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O “complexo de cão de raça” de Dilma – Leão Alves

“Não temos motivo para nos envergonhar e não temos complexo de vira-latas”, afirmou neste sábado (24), em Brasília, a presidente “puro sangue” Dilma Rousseff em um encontro da União da Juventude Socialista (UJS). Nestes tempos de Desmestiçagem, poucas expressões harmonizam tão perfeitamente com a política racial do Partido dos Trabalhadores.
“Complexo de vira-latas” é uma metáfora na qual “vira-latas” substitui mestiços, cujos supostos sentimentos de inferioridade estariam ausentes nos humanos “de raça”.
A expressão foi cunhada pelo teatrólogo e cronista esportivo Nelson Rodrigues: “Por ‘complexo de vira-latas’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol”.
Para o PT, isto vai além: ser “de raça” é algo superior a ser mestiço. Isto foi até transformado em lei. No Brasil atual, significa ter ou não direitos especiais, que servem para o governo impor e incentivar assimilação nas raças oficiais: índia, branca, negra e amarela.
As vagas dos pardos, p. ex., foram reservadas aos negros. Pardos que não se digam negros – ou não sejam aceitos como tais pelos tribunais raciais – estão fora das cotas.
O “complexo de cão de raça” também está no núcleo do indigenismo. As terras dos mestiços pertenceriam só aos índios. Mestiços que não se digam índios – ou não sejam aceitos como tais por eles – são expulsos de suas terras como se fossem invasores.
Em ambos os casos, os mestiços ficam expostos a constrangimentos e processos judiciais, alem do racismo assimilacionista da própria Desmestiçagem.
Como quase nada é tão ruim que o petismo não possa piorar, ele foi além e apresentou um projeto que cria “territórios brancos” para descendentes de imigrantes: se negros e índios têm direito a territórios exclusivos, por que não os brancos?
PROJETO DE DILMA PUNE MESTIÇOS – DE NOVO
Quatro dias antes, o Senado Federal aprovou o projeto de lei da presidente Dilma Rousseff que reserva 20% de vagas para negros no serviço público federal. Como costuma ocorrer com os projetos de criação de “cotas raciais”, a votação foi simbólica evitando desgastes para os parlamentares.
Como em outros, o novo projeto petista também considera pardos como negros.
No mesmo espírito, também prevê punição para candidatos pardos caso haja “constatação de declaração falsa”.
PASSA PRA DENTRO! PASSA PRA FORA!
Para a propaganda a favor das cotas raciais, do governo e de governistas, os pardos são sempre e sistematicamente classificados como negros, independentemente de verificações. Neste momento, ai do pardo que diz que não é negro, mas mulato, caboclo ou simplesmente mestiço: tratado como um subcidadão, fica exposto até a achincalhamentos pelo “pecado” de estar “negando a sua negritude”.
São tão raras referências a este racismo por parte da grande mídia e providências por órgãos como Ministério Público, que ficamos meditando sobre até que ponto esta ideologia vem se firmando nas instituições.
Quando os pardos, porém, vão atrás de sua fatia no bolo das cotas, o governo comunista coloca um tribunal para fazer a triagem racial e ideológica do pardo.
Para entender melhor: o Manual do Recenseador de 2010 afirma “Em nenhum momento, você [ou seja, o entrevistador] deve influenciar a resposta do entrevistado”. Para o critério do IBGE, que é citado no projeto da presidente, o que vale é a autodeclaração. A população de pardos do IBGE, p. ex., não é rigorosamente a população de pardos, mas a de ‘autodeclarados’ pardos. Os mesmo se aplica às demais categorias raciais e de cor do censo brasileiro.
Ou seja, se um índio, um branco, um preto ou um amarelo se autodeclarar pardo para o recenseador, ele deverá ser contado como pardo – termo utilizado historicamente pelo IBGE para referir-se a mestiços –, nem que ele não tenha qualquer mestiçagem conhecida em sua ancestralidade. Assim, se alguém tão amarelo quanto o imperador do Japão ou tão branco quanto o rei da Noruega se disser pardo, ele será contado como tal e será somado a todos os caboclos, mulatos, cafuzos e mestiços descendentes de chineses, japoneses e outros amarelos. E não ficará exposto a punições por isto – exceto quando uma vaga no ensino superior estiver em jogo…
PROJETO PREJUDICA CABOCOS E TEM APOIO COMUNISTA
Assim, para o projeto que vai à sanção da presidente “de raça” Dilma Rousseff, os cabocos, p. ex., mestiços de índios e brancos e que já existiam no Brasil antes da chegada dos primeiros pretos ao país, para serem beneficiados deverão ser considerados negros. Caso sua autodeclaração seja contestada, eles também ficam expostos às punições da lei.
A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, apresentou uma proposta de emenda. Para corrigir isto e defender os mestiços do Amazonas contra discriminações? Não, somente para reservar quarenta por cento das vagas aos considerados negros “residentes no Estado onde situados os cargos a serem providos, comprovada a residência pelos dados do respectivo título eleitoral”. Para senadora, o projeto “foi até uma decisão tardia”. Sua emenda foi rejeitada.
Leão Alves é médico e secretário geral do Movimento Nação Mestiça.

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“Não temos motivo para nos envergonhar e não temos complexo de vira-latas”, afirmou neste sábado (24), em Brasília, a presidente “puro sangue” Dilma Rousseff em um encontro da União da Juventude Socialista (UJS). Nestes tempos de Desmestiçagem, poucas expressões harmonizam tão perfeitamente com a política racial do Partido dos Trabalhadores.

“Complexo de vira-latas” é uma metáfora na qual “vira-latas” substitui mestiços, cujos supostos sentimentos de inferioridade estariam ausentes nos humanos “de raça”.

A expressão foi cunhada pelo teatrólogo e cronista esportivo Nelson Rodrigues: “Por ‘complexo de vira-latas’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol”.

Para o PT, isto vai além: ser “de raça” é algo superior a ser mestiço. Isto foi até transformado em lei. No Brasil atual, significa ter ou não direitos especiais, que servem para o governo impor e incentivar assimilação nas raças oficiais: índia, branca, negra e amarela.

As vagas dos pardos, p. ex., foram reservadas aos negros. Pardos que não se digam negros – ou não sejam aceitos como tais pelos tribunais raciais – estão fora das cotas.

O “complexo de cão de raça” também está no núcleo do indigenismo. As terras dos mestiços pertenceriam só aos índios. Mestiços que não se digam índios – ou não sejam aceitos como tais por eles – são expulsos de suas terras como se fossem invasores.

Em ambos os casos, os mestiços ficam expostos a constrangimentos e processos judiciais, alem do racismo assimilacionista da própria Desmestiçagem.

Como quase nada é tão ruim que o petismo não possa piorar, ele foi além e apresentou um projeto que cria “territórios brancos” para descendentes de imigrantes: se negros e índios têm direito a territórios exclusivos, por que não os brancos?

PROJETO DE DILMA PUNE MESTIÇOS – DE NOVO

Quatro dias antes, o Senado Federal aprovou o projeto de lei da presidente Dilma Rousseff que reserva 20% de vagas para negros no serviço público federal. Como costuma ocorrer com os projetos de criação de “cotas raciais”, a votação foi simbólica evitando desgastes para os parlamentares.

Como em outros, o novo projeto petista também considera pardos como negros.

No mesmo espírito, também prevê punição para candidatos pardos caso haja “constatação de declaração falsa”.

PASSA PRA DENTRO! PASSA PRA FORA!

Para a propaganda a favor das cotas raciais, do governo e de governistas, os pardos são sempre e sistematicamente classificados como negros, independentemente de verificações. Neste momento, ai do pardo que diz que não é negro, mas mulato, caboclo ou simplesmente mestiço: tratado como um subcidadão, fica exposto até a achincalhamentos pelo “pecado” de estar “negando a sua negritude”.

São tão raras referências a este racismo por parte da grande mídia e providências por órgãos como Ministério Público, que ficamos meditando sobre até que ponto esta ideologia vem se firmando nas instituições.

Quando os pardos, porém, vão atrás de sua fatia no bolo das cotas, o governo comunista coloca um tribunal para fazer a triagem racial e ideológica do pardo.

Para entender melhor: o Manual do Recenseador de 2010 afirma “Em nenhum momento, você [ou seja, o entrevistador] deve influenciar a resposta do entrevistado”. Para o critério do IBGE, que é citado no projeto da presidente, o que vale é a autodeclaração. A população de pardos do IBGE, p. ex., não é rigorosamente a população de pardos, mas a de ‘autodeclarados’ pardos. Os mesmo se aplica às demais categorias raciais e de cor do censo brasileiro.

Ou seja, se um índio, um branco, um preto ou um amarelo se autodeclarar pardo para o recenseador, ele deverá ser contado como pardo – termo utilizado historicamente pelo IBGE para referir-se a mestiços –, nem que ele não tenha qualquer mestiçagem conhecida em sua ancestralidade. Assim, se alguém tão amarelo quanto o imperador do Japão ou tão branco quanto o rei da Noruega se disser pardo, ele será contado como tal e será somado a todos os caboclos, mulatos, cafuzos e mestiços descendentes de chineses, japoneses e outros amarelos. E não ficará exposto a punições por isto – exceto quando uma vaga no ensino superior estiver em jogo…

PROJETO PREJUDICA CABOCOS E TEM APOIO COMUNISTA

Assim, para o projeto que vai à sanção da presidente “de raça” Dilma Rousseff, os cabocos, p. ex., mestiços de índios e brancos e que já existiam no Brasil antes da chegada dos primeiros pretos ao país, para serem beneficiados deverão ser considerados negros. Caso sua autodeclaração seja contestada, eles também ficam expostos às punições da lei.

A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, apresentou uma proposta de emenda. Para corrigir isto e defender os mestiços do Amazonas contra discriminações? Não, somente para reservar quarenta por cento das vagas aos considerados negros “residentes no Estado onde situados os cargos a serem providos, comprovada a residência pelos dados do respectivo título eleitoral”. Para senadora, o projeto “foi até uma decisão tardia”. Sua emenda foi rejeitada.

Leão Alves é médico e secretário geral do Movimento Nação Mestiça.

De Portal do Zacarias, 26/05/2014.

Posted in Artigos, Leão Alves, Petismo.


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