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Nem crianças escapam do racismo indigenista – Leão Alves

O governo petista lançou uma nota condenando o “uso desproporcional de forças” pelo Estado de Israel na Faixa de Gaza. Uma crítica hipócrita vinda de um governo que não poupa truculência para fazer limpeza étnica de brasileiros indefesos em seu próprio país.
Este é o texto da nota publicada pelo Ministério das Relações Exteriores:
“O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças. O Governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes.
“Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, nessa quarta-feira (23).
“Além disso, o Embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.”
Então, lá o conflito é desproporcional? E aqui no Brasil?
Qual a proporção de forças quando de um lado estão policiais federais e seus cachorros, a Força Nacional e o Exército, burocratas e indigenistas da Funai, além da Advocacia Geral da União, só para citar alguns, e do outro lado estão os que vão ser despejados, o discriminado povo mestiço e outros não índios, com suas mulheres e crianças?
Na nota sobre mais esta tragédia no Oriente Médio, o governo Dilma procura se mostrar comovido com as mulheres e crianças palestinas vitimadas. Em contraste, em relação às mulheres e crianças brasileiras que enxota para fora de suas casas e despeja na rua nas criações dos bantustões indigenistas, não manifesta qualquer identificação.
Uma das constantes nos laudos antropológicos governamentais encomendados para compor a papelada do apartheid é a não referência às crianças que serão expulsas. Nos laudos aparecem “não-índios”, “invasores”, “fazendeiros”, etc., mas nada de crianças. Elas estão lá, mas não estão nos laudos.
Esta é uma omissão significativa, como é significativo também o silêncio sobre esta omissão por órgãos que deveriam estar cuidando dos direitos das crianças – ou uma criança índia é mais importante do que uma criança mestiça?
Há a Constituição Federal – ela não afirma que “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”? Destacamos: “absoluta prioridade”.
E o Estatuto da Criança e do Adolescente? E a Convenção Sobre os Direitos das Crianças? Por que o silêncio sobre estes documentos quando a vítima é uma criança mestiça?
Que o petismo tenha essa atitude hipócrita não é de surpreender – comunismo é assim mesmo -, mas há também silêncio sobre isto em grande parte da mídia nacional não alinhada ao PT. Não só silêncio, como até apoio a esta violência oficial que divide e hierarquiza brasileiros. Uma violência que a esquerda indigenista promoveu encravando-a na própria Constituição Federal.
A diferenciação de direitos entre pessoas e grupos em função de identidade racial, étnica, religiosa inevitavelmente leva a conflitos e o governo Dilma está conduzindo o Brasil nesta direção.
É preciso acabar com a promoção de divisões raciais e étnicas entre brasileiros – sem exceção. Há, porém, os que são contra cotas raciais, mas contraditoriamente apoiam os territórios raciais do indigenismo. Uns o fazem por não terem observado a que isto pode levar, enquanto outros o fazem por terem observado até demais.
Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Nação Mestiça.

crianca

O governo petista lançou uma nota condenando o “uso desproporcional de forças” pelo Estado de Israel na Faixa de Gaza. Uma crítica hipócrita vinda de um governo que não poupa truculência para fazer limpeza étnica de brasileiros indefesos em seu próprio país.

Este é o texto da nota publicada pelo Ministério das Relações Exteriores:

“O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças. O Governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes.

“Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, nessa quarta-feira (23).

“Além disso, o Embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.”

Então, lá o conflito é desproporcional? E aqui no Brasil?

Qual a proporção de forças quando de um lado estão policiais federais e seus cachorros, a Força Nacional e o Exército, burocratas e indigenistas da Funai, além da Advocacia Geral da União, só para citar alguns, e do outro lado estão os que vão ser despejados, o discriminado povo mestiço e outros não índios, com suas mulheres e crianças?

Na nota sobre mais esta tragédia no Oriente Médio, o governo Dilma procura se mostrar comovido com as mulheres e crianças palestinas vitimadas. Em contraste, em relação às mulheres e crianças brasileiras que enxota para fora de suas casas e despeja na rua nas criações dos bantustões indigenistas, não manifesta qualquer identificação.

Uma das constantes nos laudos antropológicos governamentais encomendados para compor a papelada do apartheid é a não referência às crianças que serão expulsas. Nos laudos aparecem “não-índios”, “invasores”, “fazendeiros”, etc., mas nada de crianças. Elas estão lá, mas não estão nos laudos.

Esta é uma omissão significativa, como é significativo também o silêncio sobre esta omissão por órgãos que deveriam estar cuidando dos direitos das crianças – ou uma criança índia é mais importante do que uma criança mestiça?

Há a Constituição Federal – ela não afirma que “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”? Destacamos: “absoluta prioridade”.

E o Estatuto da Criança e do Adolescente? E a Convenção Sobre os Direitos das Crianças? Por que o silêncio sobre estes documentos quando a vítima é uma criança mestiça?

Que o petismo tenha essa atitude hipócrita não é de surpreender – comunismo é assim mesmo -, mas há também silêncio sobre isto em grande parte da mídia nacional não alinhada ao PT. Não só silêncio, como até apoio a esta violência oficial que divide e hierarquiza brasileiros. Uma violência que a esquerda indigenista promoveu encravando-a na própria Constituição Federal.

A diferenciação de direitos entre pessoas e grupos em função de identidade racial, étnica, religiosa inevitavelmente leva a conflitos e o governo Dilma está conduzindo o Brasil nesta direção.

É preciso acabar com a promoção de divisões raciais e étnicas entre brasileiros – sem exceção. Há, porém, os que são contra cotas raciais, mas contraditoriamente apoiam os territórios raciais do indigenismo. Uns o fazem por não terem observado a que isto pode levar, enquanto outros o fazem por terem observado até demais.

Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Nação Mestiça.

De Portal do Zacarias, 25/07/2014.

Posted in Artigos, Leão Alves, Petismo, Português.


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