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Índios agridem e humilham mestiços em indiostão no Maranhão

Fotos divulgadas pela imprensa mostram chocantes cenas de violência no bantustão de Alto Turiaçu, no Estado do Maranhão. A resposta pífia do Governo Federal é reveladora da relativização dos “direitos humanos” no país.
Um homem com as mãos atadas às costas, sem as roupas de baixo e descalço correndo indefeso de um perseguidor segurando um porrete; este mesmo dirigindo o porrete contra um homem caído no chão também com as mãos amarradas; homens tendo suas calças rasgadas e arrancadas à força; outro cercado por lanças apontadas em sua direção – são alguns momentos registrados nas fotos.
Segundo o jornal Estadão, as imagens captadas por um fotógrafo da Agência Reuters seriam de um “embate entre índios kaapor e madeireiros”.
Os caaporos são um povo que migrou do Estado do Pará para o Estado do Maranhão. Como ocorre em diversos outros casos, as populações mestiças locais sofrem limpeza étnica para a criação dos bantustões indigenistas, mesmo quando os mestiços descendem de índios que habitaram a área antes do povo índio que ficará com a terra.
Nem todas as pessoas têm autorização para ação policial e mesmo os que têm não podem ir além do que a lei permite. Segundo afirmação de um índio, porém, os atingidos pelo ataque tiveram braços e pernas quebradas e depois teriam sido “soltos” na floresta.
Como não devia acontecer, mas como era de se esperar de um governo petista, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República silenciou. “Direitos humanos” tem sido um espaço de disputas que não são de agora.
Na ONU, governos e grupos políticos, que incluem até representantes de regimes como as ditaduras cubana e norte-coreana, p. ex., buscam ditar o que é e o que não é “direito humano”.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos não foi trazida por um anjo ou por um profeta, embora seja apresentada por alguns governos e ONGs, segundo a conveniência, como se tivesse sido assim.
Em 1948, quando foi adotada pela Assembleia Geral da ONU, a Declaração tinha entre os 48 países que a aprovaram o Haiti, cujo presidente, Dumarsais Estimé, era acusado de discriminar a população mulata do país; os Estados Unidos, onde diversos Estados proibiam casamentos inter-raciais e discriminavam legalmente os pretos do país, descendentes de escravos; e a Libéria, na qual descendentes destes pretos escravizados nos Estados Unidos monopolizavam – por lei – o governo e excluíam os africanos locais.
Os governos de Cuba e da China, que ainda não estavam sob regimes comunistas, assinaram a Declaração. Países à época sob governos comunistas, como a União Soviética, Ucrânia, Polônia, Tchecoslováquia, Iugoslávia e Bielorrússia, abstiveram-se ao lado da União da África do Sul, que iniciava a implantação das políticas de apartheid racial.
A África do Sul é membro-fundador da ONU e só em 1974 foi suspensa – não expulsa – da organização.
A Libéria ainda hoje contem em sua constituição que somente pretos e descendentes de pretos podem pleitear a obtenção da nacionalidade liberiana.
Assim, desde seu nascimento, a origem dos “direitos humanos” não se diferencia da rinha política que gera leis e normas. Mesmo com este passado, a Declaração tem sido objeto de desejo dos que pretendem ditar a moral universal conforme suas pretensões políticas na “guerra entre morais”.
Ditar a moral aqui significa eliminar qualquer crítica ao conteúdo dos “direitos humanos” que os senhores da política conseguirem inserir nesta expressão. No Brasil, p. ex., o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3 do Governo Federal causou grande polêmica ao colocar os “direitos humanos” nos termos do petismo: abortismo, controle populacional disfarçado, hostilidade ao Cristianismo, assimilação dos pardos e mulatos.
O contraste entre a atenção dada pelo Governo Federal e grupos governistas ao caso do suposto assaltante despido e preso com uma trava de bicicleta a um poste e a dada aos supostos invasores despidos, amarrados e surrados em um bantustão mostram que os “direitos humanos” continuam a ser não um oásis de justiça como desejariam homens de boa vontade, mas uma peça do xadrez político, movida ou sacrificada conforme a necessidade dos grandes mestres da política – e isto não é um elogio.
(Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Nação Mestiça.)

Fotos divulgadas pela imprensa mostram chocantes cenas de violência no bantustão de Alto Turiaçu, no Estado do Maranhão. A resposta pífia do Governo Federal é reveladora da relativização dos “direitos humanos” no país.

Violência em bantustão brasileiro

Leão Alves

Um homem com as mãos atadas às costas, sem as roupas de baixo e descalço correndo indefeso de um perseguidor segurando um porrete; este mesmo dirigindo o porrete contra um homem caído no chão também com as mãos amarradas; homens tendo suas calças rasgadas e arrancadas à força; outro cercado por lanças apontadas em sua direção – são alguns momentos registrados nas fotos.

Segundo o jornal Estadão, as imagens captadas por um fotógrafo da Agência Reuters seriam de um “embate entre índios kaapor e madeireiros”.

Os caaporos são um povo que migrou do Estado do Pará para o Estado do Maranhão. Como ocorre em diversos outros casos, as populações mestiças locais sofrem limpeza étnica para a criação dos bantustões indigenistas, mesmo quando os mestiços descendem de índios que habitaram a área antes do povo índio que ficará com a terra.

Nem todas as pessoas têm autorização para ação policial e mesmo os que têm não podem ir além do que a lei permite. Segundo afirmação de um índio, porém, os atingidos pelo ataque tiveram braços e pernas quebradas e depois teriam sido “soltos” na floresta.

Como não devia acontecer, mas como era de se esperar de um governo petista, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República silenciou. “Direitos humanos” tem sido um espaço de disputas que não são de agora.

Na ONU, governos e grupos políticos, que incluem até representantes de regimes como as ditaduras cubana e norte-coreana, p. ex., buscam ditar o que é e o que não é “direito humano”.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos não foi trazida por um anjo ou por um profeta, embora seja apresentada por alguns governos e ONGs, segundo a conveniência, como se tivesse sido assim.

Em 1948, quando foi adotada pela Assembleia Geral da ONU, a Declaração tinha entre os 48 países que a aprovaram o Haiti, cujo presidente, Dumarsais Estimé, era acusado de discriminar a população mulata do país; os Estados Unidos, onde diversos Estados proibiam casamentos inter-raciais e discriminavam legalmente os pretos do país, descendentes de escravos; e a Libéria, na qual descendentes destes pretos escravizados nos Estados Unidos monopolizavam – por lei – o governo e excluíam os africanos locais.

Os governos de Cuba e da China, que ainda não estavam sob regimes comunistas, assinaram a Declaração. Países à época sob governos comunistas, como a União Soviética, Ucrânia, Polônia, Tchecoslováquia, Iugoslávia e Bielorrússia, abstiveram-se ao lado da União da África do Sul, que iniciava a implantação das políticas de apartheid racial.

A África do Sul é membro-fundador da ONU e só em 1974 foi suspensa – não expulsa – da organização.

A Libéria ainda hoje contem em sua constituição que somente pretos e descendentes de pretos podem pleitear a obtenção da nacionalidade liberiana.

Assim, desde seu nascimento, a origem dos “direitos humanos” não se diferencia da rinha política que gera leis e normas. Mesmo com este passado, a Declaração tem sido objeto de desejo dos que pretendem ditar a moral universal conforme suas pretensões políticas na “guerra entre morais”.

Ditar a moral aqui significa eliminar qualquer crítica ao conteúdo dos “direitos humanos” que os senhores da política conseguirem inserir nesta expressão. No Brasil, p. ex., o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3 do Governo Federal causou grande polêmica ao colocar os “direitos humanos” nos termos do petismo: abortismo, controle populacional disfarçado, hostilidade ao Cristianismo, assimilação dos pardos e mulatos.

O contraste entre a atenção dada pelo Governo Federal e grupos governistas ao caso do suposto assaltante despido e preso com uma trava de bicicleta a um poste e a dada aos supostos invasores despidos, amarrados e surrados em um bantustão mostram que os “direitos humanos” continuam a ser não um oásis de justiça como desejariam homens de boa vontade, mas uma peça do xadrez político, movida ou sacrificada conforme a necessidade dos grandes mestres da política – e isto não é um elogio.

Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Nação Mestiça.

De Portal do Zacarias, 14/07/2014.

Posted in Artigos, Leão Alves, Petismo.


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