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A cor da Dilma – Leão Alves

Não, presidente Dilma, Vossa Excelência não é “pardinha”. Vossa cor é outra: é a cor do petismo buscando o voto dos pardos para continuar a marginalizá-los.
Presidente, o site do Tribunal Superior Eleitoral informa que Vossa Excelência declarou-se branca na inscrição de sua candidatura. Nesta semana, porém, diversos jornais noticiaram que Vossa Excelência agora afirma ser “meio pardinha”. A expressão combina perfeitamente com o empenho de vosso governo em diminuir o pardo brasileiro. Como parece que a senhora não sabe qual sua cor, talvez possamos ajudá-la a saber o que é um pardo.
Pardos, presidente, são os mestiços que se identificam como mestiços. Não são aqueles que “mudam de cor” conforme a conveniência.
Não é, assim, a cor daqueles que, como o partido de Vossa Excelência, fazem um projeto de lei como o Estatuto da Igualdade Racial que nega aos pardos sua identidade própria e mestiça para impor-lhes uma raça conforme a conveniência petista. Não é a cor de vosso sorriso quando o sancionou convertendo-o em lei.
Pardo também não é a cor da sua alegria ao promover limpeza étnica de crianças, mulheres, idosos, e trabalhadores brasileiros pardos para a criação de territórios raciais indigenistas. Não é a cor das balas, dos cassetetes e das algemas usados contra o povo mestiço em Raposa e Serra do Sol, em Suiá Missu, em Buerarema e em tantos outros espaços de segregação racial promovidos e implantados em vosso governo.
Pardo, presidente, e não “pardinha”, é a cor do amor do branco Caramuru pela índia Paraguaçu, é a cor da feliz mestiçagem de todos os casais de cores e origens diversas que deu origem ao povo brasileiro. Pardo não é a cor do racismo.
Pardo não é uma “massa” a ser subordinada à política racial de educação anti-mestiça de seu governo.
Pardo é a cor dos caboclos que seu governo exige que se identifiquem como negros para receberem atendimento em sua política de “igualdade racial”.
Pardo é a cor dos mulatos ofendidos abertamente e reiteradamente pelo petismo até em tribuna do Congresso Nacional.
Sua cor, presidente, diferentemente, é a da exclusão dos pardos dos debates e das políticas publicas. É a cor dos capitães-do-mato do projeto de balcanização do Brasil promovido por magnatas encastelados em ONGs e agencias governamentais sediadas na União Européia e nos EUA.
Sua cor é a do indigenismo de Hendrik Verwoerd que instalou o apartheid na África do Sul para evitar a mestiçagem e a do masismo de Evo Morales que, como o petismo no Brasil, tenta apagar o povo mestiço daquele pais.
Sua cor, presidente, é a das tentativas de intimidar o movimento mestiço.
Sua cor é a do racismo e do eugenismo cujos agentes promovem o abortismo para, entre outras, reduzir a população parda na America Latina.
Sua cor é a do petismo apresentando projeto de lei que visa criar “territórios culturais” para preservar “identidade racial e étnica” contra a mestiçagem.
Sua cor é a de um pais de índios, brancos, negros e amarelos, mas sem pardos.
Sua cor, presidente, é a de um ex-Brasil.
(Leão Alves é médico e presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça.)

Não, presidente Dilma, Vossa Excelência não é “pardinha”. Vossa cor é outra: é a cor do petismo buscando o voto dos pardos para continuar a marginalizá-los.

Presidente, o site do Tribunal Superior Eleitoral informa que Vossa Excelência declarou-se branca na inscrição de sua candidatura. Nesta semana, porém, diversos jornais noticiaram que Vossa Excelência agora afirma ser “meio pardinha”. A expressão combina perfeitamente com o empenho de vosso governo em diminuir o pardo brasileiro. Como parece que a senhora não sabe qual sua cor, talvez possamos ajudá-la a saber o que é um pardo.

Pardos, presidente, são os mestiços que se identificam como mestiços. Não são aqueles que “mudam de cor” conforme a conveniência.

Não é, assim, a cor daqueles que, como o partido de Vossa Excelência, fazem um projeto de lei como o Estatuto da Igualdade Racial que nega aos pardos sua identidade própria e mestiça para impor-lhes uma raça conforme a conveniência petista. Não é a cor de vosso sorriso quando o sancionou convertendo-o em lei.

Pardo também não é a cor da sua alegria ao promover limpeza étnica de crianças, mulheres, idosos, e trabalhadores brasileiros pardos para a criação de territórios raciais indigenistas. Não é a cor das balas, dos cassetetes e das algemas usados contra o povo mestiço em Raposa e Serra do Sol, em Suiá Missu, em Buerarema e em tantos outros espaços de segregação racial promovidos e implantados em vosso governo.

Pardo, presidente, e não “pardinha”, é a cor do amor do branco Caramuru pela índia Paraguaçu, é a cor da feliz mestiçagem de todos os casais de cores e origens diversas que deu origem ao povo brasileiro. Pardo não é a cor do racismo.

Pardo não é uma “massa” a ser subordinada à política racial de educação anti-mestiça de seu governo.

Pardo é a cor dos caboclos que seu governo exige que se identifiquem como negros para receberem atendimento em sua política de “igualdade racial”.

Pardo é a cor dos mulatos ofendidos abertamente e reiteradamente pelo petismo até em tribuna do Congresso Nacional.

Sua cor, presidente, diferentemente, é a da exclusão dos pardos dos debates e das políticas publicas. É a cor dos capitães-do-mato do projeto de balcanização do Brasil promovido por magnatas encastelados em ONGs e agencias governamentais sediadas na União Européia e nos EUA.

Sua cor é a do indigenismo de Hendrik Verwoerd que instalou o apartheid na África do Sul para evitar a mestiçagem e a do masismo de Evo Morales que, como o petismo no Brasil, tenta apagar o povo mestiço daquele pais.

Sua cor, presidente, é a das tentativas de intimidar o movimento mestiço.

Sua cor é a do racismo e do eugenismo cujos agentes promovem o abortismo para, entre outras, reduzir a população parda na America Latina.

Sua cor é a do petismo apresentando projeto de lei que visa criar “territórios culturais” para preservar “identidade racial e étnica” contra a mestiçagem.

Sua cor é a de um pais de índios, brancos, negros e amarelos, mas sem pardos.

Sua cor, presidente, é a de um ex-Brasil.

Leão Alves é médico e presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro – Nação Mestiça.

De Portal do Zacarias, 10/10/2014.

Posted in Artigos, Leão Alves, Petismo.


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