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Governo negro promove limpeza étnica de mestiços na África do Sul

Presidente Jacob Zuma, da África do Sul. Governo promove limpeza étnica para reduzir poder político dos mestiços.

Mais de 1 milhão de mestiços, que formam a maioria da população da Província do Cabo mas são minoria a nível nacional, terão de migrar para outras províncias devido à política de “ação afirmativa” no emprego adotada pelo governo da África do Sul. O país é comandado pelo Congresso Nacional Africano (CNA), partido da maioria preta que governa a África do Sul desde o fim do regime de apartheid.

A Província do Cabo é a maior do país e onde o CNA tem tido piores resultados eleitorais, em parte devido à impopularidade do partido junto à população mestiça, os Coloureds, em sua maioria falante do idioma africâner, o mesmo da população branca. Embora tenham participado dos movimentos de luta contra o apartheid, com a chegada do CNA ao poder os mestiços continuaram marginalizados.

Reduzir a população mestiça na província e enviá-la para regiões de maioria negra é uma preocupação que chegou a ser expressa por um porta-voz do governo numa entrevista na televisão. Jimmy Manyi, porta-voz do governo da África do Sul, em março de 2010, defendeu no programa de TV Robinson Regstreeks que os mestiços deveriam “estender-se a outras partes do país porque estão muito concentrados na Província do Cabo” e que deveriam “entender todo o país como sendo deles” (video abaixo). A declaração causou revolta e polêmica, pois deslocar populações com finalidades políticas era uma prática adotada pelo regime do apartheid.

O governo adota a demografia nacional para a distribuição racial das vagas de emprego nas províncias, resultando sempre num número maior de vagas para os pretos, inclusive na Província do Cabo, forçando a migração da população mestiça e estimulando a imigração da população preta para esta.

O sindicato Solidarity, com base em dados oficiais, informa que os mestiços constituem 51% da população da Província do Cabo, mas têm direito a apenas 8% das vagas de emprego oferecidas pela “ação afirmativa” do governo na província, por serem somente 8% da população do país. Segundo o sindicato, cerca de 190.000 brancos deverão deixar a província do Cabo e 300.000 pretos a província de Limpopo. Segundo o chefe executivo do sindicato, Dirk Hermann, isto levará a uma engenharia social em larga escala. Os que defendem a política do governo negro dizem estar promovendo uma sociedade mais integrada.

Com informações de IOL, 19/02/2015.

Posted in Português, Verwoerdismo | Indigenismo.