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Governo Federal: mestiços não são parceiros ideais para casar com índios – Leão Alves

O cinismo do Governo Federal parece não ser menor do que seu racismo. Pouco antes do ministro do Esporte, o comunista Aldo Rebelo, exaltar a mestiçagem diante da mídia internacional, a Fundação Nacional do Índio aprovou e publicou laudo considerando que mestiços não seriam parceiros ideais para casar com índios.
Está lá na página do Ministério do Esporte a declaração do deputado licenciado do PCdoB a jornalistas em mais uma entrevista sobre a Copa no Brasil: “Somos um país mestiço no sangue e na alma e nos sentimos assim.” Que frase bonita, inspirada em Gilberto Freyre. Só bonita.
Ocorre que o amor do Governo Federal pela mestiçagem para por aí, no discurso. Nos projetos, nas leis, nos decretos, na ora de decidir entre o segregacionismo indigenista e a mistura, o discurso não só desaparece, como a mestiçagem passa a ser combatida com a mesma fúria e fanatismo com que os mestiços são expulsos dos territórios raciais exclusivos para índios.
Está lá no Diário Oficial da União, do dia 30 de junho último, o texto aprovado pela FUNAI e publicado meio à “Copa das Copas”:
“Diante da falta de parceiros ideais, deram-se casamentos entre índios Xetá e outras etnias, especialmente Kaingang e Guarani, bem como com não indígenas, sem que, contudo, tenha havido a perda da referência de parentesco a partir dos grupos locais Xetá.”
O nome disso é endogamia, casamentos dentro da mesma raça e etnia. Promover a endogamia foi o objetivo dos bantustões, os territórios indígenas criados pelo governo da África do Sul durante o regime do apartheid.
É esta política que está sendo implantada no Brasil. Discursos como a do ministro servem para camuflar isto. A propósito, também servem para passar a ideia de que há espaço para divergências internas.
CANDIDATOS CABOCOS
Em período eleitoral não faltam os “candidatos cabocos”. Ótimo, é bom ver pessoas identificando-se como cabocas; o que não é bom é ver a caboquitude parar por aí. Após eleitos, alguns destes autodeclarados cabocos simplesmente fazem nada pelos mestiços, fora aqueles que não têm qualquer escrúpulo em apoiar as políticas raciais do Governo Federal.
POVO MESTIÇO SOB RISCO DE LIMPEZA ÉTNICA EM BARCELOS
Barcelos, que foi a primeira capital do Amazonas, é o segundo maior município do Brasil em extensão. Como vem ocorrendo há décadas, mais uma vez a criação de territórios exclusivos para índios coloca o povo mestiço dos municípios do interior sob a ameaça de novas limpezas étnicas.
Mais de um terço do Estado do Amazonas já é território exclusivo para a raça índia.
O povo mestiço, sempre é importante repetir, nunca invadiu território índio; foram os índios que geraram os mestiços. Por isso o povo mestiço é nativo e tem direito originário sobre as terras de seus ancestrais índios originais, terras das quais estão sendo expulsos pelo Governo Federal sob o aplauso e o apoio de indigenistas, de endinheirados “homens brancos” estrangeiros e suas ONGs, e de muita propaganda e desinformação.
Ouvem-se muitos políticos falando em fixar o homem do interior no interior, mas pouco se ouve sobre a fome do Governo Federal e indigenista de criar e ampliar os bantustões federais e expulsar o povo do interior.
Nestas horas não é difícil distinguir aqueles políticos que se dizem cabocos por demagogia daqueles que realmente se importam.
Esperteza não tem fim, felicidade sim.
Leão Alves é médico e presidente do Movimento Nação Mestiça.

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O cinismo do Governo Federal parece não ser menor do que seu racismo. Pouco antes do ministro do Esporte, o comunista Aldo Rebelo, exaltar a mestiçagem diante da mídia internacional, a Fundação Nacional do Índio aprovou e publicou laudo considerando que mestiços não seriam parceiros ideais para casar com índios.

Está lá na página do Ministério do Esporte a declaração do deputado licenciado do PCdoB a jornalistas em mais uma entrevista sobre a Copa no Brasil: “Somos um país mestiço no sangue e na alma e nos sentimos assim.” Que frase bonita, inspirada em Gilberto Freyre. Só bonita.

Ocorre que o amor do Governo Federal pela mestiçagem para por aí, no discurso. Nos projetos, nas leis, nos decretos, na ora de decidir entre o segregacionismo indigenista e a mistura, o discurso não só desaparece, como a mestiçagem passa a ser combatida com a mesma fúria e fanatismo com que os mestiços são expulsos dos territórios raciais exclusivos para índios.

Está lá no Diário Oficial da União, do dia 30 de junho último, o texto aprovado pela FUNAI e publicado meio à “Copa das Copas”:

“Diante da falta de parceiros ideais, deram-se casamentos entre índios Xetá e outras etnias, especialmente Kaingang e Guarani, bem como com não indígenas, sem que, contudo, tenha havido a perda da referência de parentesco a partir dos grupos locais Xetá.”

O nome disso é endogamia, casamentos dentro da mesma raça e etnia. Promover a endogamia foi o objetivo dos bantustões, os territórios indígenas criados pelo governo da África do Sul durante o regime do apartheid.

É esta política que está sendo implantada no Brasil. Discursos como a do ministro servem para camuflar isto. A propósito, também servem para passar a ideia de que há espaço para divergências internas.

CANDIDATOS CABOCOS

Em período eleitoral não faltam os “candidatos cabocos”. Ótimo, é bom ver pessoas identificando-se como cabocas; o que não é bom é ver a caboquitude parar por aí. Após eleitos, alguns destes autodeclarados cabocos simplesmente fazem nada pelos mestiços, fora aqueles que não têm qualquer escrúpulo em apoiar as políticas raciais do Governo Federal.

POVO MESTIÇO SOB RISCO DE LIMPEZA ÉTNICA EM BARCELOS

Barcelos, que foi a primeira capital do Amazonas, é o segundo maior município do Brasil em extensão. Como vem ocorrendo há décadas, mais uma vez a criação de territórios exclusivos para índios coloca o povo mestiço dos municípios do interior sob a ameaça de novas limpezas étnicas.

Mais de um terço do Estado do Amazonas já é território exclusivo para a raça índia.

O povo mestiço, sempre é importante repetir, nunca invadiu território índio; foram os índios que geraram os mestiços. Por isso o povo mestiço é nativo e tem direito originário sobre as terras de seus ancestrais índios originais, terras das quais estão sendo expulsos pelo Governo Federal sob o aplauso e o apoio de indigenistas, de endinheirados “homens brancos” estrangeiros e suas ONGs, e de muita propaganda e desinformação.

Ouvem-se muitos políticos falando em fixar o homem do interior no interior, mas pouco se ouve sobre a fome do Governo Federal e indigenista de criar e ampliar os bantustões federais e expulsar o povo do interior.

Nestas horas não é difícil distinguir aqueles políticos que se dizem cabocos por demagogia daqueles que realmente se importam.

Esperteza não tem fim, felicidade sim.

Leão Alves é médico e presidente do Movimento Nação Mestiça.

De Portal do Zacarias, 16/07/2014.

Posted in Artigos, Leão Alves.


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