de atrelamentos políticos de sindicatos. A garantia de um ganho mínimo propiciava uma liberdade mínima a quem estava escravizado pela miséria.
Mas liberdade incomoda a muita gente. O desmonte dos direitos trabalhistas e a falência da economia do país conduzem ao clientelismo.
A política de empobrecimento, assim, é uma medida que tem a mesma lógica da desmilitarização da polícia e do desarmamento do povo. É uma política de enfraquecimento do povo, de aprisionamento.
Há escravos que sabem que são escravos e se rebelam; só se rebelam por que sabem. Tiranos como Castro, porém, ficaram no poder por tanto tempo porque tiraram a possibilidade material de reação eficaz mesmo dos poucos que perceberam a condição a que haviam sido reduzidos.
Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça.

A Petrobras nunca desceu tão fundo, mas desta vez não foi por alcançar mais uma camada de petróleo sob os mares. Atualmente, a empresa brasileira está passando para baixo da 416ª posição no ranking das maiores empresas do mundo e a pressão vai aumentando. Acompanham-na diversas outras empresas estatais e a economia inteira do país.

Outros governantes já teriam sido ejetados do poder, mas Dilma Rousseff não é uma governante qualquer: ela sabe para onde está indo, sabe onde quer chegar e sabe que tem um Estado e os poderes dispostos e ocupados para levarem o povo até o fundo do abismo.

Quando o demagogo Fidel Castro tomou à força do ditador Fulgêncio Batista o governo de Cuba, em 1959, e implantou uma nova ditadura, o país era um dos mais prósperos do continente. Cuba à época tinha 160 estações de rádio, 23 de televisão e 58 jornais. Nenhum outro país da América Latina instalava tantas linhas telefônicas. O país apresentava níveis elevados em muitos outros itens de consumo.

Embora houvesse um déspota no poder, o país fora considerado pela ONU, em 1958, um dos países do mundo com imprensa mais livre – dado que serve para lembrar que um país com liberdade de expressão não necessariamente é um país democrático.

A diferença de duração entre a ditadura de Fidel Castro e a de Fulgêncio Batista levanta uma questão: o que explicaria uma ditadura comunista, muito mais agressiva e economicamente fracassada, ainda hoje tiranizar a ilha?

Desarmamento da população, eliminação física sistemática dos adversários, doutrinação ideológica fanatizante e empobrecimento intencional do povo são alguns dos fatores.

Com a implantação do castrismo e o massacre de milhares de opositores reais e supostos, a economia e o povo passaram a subviver basicamente do açúcar e do apoio financeiro da União Soviética. A propaganda do regime colocou a culpa dos problemas nos EUA – estranha “culpa”, pois indicaria que um país comunista só poderia prosperar se apoiado pelo capitalismo.

Finda a União Soviética, a situação econômica de Cuba piorou. O turismo era uma opção, destacadamente o sexual. O país deu um tratamento VIP a turistas vindos principalmente da Europa para conhecer as belezas cubanas e lugares vedados ao povo do país.

Exportar soldados e médicos também ajudou a alimentar o regime.

À primeira vista parece uma medida que melhoraria a vida dos reféns de Fidel. O modelo de pagamento do Mais Médicos, porém, é um exemplo perfeito da ausência de interesse do governo cubano em melhorar a vida do povo. A entrada de recursos e sua chegada às mãos da população ajudaria a tonificar a economia do país. Mas o governo Castro prefere reter o dinheiro dos contribuintes brasileiros injetado no país pelo governo petista. Não solta a faca que divide o bolo.

O mesmo vem ocorrendo na Venezuela, satélite cubano onde o povo vai sendo pauperizado e levado ao desespero da fome a fim de não ter forças para reagir.

O governo petista vai levando o Brasil no mesmo caminho. Além de desmontar a Petrobras, a estrutura de proteção dos trabalhadores vai sendo corroída.

A CLT foi criada por Getúlio Vargas. Após décadas de muitas críticas e passados muitos governos, de liberais aos do regime militar, só com a chegada do petismo à presidência a legislação que visa proteger o trabalhador brasileiro recebeu seu aviso prévio.

Getúlio Vargas foi um presidente ímpar. Governou o Brasil de 1930 a 1945, primeiro como governante provisório e depois, através de uma manobra de fazer inveja ao Foro de São Paulo, como chefe do Estado Novo. Ficou no poder até sair por pressão dos militares. Voltou depois como presidente eleito e saiu de novo da presidência da forma que é bem conhecida.

Um dos legados de Vargas foi a CLT, instituída por decreto-lei meio à II Guerra Mundial. A situação política da época reduzia a capacidade de reação dos que se opunham à legislação.

Muitos desses opositores apresentavam-se como liberais, mas agiam como patrimonialistas. Esse desejo de se apossar do bem público, junto à hostilidade a Vargas, comungavam com os comunistas.

A CLT protegeu os brasileiros de desmandos tanto de patrões quanto de atrelamentos políticos de sindicatos. A garantia de um ganho mínimo propiciava uma liberdade mínima a quem estava escravizado pela miséria.

Mas liberdade incomoda a muita gente. O desmonte dos direitos trabalhistas e a falência da economia do país conduzem ao clientelismo.

A política de empobrecimento, assim, é uma medida que tem a mesma lógica da desmilitarização da polícia e do desarmamento do povo. É uma política de enfraquecimento do povo, de aprisionamento.

Há escravos que sabem que são escravos e se rebelam; só se rebelam por que sabem. Tiranos como Castro, porém, ficaram no poder por tanto tempo porque tiraram a possibilidade material de reação eficaz mesmo dos poucos que perceberam a condição a que haviam sido reduzidos.

Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça.

De Portal do Zacarias, 19/05/2015.

Posted in Artigos, Leão Alves, Petismo, Português.


0 Responses

Stay in touch with the conversation, subscribe to the RSS feed for comments on this post.



Some HTML is OK

or, reply to this post via trackback.

Comments Protected by WP-SpamShield Anti-Spam