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Desmestiçagem missionária – Leão Alves

Comentei em meu último artigo que há décadas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem promovendo a “transformação” política de mestiços em índios ou negros. Neste mês de abril, a Associação dos Pequenos Agricultores de lhéus, Una e Buerarema (ASPAIUB), três municípios localizados no Sul da Bahia, emitiu uma nota oficial (abaixo) sobre a ação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), um braço da CNBB, nesta região baiana.
Segundo a nota, “recentemente o CIMI encaminhou a ONU e, posteriormente, ao Papa Francisco, uma denúncia contra o governo brasileiro, alegando negligência e omissão em relação aos processos demarcatórios de terras indígenas. Entre os problemas fundiários abordados, foi colocada a questão aqui do Sul da Bahia, envolvendo pequenos agricultores familiares e supostos índios.”
Estas críticas de ONGs indigenistas contra o Governo Federal petista – tão indigenista quanto elas e mais poderoso – não representam discordâncias quanto à política de apartheid em si; elas se referem à velocidade com que os grupos políticos e financeiros indigenistas desejam que os bantustões, os territórios federais exclusivos para índios, sejam implantados, ou seja, a velocidade da limpeza étnica do povo nativo mais discriminado deste país, o povo mestiço. Se pudesse, o governo petista já teria expulsado todos os mestiços dos territórios onde pretende implantar seus bantustões.
Afirma a nota que Dom Erwin Kräutler, o presidente branco do CIMI que assina o documento, não conhece a problemática do Sul da Bahia e “deveria ter dito ao Papa, entre inúmeras outras questões, que a Igreja Católica emitiu centenas de registros eclesiásticos de propriedades aos produtores rurais, em 1856/58, e que dirigentes do CIMI, membros da mesma Igreja, dizem que esses títulos não têm validade alguma.”
Neste ponto, o CIMI estará afirmando o que foi colocado, por ação do indigenismo, na Constituição Federal de 1988: o direito originário dos índios à terra sobrepõe-se ao direito adquirido, representado por títulos de terra.
Fazendo uma comparação, direito originário é similar ao direito ao sobrenome: ele é um direito de tal natureza que pertence tanto ao filho quanto ao pai. É um direito que existe já no momento do nascimento. Já o direito adquirido, como ocorre com os títulos de terra, são obtidos por compra, doação, etc. Por serem de tal natureza e anteriores ao próprio Estado brasileiro, a propriedade baseada no direito originário sempre vencerá, nos termos da legislação atual, a propriedade baseada em títulos de terra.
Quando entrega títulos de terra para agricultores a propaganda governamental não costuma informar isto; o agricultor fica com a sensação de ter sua terra assegurada – só com a sensação.
A completa impotência de títulos de propriedade diante do direito originário é uma das primeiras argumentações que o Governo Federal, através da FUNAI, usa quando – de forma bem mais discreta – vai à justiça para expulsar os mesmos agricultores – agora rotulados como “homens brancos” e “invasores”.
Ocorre que o direito do povo mestiço em geral, seja o mestiço pedreiro, engenheiro, professor, agricultor ou de qualquer outra profissão, vai muito além do direito dado por títulos de terra. Sendo descendentes dos índios, nós mestiços temos direito originário sobre as terras de nossos ancestrais. Isto a propaganda do Governo Federal petista e de outros indigenistas não vai divulgar.
O petismo, por ser essencialmente branco-indigenista, irá combater sempre o reconhecimento do direito originário do povo mestiço sobre as terras de seus ancestrais índios e interessa a ele que o conflito seja posto em termos de ‘direito originário dos índios versus títulos de terras dos agricultores’ pois assim os indigenistas sempre estarão em situação vantajosa em conflitos na justiça.
Por que isto? Entre outros motivos porque o petismo foi criado por grupos indigenistas, majoritariamente brancos com uma visão negativa sobre a mestiçagem e um projeto verwoerdista de fragmentação do povo brasileiro.
Por isto promove a indianização dos mestiços, a fim de que estes passem a se identificar como índios para pleitear um direito originário que eles já têm enquanto mestiços.
Assim, um mestiço descendente dos tupinambás originais – um dos primeiros povos índios a se mestiçar com os brancos portugueses – tem direito originário à terra destes da mesma forma que, para ser didático, um filho tem direito de habitar a casa de seu pai. Refiro-me, destaco, aos tupinambás originais, inquestionavelmente tupinambás.
Outro aspecto desta questão está na responsabilidade histórica: da mesma forma que o pai tem responsabilidade sobre o filho que gerou, os povos índios têm responsabilidade histórica sobre os mestiços que geraram. A limpeza étnica de mestiços é tão absurda quanto um pai ‘de raça’ gerar um filho mestiço, mas não aceitar conviver com ele por não ser de sua raça.
Estas verdades são insuportáveis para o petismo e o branco-indigenismo e contra elas há o que estes grupos costumam apresentar: propaganda, doutrinação acadêmica, palavras de ordem, barulho e repressão.
*Leão Alves é médico e secretário-geral do Movimento Nação Mestiça.
NOTA
À SOCIEDADE E REPRESENTAÇÕES CIVIS, MILITARES E RELIGIOSAS
A ação do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, no Sul da Bahia
Recentemente o CIMI encaminhou a ONU e, posteriormente, ao Papa Francisco, uma denúncia contra o governo brasileiro, alegando negligência e omissão em relação aos processos demarcatórios de terras indígenas. Entre os problemas fundiários abordados, foi colocada a questão aqui do Sul da Bahia, envolvendo pequenos agricultores familiares e supostos índios.
Para surpresa dos cristãos católicos, o documento foi assinado pelo presidente do CIMI, Dom Erwin Kräutler.
Durante a audiência, o presidente do CIMI chamou de truculenta a ação do governo pelo fato de ter colocado o Exército em nossa Região, para fazer cumprir a Lei e Ordem. Objetivo que, aliás, está longe ser cumprido, pelos inúmeros atentados e ameaças à vida de brasileiros desprotegidos, praticados por supostos índios Tupinambás de Olivença e da Serra do Padeiro.
Dom Erwin Kräutler, austríaco de origem, com atuação na região Norte do Brasil, que não conhece a nossa problemática, muitos menos a realidade dos milhares de pequenos agricultores, submetidos a toda sorte de atrocidades, vítimas de um movimento compostos por vários tipos de pessoas, falou de tudo ao Papa, esqueceu-se apenas de retratar a verdade dos fatos.
Deveria ter dito ao Papa, entre inúmeras outras questões, que a Igreja Católica emitiu centenas de registros eclesiásticos de propriedades aos produtores rurais, em 1856/58, e que dirigentes do CIMI, membros da mesma Igreja, dizem que esses títulos não têm validade alguma.
A Igreja Católica sempre pautou pelo respeito à verdade e as pessoas de qualquer etnia e raça. Nos momentos mais difíceis da história recente, esteve ao lado dos excluídos e marginalizados, pois foi assim que Jesus agiu e nós, como seus seguidores, precisamos fazer o mesmo.
A “Estória Enviesada”, levada ao Santo Padre por um elevado representante da Igreja, faz-nos lembrar dos Fariseus, dos Doutores da Lei, e dos Escribas, que negaram a verdade representada por Jesus, e tramaram a sua morte. Em episódio mais contemporâneo, de terrível lembrança, remete a postura de Hitler e seus seguidores, invertendo e/ou suprimindo a realidade dos fatos, em um trabalho nefasto de propaganda, com vistas a defesa de uma raça, tida por eles como pura, condenando às demais ao extermínio. É profundamente perversa a atitude de Dom Erwin Kräutler, ao dirigir-se ao Papa para pedir o chancelamento do Apartheid Étnico entre nós brasileiros, alicerçado por estudos tendenciosos, que poderão levar à mendicância e à marginalidade uma legião de irmãos em Cristo!
Sob a ótica das leis brasileiras, é possível que Dom Erwin Kräutler, como estrangeiro acolhido fraternalmente no Brasil, não tenha ainda fixado que a nossa Carta Magna, no seu Art. 5º, diz que: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Pois, se assim fosse, não contribuiria para tanta contenda entre nós brasileiros, que somos um povo formado de várias etnias, e que não tolera, de forma alguma, qualquer tipo de discriminação, seja ela sob o pretexto que for.
Como cristãos, não podemos nos calar ao ver que homens que pregam a Igualdade, a Justiça e a Fraternidade ajam como os fariseus hipócritas, que apenas pregavam, e não viviam verdadeiramente a Palavra do Salvador, que veio à Terra para que todos tenhamos vida em abundância.
Na carta de São Paulo aos Coríntios, 3,26-28, o projeto de Deus se revela claramente: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus”.
Ora, se somos iguais em Cristo e a Igreja ensina isso, por que então o CIMI prega a discriminação e o Apartheid Étnico, promovendo a segregação racial, a intolerância, defendendo território exclusivo para uma etnia, em alguns casos forjadas ou ressurgidas artificialmente, abandonando completamente as pessoas que não se autodeclara indígenas?
Os dirigentes do CIMI não falam em seus documentos que boa parte dos que hoje se dizem “índios” é formado de pequenos proprietários de terras, com documentos registrados em cartório; não registram que aqui existe recrutamento indiscriminado de “índios” nas ruas das periferias, com intuito de fortalecer o movimento; não dão ênfase às invasões violentas de pequenas propriedades, por indivíduos armados, com objetivo apenas de saquear a produção e roubar as criações, galinhas e porcos, deixando, logo após, as terras abandonadas; não mencionam, por exemplo, a expulsão de suas terras de pequenos agricultores e agricultoras, inclusive com crianças, sem direito a pegar suas vestes; não abordam a violência contra pessoas idosas e moradoras, com mais de oitenta anos, nas propriedades durante as invasões; nem de longe explicam porque grandes empreendimentos litorâneos e muitas propriedades de ditos “indígenas”, inclusive no Distrito de Olivença, ficaram de fora da área delimitada pela FUNAI; não justificam porque em poucos anos a população dos “Tupinambás” cresceu mais do que qualquer outra etnia ou raça existente na terra; não expõem a utilização pelos autodeclarados índios de armas de grosso calibre para atirar nas Polícias, inclusive a Federal, quando no cumprimento do seu dever; não comentam o fato de que mais de 90% das propriedades na região é composta por áreas em torno de 10 hectares e que há famílias com mais de quatro gerações na terra; não indicam, por exemplo, para onde irão vinte e duas mil pessoas, vitimas de uma verdadeira expropriação criminosa de suas terras; não comentam os golpes a partir de cadastramento de falsos índios, visando captação irregular de verbas e benefícios sociais, bem como o uso de veículos oficiais, escolares e locados para ilícitos; não abordam que já há mais de 300 Ocorrências Policiais registradas sobre invasões, com roubos, espancamentos, torturas e tentativas de assassinato, e que há dois meses um líder de um assentamento de reforma agrária, Juraci Santana, foi cruelmente assassinado e que teve suas duas orelhas levadas como troféu, na presença da família, à noite, porque não aceitou virar índio; e, também, não relataram ao Papa porque não visitaram a Sr. Adailton, pequeno agricultor, filho de Deus, que se encontra paraplégico, condenado a viver em uma cama, vítima de disparo de arma de fogo e de espancamento praticados por supostos índios durante uma invasão.
Deixaram de falar para o Papa que há entre nós um autodenominado cacique, que a partir das invasões de imóveis e expulsão dos seus legítimos proprietários, com o uso de armas de fogo de grosso calibre, se tornou o maior latifundiário da região cacaueira, colhendo atualmente algo em torno de 35.000 arrobas de cacau.
Cristo, em sua andança missionária pela Terra, pregou o amor, a caridade, o perdão e a convivência fraterna entre as pessoas. Apesar de dizer que pregam estes valores, infelizmente o que se observa hoje em alguns segmentos no meio cristão brasileiro, nos seus movimentos públicos, são ações que contradizem completamente aquilo que Jesus deixou como dogma para que os seus seguidores praticassem.
Ao lamentamos profundamente a postura de Dom Erwin Kräutler, elevamos as nossas preces ao Criador, para que o Santo Padre seja iluminado e determine diligências para apurar a verdade dos fatos, recomendando ao clérigo que atue para o fim das invasões de propriedades e da violência contra os pequenos agricultores familiares, bem como a devolução dos imóveis, enquanto se aguarda a manifestação definitiva da Justiça Brasileira.
Parabenizamos o governo baiano e brasileiro pela utilização do Exército para a Garantia da Lei e da Ordem, o que tem atenuado a barbárie que vinha sendo cometida contra os campesinos. Ao mesmo tempo, destacamos a necessidade imperiosa de permanência das tropas na região até a decisão final da Justiça, sob pena de voltarmos a lamentar a perda de vidas valiosas, o que acabou acontecendo quando as autoridades, pressionadas pelo CIMI, por ONGS internacionais e por setores radicais do governo, ordenaram o recuo da Força Nacional. O preço desse recuo covarde foi a vida do nosso companheiro e irmão, cidadão brasileiro, Juraci Santana!
Finalmente, a comunidade católica que compõe a ASPAIUB estará orando, permanentemente, para que a Face do Cristo Ressuscitado resplandeça em todos nós, e que, assim, possamos extirpar do nosso meio todo e qualquer pensamento ou ação que possa nos fazer desiguais, pois somos todos brasileiros e filhos e filhaS de um mesmo Deus que repudia todo e qualquer tipo DISCRIMINAÇÃO RACIAL.
Ilhéus, Una e Buerarema – BA, 15 de abril de 2014
Associação de Pequenos agricultores de Ilhéus, Una e Buerarema

Comentei em meu último artigo que há décadas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem promovendo a “transformação” política de mestiços em índios ou negros. Neste mês de abril, a Associação dos Pequenos Agricultores de lhéus, Una e Buerarema (ASPAIUB), três municípios localizados no Sul da Bahia, emitiu uma nota oficial (abaixo) sobre a ação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), um braço da CNBB, nesta região baiana.

Segundo a nota, “recentemente o CIMI encaminhou a ONU e, posteriormente, ao Papa Francisco, uma denúncia contra o governo brasileiro, alegando negligência e omissão em relação aos processos demarcatórios de terras indígenas. Entre os problemas fundiários abordados, foi colocada a questão aqui do Sul da Bahia, envolvendo pequenos agricultores familiares e supostos índios.”

Estas críticas de ONGs indigenistas contra o Governo Federal petista – tão indigenista quanto elas e mais poderoso – não representam discordâncias quanto à política de apartheid em si; elas se referem à velocidade com que os grupos políticos e financeiros indigenistas desejam que os bantustões, os territórios federais exclusivos para índios, sejam implantados, ou seja, a velocidade da limpeza étnica do povo nativo mais discriminado deste país, o povo mestiço. Se pudesse, o governo petista já teria expulsado todos os mestiços dos territórios onde pretende implantar seus bantustões.

Afirma a nota que Dom Erwin Kräutler, o presidente branco do CIMI que assina o documento, não conhece a problemática do Sul da Bahia e “deveria ter dito ao Papa, entre inúmeras outras questões, que a Igreja Católica emitiu centenas de registros eclesiásticos de propriedades aos produtores rurais, em 1856/58, e que dirigentes do CIMI, membros da mesma Igreja, dizem que esses títulos não têm validade alguma.”

Neste ponto, o CIMI estará afirmando o que foi colocado, por ação do indigenismo, na Constituição Federal de 1988: o direito originário dos índios à terra sobrepõe-se ao direito adquirido, representado por títulos de terra.

Fazendo uma comparação, direito originário é similar ao direito ao sobrenome: ele é um direito de tal natureza que pertence tanto ao filho quanto ao pai. É um direito que existe já no momento do nascimento. Já o direito adquirido, como ocorre com os títulos de terra, são obtidos por compra, doação, etc. Por serem de tal natureza e anteriores ao próprio Estado brasileiro, a propriedade baseada no direito originário sempre vencerá, nos termos da legislação atual, a propriedade baseada em títulos de terra.

Quando entrega títulos de terra para agricultores a propaganda governamental não costuma informar isto; o agricultor fica com a sensação de ter sua terra assegurada – só com a sensação.

A completa impotência de títulos de propriedade diante do direito originário é uma das primeiras argumentações que o Governo Federal, através da FUNAI, usa quando – de forma bem mais discreta – vai à justiça para expulsar os mesmos agricultores – agora rotulados como “homens brancos” e “invasores”.

Ocorre que o direito do povo mestiço em geral, seja o mestiço pedreiro, engenheiro, professor, agricultor ou de qualquer outra profissão, vai muito além do direito dado por títulos de terra. Sendo descendentes dos índios, nós mestiços temos direito originário sobre as terras de nossos ancestrais. Isto a propaganda do Governo Federal petista e de outros indigenistas não vai divulgar.

O petismo, por ser essencialmente branco-indigenista, irá combater sempre o reconhecimento do direito originário do povo mestiço sobre as terras de seus ancestrais índios e interessa a ele que o conflito seja posto em termos de ‘direito originário dos índios versus títulos de terras dos agricultores’ pois assim os indigenistas sempre estarão em situação vantajosa em conflitos na justiça.

Por que isto? Entre outros motivos porque o petismo foi criado por grupos indigenistas, majoritariamente brancos com uma visão negativa sobre a mestiçagem e um projeto verwoerdista de fragmentação do povo brasileiro.

Por isto promove a indianização dos mestiços, a fim de que estes passem a se identificar como índios para pleitear um direito originário que eles já têm enquanto mestiços.

Assim, um mestiço descendente dos tupinambás originais – um dos primeiros povos índios a se mestiçar com os brancos portugueses – tem direito originário à terra destes da mesma forma que, para ser didático, um filho tem direito de habitar a casa de seu pai. Refiro-me, destaco, aos tupinambás originais, inquestionavelmente tupinambás.

Outro aspecto desta questão está na responsabilidade histórica: da mesma forma que o pai tem responsabilidade sobre o filho que gerou, os povos índios têm responsabilidade histórica sobre os mestiços que geraram. A limpeza étnica de mestiços é tão absurda quanto um pai ‘de raça’ gerar um filho mestiço, mas não aceitar conviver com ele por não ser de sua raça.

Estas verdades são insuportáveis para o petismo e o branco-indigenismo e contra elas há o que estes grupos costumam apresentar: propaganda, doutrinação acadêmica, palavras de ordem, barulho e repressão.

*Leão Alves é médico e secretário-geral do Movimento Nação Mestiça.

NOTA

À SOCIEDADE E REPRESENTAÇÕES CIVIS, MILITARES E RELIGIOSAS

A ação do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, no Sul da Bahia

Recentemente o CIMI encaminhou a ONU e, posteriormente, ao Papa Francisco, uma denúncia contra o governo brasileiro, alegando negligência e omissão em relação aos processos demarcatórios de terras indígenas. Entre os problemas fundiários abordados, foi colocada a questão aqui do Sul da Bahia, envolvendo pequenos agricultores familiares e supostos índios.

Para surpresa dos cristãos católicos, o documento foi assinado pelo presidente do CIMI, Dom Erwin Kräutler.

Durante a audiência, o presidente do CIMI chamou de truculenta a ação do governo pelo fato de ter colocado o Exército em nossa Região, para fazer cumprir a Lei e Ordem. Objetivo que, aliás, está longe ser cumprido, pelos inúmeros atentados e ameaças à vida de brasileiros desprotegidos, praticados por supostos índios Tupinambás de Olivença e da Serra do Padeiro.

Dom Erwin Kräutler, austríaco de origem, com atuação na região Norte do Brasil, que não conhece a nossa problemática, muitos menos a realidade dos milhares de pequenos agricultores, submetidos a toda sorte de atrocidades, vítimas de um movimento compostos por vários tipos de pessoas, falou de tudo ao Papa, esqueceu-se apenas de retratar a verdade dos fatos.

Deveria ter dito ao Papa, entre inúmeras outras questões, que a Igreja Católica emitiu centenas de registros eclesiásticos de propriedades aos produtores rurais, em 1856/58, e que dirigentes do CIMI, membros da mesma Igreja, dizem que esses títulos não têm validade alguma.

A Igreja Católica sempre pautou pelo respeito à verdade e as pessoas de qualquer etnia e raça. Nos momentos mais difíceis da história recente, esteve ao lado dos excluídos e marginalizados, pois foi assim que Jesus agiu e nós, como seus seguidores, precisamos fazer o mesmo.

A “Estória Enviesada”, levada ao Santo Padre por um elevado representante da Igreja, faz-nos lembrar dos Fariseus, dos Doutores da Lei, e dos Escribas, que negaram a verdade representada por Jesus, e tramaram a sua morte. Em episódio mais contemporâneo, de terrível lembrança, remete a postura de Hitler e seus seguidores, invertendo e/ou suprimindo a realidade dos fatos, em um trabalho nefasto de propaganda, com vistas a defesa de uma raça, tida por eles como pura, condenando às demais ao extermínio. É profundamente perversa a atitude de Dom Erwin Kräutler, ao dirigir-se ao Papa para pedir o chancelamento do Apartheid Étnico entre nós brasileiros, alicerçado por estudos tendenciosos, que poderão levar à mendicância e à marginalidade uma legião de irmãos em Cristo!

Sob a ótica das leis brasileiras, é possível que Dom Erwin Kräutler, como estrangeiro acolhido fraternalmente no Brasil, não tenha ainda fixado que a nossa Carta Magna, no seu Art. 5º, diz que: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Pois, se assim fosse, não contribuiria para tanta contenda entre nós brasileiros, que somos um povo formado de várias etnias, e que não tolera, de forma alguma, qualquer tipo de discriminação, seja ela sob o pretexto que for.

Como cristãos, não podemos nos calar ao ver que homens que pregam a Igualdade, a Justiça e a Fraternidade ajam como os fariseus hipócritas, que apenas pregavam, e não viviam verdadeiramente a Palavra do Salvador, que veio à Terra para que todos tenhamos vida em abundância.

Na carta de São Paulo aos Coríntios, 3,26-28, o projeto de Deus se revela claramente: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus”.

Ora, se somos iguais em Cristo e a Igreja ensina isso, por que então o CIMI prega a discriminação e o Apartheid Étnico, promovendo a segregação racial, a intolerância, defendendo território exclusivo para uma etnia, em alguns casos forjadas ou ressurgidas artificialmente, abandonando completamente as pessoas que não se autodeclara indígenas?

Os dirigentes do CIMI não falam em seus documentos que boa parte dos que hoje se dizem “índios” é formado de pequenos proprietários de terras, com documentos registrados em cartório; não registram que aqui existe recrutamento indiscriminado de “índios” nas ruas das periferias, com intuito de fortalecer o movimento; não dão ênfase às invasões violentas de pequenas propriedades, por indivíduos armados, com objetivo apenas de saquear a produção e roubar as criações, galinhas e porcos, deixando, logo após, as terras abandonadas; não mencionam, por exemplo, a expulsão de suas terras de pequenos agricultores e agricultoras, inclusive com crianças, sem direito a pegar suas vestes; não abordam a violência contra pessoas idosas e moradoras, com mais de oitenta anos, nas propriedades durante as invasões; nem de longe explicam porque grandes empreendimentos litorâneos e muitas propriedades de ditos “indígenas”, inclusive no Distrito de Olivença, ficaram de fora da área delimitada pela FUNAI; não justificam porque em poucos anos a população dos “Tupinambás” cresceu mais do que qualquer outra etnia ou raça existente na terra; não expõem a utilização pelos autodeclarados índios de armas de grosso calibre para atirar nas Polícias, inclusive a Federal, quando no cumprimento do seu dever; não comentam o fato de que mais de 90% das propriedades na região é composta por áreas em torno de 10 hectares e que há famílias com mais de quatro gerações na terra; não indicam, por exemplo, para onde irão vinte e duas mil pessoas, vitimas de uma verdadeira expropriação criminosa de suas terras; não comentam os golpes a partir de cadastramento de falsos índios, visando captação irregular de verbas e benefícios sociais, bem como o uso de veículos oficiais, escolares e locados para ilícitos; não abordam que já há mais de 300 Ocorrências Policiais registradas sobre invasões, com roubos, espancamentos, torturas e tentativas de assassinato, e que há dois meses um líder de um assentamento de reforma agrária, Juraci Santana, foi cruelmente assassinado e que teve suas duas orelhas levadas como troféu, na presença da família, à noite, porque não aceitou virar índio; e, também, não relataram ao Papa porque não visitaram a Sr. Adailton, pequeno agricultor, filho de Deus, que se encontra paraplégico, condenado a viver em uma cama, vítima de disparo de arma de fogo e de espancamento praticados por supostos índios durante uma invasão.

Deixaram de falar para o Papa que há entre nós um autodenominado cacique, que a partir das invasões de imóveis e expulsão dos seus legítimos proprietários, com o uso de armas de fogo de grosso calibre, se tornou o maior latifundiário da região cacaueira, colhendo atualmente algo em torno de 35.000 arrobas de cacau.

Cristo, em sua andança missionária pela Terra, pregou o amor, a caridade, o perdão e a convivência fraterna entre as pessoas. Apesar de dizer que pregam estes valores, infelizmente o que se observa hoje em alguns segmentos no meio cristão brasileiro, nos seus movimentos públicos, são ações que contradizem completamente aquilo que Jesus deixou como dogma para que os seus seguidores praticassem.

Ao lamentamos profundamente a postura de Dom Erwin Kräutler, elevamos as nossas preces ao Criador, para que o Santo Padre seja iluminado e determine diligências para apurar a verdade dos fatos, recomendando ao clérigo que atue para o fim das invasões de propriedades e da violência contra os pequenos agricultores familiares, bem como a devolução dos imóveis, enquanto se aguarda a manifestação definitiva da Justiça Brasileira.

Parabenizamos o governo baiano e brasileiro pela utilização do Exército para a Garantia da Lei e da Ordem, o que tem atenuado a barbárie que vinha sendo cometida contra os campesinos. Ao mesmo tempo, destacamos a necessidade imperiosa de permanência das tropas na região até a decisão final da Justiça, sob pena de voltarmos a lamentar a perda de vidas valiosas, o que acabou acontecendo quando as autoridades, pressionadas pelo CIMI, por ONGS internacionais e por setores radicais do governo, ordenaram o recuo da Força Nacional. O preço desse recuo covarde foi a vida do nosso companheiro e irmão, cidadão brasileiro, Juraci Santana!

Finalmente, a comunidade católica que compõe a ASPAIUB estará orando, permanentemente, para que a Face do Cristo Ressuscitado resplandeça em todos nós, e que, assim, possamos extirpar do nosso meio todo e qualquer pensamento ou ação que possa nos fazer desiguais, pois somos todos brasileiros e filhos e filhaS de um mesmo Deus que repudia todo e qualquer tipo DISCRIMINAÇÃO RACIAL.

Ilhéus, Una e Buerarema – BA, 15 de abril de 2014

Associação de Pequenos agricultores de Ilhéus, Una e Buerarema

De Portal do Zacarias, 29/04/2014.

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