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A Revolta Vermelha – Leão Alves

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1922, explode uma revolta de trabalhadores brancos comandada pelo Partido Comunista da África do Sul – objetivo: impedir a contratação de trabalhadores pretos e mestiços.

1922, explode uma revolta de trabalhadores brancos comandada pelo Partido Comunista da África do Sul – objetivo: impedir a contratação de trabalhadores pretos e mestiços.
No início do séc. XX, a indústria de mineração sul-africana distribuía racialmente seus cargos de modo que os brancos ocupavam as funções mais qualificadas e de direção, cabendo aos pretos e aos Coloureds, como são denominados os mestiços sul-africanos, as posições com remuneração menor.
No início da década de 1920 a economia mundial estava ainda enfraquecida pela I Guerra Mundial. Na África do Sul houve uma desvalorização do preço do ouro. Os empresários do setor decidiram, então, reduzir o número de trabalhadores, tanto brancos quanto pretos e mestiços. Outra medida para reduzir os custos de produção foi aumentar o percentual destes últimos, permitindo a eles ocuparem cargos reservados até então aos brancos.
Isto ia contra a corrente. Desde 1918, os trabalhadores brancos haviam conseguido estabelecer um acordo com os empresários que vedava aos pretos e mestiços preencherem uma vaga que fosse ocupada por um trabalhador branco.
Diante da crise, porém, os empresários decidiram abandonar o acordo. Demitiram 2.000 trabalhadores brancos semiqualificados e contrataram por um preço menor trabalhadores pretos e mestiços.
A atitude atiçou hostilidades. Pouco a pouco manifestações de protesto foram ocorrendo, inicialmente pontuais até, em 1922, explodir em rebelião.
Atendendo ao líder do Partido Comunista da África do Sul, William H. Andrews, o popular “Companheiro Bill”, os trabalhadores brancos comunistas iniciaram uma greve geral.
O Partido Comunista da África do Sul era filiado ao Comintern de Lênin. Era um reduto exclusivo para trabalhadores brancos que orgulhosa e desafiadoramente apelidavam a si mesmos como ‘vermelhos’. A famosa convocação de Karl Marx era declamada com um acréscimo esclarecedor: “Trabalhadores do mundo uni-vos e lutai por uma África do Sul branca!”
Nada de excepcional, considerando que o pai do comunismo também não destoava desta mentalidade.
Acendida a Revolta Vermelha, uniram-se ao movimento os trabalhadores das minas de ouro de East Rand, na atual cidade de Joanesburgo, batizando a revolta, que ficou também conhecida como Rebelião de Rand.
Outros trabalhadores foram-se unindo ao movimento. Além da agenda racista, alguns também defendiam o rompimento completo com a Inglaterra e a implantação de uma república.
O Partido Nacional, que viria no futuro a implantar o regime do apartheid, recusou participar da rebelião.
Grupos armados organizaram barricadas e ocorreram ataques contra pretos e mestiços. Os rebeldes tentaram tomar a cidade de Joanesburgo e com este fim buscaram a abundante munição existente para uso nas minas.
Os comandos vermelhos encorajaram os rebeldes a conseguir armas com os mineiros brancos sob o pretexto de defenderem mulheres e crianças de ataques por pretos.
Agindo com extrema violência, os comandos vermelhos detonavam explosões pela cidade. Para sufocar a rebelião, o governo enviou a artilharia e a força aérea.
A revolta foi declarada encerrada em 18 de março, com cerca de 200 mortos e 1.000 feridos. Quatro líderes foram condenados à morte. Consta que antes da execução, os condenados teriam cantado o hino da revolta, “A bandeira vermelha”.
Como consequência do episódio, leis de aumento das oportunidades para trabalhadores brancos foram estabelecidas: a Mines and Works Amendment Act, de 1926, firmou o princípio da barreira de cor para determinados cargos na indústria mineira.
Este fato histórico pode surpreender alguns, mas não deveria; isto se deve à pouca divulgação do mesmo e indica como a seleção do que é ou não ensinado nas escolas passa por um crivo ideológico e político.
A idéia de que o comunismo seja anti-racista não tem base histórica nem na própria ideologia nem no materialismo dialético, a corrente filosófica marxista.
A Revolta Vermelha também é importante para desfazer um preconceito arraigado no Brasil por anos de doutrinação marxista: a de que o comunismo seja radicalmente anti-racista. Este preconceito tem permitido o racismo ser implantado no país, com terríveis sofrimentos para milhares de famílias brasileiras, em sua maioria pessoas carentes.
Este preconceito anestesia e faz a maioria das pessoas sentirem-se seguras de que, simplesmente por ser apoiada por uma facção comunista, a mais segregacionista das políticas raciais não tem qualquer motivação ou objetivo racista.
A Revolta Vermelha, destaque-se, não foi uma manifestação isolada de racismo comunista. O nazismo não é neto do comunismo por acaso.
A instalação pelo PT de políticas de distinção racial de direitos entre brasileiros, a exemplo da promoção do indigenismo e das limpezas étnicas que o acompanham, e sua ação contra mestiçagem, não é um desvio casual, mas algo plenamente compatível com o comunismo, uma ideologia que não tem caráter e cujo discurso muda conforme a conveniência.
(Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça.)
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No início do séc. XX, a indústria de mineração sul-africana distribuía racialmente seus cargos de modo que os brancos ocupavam as funções mais qualificadas e de direção, cabendo aos pretos e aos Coloureds, como são denominados os mestiços sul-africanos, as posições com remuneração menor.

No início da década de 1920 a economia mundial estava ainda enfraquecida pela I Guerra Mundial. Na África do Sul houve uma desvalorização do preço do ouro. Os empresários do setor decidiram, então, reduzir o número de trabalhadores, tanto brancos quanto pretos e mestiços. Outra medida para reduzir os custos de produção foi aumentar o percentual destes últimos, permitindo a eles ocuparem cargos reservados até então aos brancos.

Isto ia contra a corrente. Desde 1918, os trabalhadores brancos haviam conseguido estabelecer um acordo com os empresários que vedava aos pretos e mestiços preencherem uma vaga que fosse ocupada por um trabalhador branco.

Diante da crise, porém, os empresários decidiram abandonar o acordo. Demitiram 2.000 trabalhadores brancos semiqualificados e contrataram por um preço menor trabalhadores pretos e mestiços.

A atitude atiçou hostilidades. Pouco a pouco manifestações de protesto foram ocorrendo, inicialmente pontuais até, em 1922, explodir em rebelião.

Atendendo ao líder do Partido Comunista da África do Sul, William H. Andrews, o popular “Companheiro Bill”, os trabalhadores brancos comunistas iniciaram uma greve geral.

O Partido Comunista da África do Sul era filiado ao Comintern de Lênin. Era um reduto exclusivo para trabalhadores brancos que orgulhosa e desafiadoramente apelidavam a si mesmos como ‘vermelhos’. A famosa convocação de Karl Marx era declamada com um acréscimo esclarecedor: “Trabalhadores do mundo uni-vos e lutai por uma África do Sul branca!”

Nada de excepcional, considerando que o pai do comunismo também não destoava desta mentalidade.

Acendida a Revolta Vermelha, uniram-se ao movimento os trabalhadores das minas de ouro de East Rand, na atual cidade de Joanesburgo, batizando a revolta, que ficou também conhecida como Rebelião de Rand.

Outros trabalhadores foram-se unindo ao movimento. Além da agenda racista, alguns também defendiam o rompimento completo com a Inglaterra e a implantação de uma república.

O Partido Nacional, que viria no futuro a implantar o regime do apartheid, recusou participar da rebelião.

Grupos armados organizaram barricadas e ocorreram ataques contra pretos e mestiços. Os rebeldes tentaram tomar a cidade de Joanesburgo e com este fim buscaram a abundante munição existente para uso nas minas.

Os comandos vermelhos encorajaram os rebeldes a conseguir armas com os mineiros brancos sob o pretexto de defenderem mulheres e crianças de ataques por pretos.

Agindo com extrema violência, os comandos vermelhos detonavam explosões pela cidade. Para sufocar a rebelião, o governo enviou a artilharia e a força aérea.

A revolta foi declarada encerrada em 18 de março, com cerca de 200 mortos e 1.000 feridos. Quatro líderes foram condenados à morte. Consta que antes da execução, os condenados teriam cantado o hino da revolta, “A bandeira vermelha”.

Como consequência do episódio, leis de aumento das oportunidades para trabalhadores brancos foram estabelecidas: a Mines and Works Amendment Act, de 1926, firmou o princípio da barreira de cor para determinados cargos na indústria mineira.

Este fato histórico pode surpreender alguns, mas não deveria; isto se deve à pouca divulgação do mesmo e indica como a seleção do que é ou não ensinado nas escolas passa por um crivo ideológico e político.

A idéia de que o comunismo seja anti-racista não tem base histórica nem na própria ideologia nem no materialismo dialético, a corrente filosófica marxista.

A Revolta Vermelha também é importante para desfazer um preconceito arraigado no Brasil por anos de doutrinação marxista: a de que o comunismo seja radicalmente anti-racista. Este preconceito tem permitido o racismo ser implantado no país, com terríveis sofrimentos para milhares de famílias brasileiras, em sua maioria pessoas carentes.

Este preconceito anestesia e faz a maioria das pessoas sentirem-se seguras de que, simplesmente por ser apoiada por uma facção comunista, a mais segregacionista das políticas raciais não tem qualquer motivação ou objetivo racista.

A Revolta Vermelha, destaque-se, não foi uma manifestação isolada de racismo comunista. O nazismo não é neto do comunismo por acaso.

A instalação pelo PT de políticas de distinção racial de direitos entre brasileiros, a exemplo da promoção do indigenismo e das limpezas étnicas que o acompanham, e sua ação contra mestiçagem, não é um desvio casual, mas algo plenamente compatível com o comunismo, uma ideologia que não tem caráter e cujo discurso muda conforme a conveniência.

(Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça.)

De Portal do Zacarias, 26/04/2014.

Posted in Artigos, Comunismo, Leão Alves, Português.


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