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Bélgica decide sua existência nas urnas

Bruxelas, 13 jun (Prensa Latina) A unidade da Bélgica é posta à prova hoje nas eleições parlamentares, nas quais o tema da convivência cultural e lingüística entre flamencos e francófonos terá um peso substancial nas votações.

As sondagens localizam em 40 por cento os indecisos e oferece uma vitória ao partido flamenco conservador separatista Nova Aliança Flamenca (N-VAI), lidereado pelo historiador de 39 anos Bart de Wever, a quem ajudicam 25 por cento das boletas.

Mas a cifra resulta insuficiente para governar sozinho, pelo que deverá fazer uma coalizão com outras forças políticas. Não obstante, em um impulso de último minuto a sua campanha eleitoral, Wever apresentou-se ante a imprensa para assegurar que seu triunfo não suporia a partição do país em Flandes e Valonia.

No entanto, deslizou sua mensagem de que não renunciaria a uma evolução para melhores estruturas, para que Bélgica se evapore de forma gradual como nação.

Por sua vez, os francófonos propõem reformas na estrutura do Estado e fixam uma data de caducação que oscila entre cinco e 15 anos; isto é, que a partir de 2015 poderia voltar a se repetir o ritual agônico de uma Bélgica que luta por sua sobrevivência.

A queda do governo de coalizão, presidido pelo democrata cristão flamenco Yves Leterme, por causa do eterno conflito lingüístico entre holandófonos e francófonos, forçou o antecipo das eleições em um momento crítico para o país e a poucas semanas de assumir a presidência rotatória da União Européia.

A crise do euro e a crescente pressão dos mercados sobre os bonos desta nação, a mais endividada da Europa próspera, mal estiveram presentes na campanha eleitoral, conscientes os partidos de que algo ainda mais básico, o futuro da Bélgica como Estado, está em jogo.

Ainda que, segundo analistas, à população preocupa-lhe mais a crise econômica, a segurança e o meio ambiente que a própria realização das eleições, daí o alto volume de indecisos.

De Prensa Latina.

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