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Apartheid vermelho: PT quer vagas exclusivas para índios no Legislativo – Leão Alves

Nova Imagem (2)A maioria dos brasileiros ainda não atentou para a relação entre Desmestiçagem, cotas raciais e políticas de segregação territorial que vêm sendo implantadas no Brasil e que estão avançando especialmente nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Este processo agora se dirige para a racialização da representação política com marginalização dos mestiços.

No ano de 2013, o PT foi autor de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que vai no sentido de implantar no Brasil um sistema de representação parlamentar assemelhado ao do apartheid sul-africano. Pela PEC 320/13, apresentada pelo deputado federal Nilmário Miranda, do PT de Minas Gerais, serão reservadas aos índios quatro vagas na Câmara dos Deputados.
Difere da PEC 116/11, também do PT, apresentada pelo deputado federal Luíz Alberto, da Bahia, que cria cotas para negros no Legislativo federal, estadual e municipal, pelo fato de somente pessoas da raça índia poderem votar para as quatro vagas.
Uma pessoa desavisada poderá dizer, “São só quatro vagas. Qual o problema?” O petismo é muito bom nisso: apresentar nos mais belos embrulhos os melhores fogos de artifício.
Colocar na ordem constitucional uma representação política com base racial, especialmente quando tanto o candidato quanto o eleitor devem ser da mesma raça, significa tornar admissível constitucionalmente a divisão política do povo brasileiro por raça. Mais do que isso, abre um caminho para representação por parlamentos raciais – ou alguém duvida que a demanda seguinte será “equilibrar as representações raciais”? Mudar raça por etnia não modifica em nada o caráter segregacionista.
Esta implantação quase sem resistência do apartheid deve-se a um dos preconceitos mais arraigados no país, o de que o marxismo esteja blindado contra o racismo e o de que seja uma ideologia antirracista.
Preconceitos como estes fazem com que pessoas de boa fé não esbocem qualquer temor e muito menos qualquer reação quando um governo marxista tem uma política com berrantes características de outras implantadas em regimes notoriamente racistas.
Outros, embora vendo com tristeza o avanço do racismo, pateticamente temem ser rotulados negativamente se vierem a contrapor-se à agenda racial que o marxismo vem implantando no Brasil.
A quase nenhuma reação a estas propostas petistas pela grande mídia chama a atenção para a influência branco-indigenista sobre esta.
Notório é que o petismo com estas PECs demonstrou mais uma vez o seu verwoerdismo.
Na África do Sul, os brancos defensores do apartheid estabeleceram na Constituição de 1983 três parlamentos: um para os brancos, com 166 membros; um para os mestiços (Coloureds), com 80 membros; e um para os indianos, com 40 membros. Os pretos, a maioria da população, estavam excluídos do sistema. Eleitores brancos só podiam votar em candidatos brancos, eleitores mestiços somente em candidatos mestiços e eleitores indianos somente em candidatos indianos.
Pelo modelo, havia questões gerais a serem tratadas por todos os três e questões próprias relativas a cada comunidade (branca, mestiça e indiana) e que cada parlamento deveria cuidar de forma independente. Tudo isso alegadamente em nome da beleza da diversidade.
O sistema, porém, não ganhou a confiança dos mestiços e indianos pois, sendo racista, era feito de forma a assegurar a hegemonia do parlamento branco sobre os outros dois, especialmente em decisões mais importantes.
Isto era previsível porque, embora houvesse um parlamento para mestiços, o objetivo do verwoerdismo era a manutenção do supremacismo branco dividindo os outros grupos e, como toda ideologia racista, era contra mestiçagem, não se constrangendo em declarar isto. O regime chegou até a criar um bantustão para mestiços na Namíbia.
Uma diferença importante, porém, está em que enquanto na África do Sul os verwoerdistas excluíam politicamente a maioria preta, no Brasil o branco-indigenismo do partido da presidente branca Dilma Rousseff exclui politicamente a maioria mestiça promovendo sua assimilação numa identidade negra.
Quando os verwoerdistas excluíam os pretos do seu sistema parlamentar isto significava colocá-los à margem da vida política. Somente se um preto fosse classificado como mestiço ou como indiano ele teria alguma participação política oficial, mas não como preto.
No Brasil, a marginalização dos mestiços pelo petismo se dá pelo seu apagamento no sistema de cotas raciais implantado e caminha no sentido de fazer o mesmo no sistema parlamentar do país: o mestiço para participar do sistema terá que ser classificado como negro, como índio ou como branco. E estas opções não ficarão a cargo dos mestiços, mas dos tribunais raciais para os quais os mestiços submissamente deverão solicitar um aval.
Esta política petista é expressão de um processo de desvalorização e até hostilização da mestiçagem elaborado notadamente por intelectuais uspianos de esquerda, em sua maioria brancos.
Embora distinguindo-se destes e reconhecendo o caráter mestiço da nacionalidade brasileira – e até afirmando que “mestiço é que é bom” -, para Darcy Ribeiro “é preciso reconhecer (…) que o apartheid tem conteúdos de tolerância que aqui se ignoram. Quem afasta o alterno e o põe à distância maior possível, admite que ele conserve, lá longe, sua identidade, continuando a ser ele mesmo”, no que tangencia o que o criador do apartheid, Hendrik Verwoerd, afirmava sobre este, “Não há política de opressão aqui, mas de criar uma situação que nunca existiu para os bantos, isto é, que, levando em consideração as suas línguas, tradições, história e diferentes comunidades nacionais, eles possam passar por um desenvolvimento deles próprios”.
Em contraste, Gilberto Freyre destacava o poder da mestiçagem contra a segregação nos relacionamentos entre brancos e pretos, “essa atração se verifica tanto nos Estados Unidos como no país por excelência de segregação: a União Sul-Africana. Num e noutro, a atração branco-preto tende a vencer as últimas tentativas segregacionistas”.
Enquanto no Brasil o discurso do “racismo assimilacionista” que visaria eliminar os negros e índios pela mestiçagem ainda estava nas discussões acadêmicas, na África do Sul o apartheid já estava no meio do povo estabelecendo seus “territórios indígenas”, os bantustões, com hinos e bandeiras próprias.
Alguns bantustões chegaram a ser declarados independentes. No Brasil o racismo separatista ainda não atingiu esta etapa, mas após já ter sido avisado há muito por nacionalistas, patriotas, conservadores, direitistas, independentes e outros que o petismo costuma tachar como “reacionários”, parece que agora objetivo final desta política começa a se revelar.
O trecho da entrevista à Folha de São Paulo abaixo é de um dos fundadores do PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), em novembro de 2013:
“FOLHA: Mas problema indígena tem.
“Indígena é um problema. Porque a sociedade só sabe tratar indígena absorvendo e descaracterizando. Para tratar dessa questão é preciso, na verdade, de uma revolução de alto nível. Qual é essa revolução de alto nível? É reconhecer que há um Estado indígena.
“FOLHA: Estado indígena?
“É. A real solução. Há um Estado indígena. E o Estado capitalista no Brasil não pode tratar essa questão, não sabe tratar essa questão. Ele só sabe tratar indígena atropelando, matando, trazendo para dentro da chamada civilização. Os irmãos Vilas-Boas são os arautos dessa solução. Eles são ótimos, mas a visão deles estava equivocada. A real solução é de uma gravidade que a gente nem pode propor. Trata-se de um Estado indígena. Separa. Separa. E nada de integrar. Deixa. Ajuda até eles a proporem suas próprias… Ninguém tem coragem de dizer isso no Brasil. Então todo mundo quer integrar. Para integrar, você machuca, você mata, você dissolve as formações indígenas”.
Ou seja, a simpatia pelos índios seria tamanha que prefeririam vê-los separados do Estado brasileiro a vê-los integrarem-se – especialmente por algo como mestiçagem. É o tocante poder branco do petismo. Os conflitos étnicos em Humaitá, Manicoré, Apuí, Autazes, Careiro da Várzea, Buerarema, São João do Caru, Suiá Missu e outros municípios e localidades indicam, porém, que isto não é mais só um embate acadêmico.
*Leão Alves é médico e secretário-geral do Movimento Nação Mestiça.

A maioria dos brasileiros ainda não atentou para a relação entre Desmestiçagem, cotas raciais e políticas de segregação territorial que vêm sendo implantadas no Brasil e que estão avançando especialmente nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Este processo agora se dirige para a racialização da representação política com marginalização dos mestiços.

No ano de 2013, o PT foi autor de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que vai no sentido de implantar no Brasil um sistema de representação parlamentar assemelhado ao do apartheid sul-africano. Pela PEC 320/13, apresentada pelo deputado federal Nilmário Miranda, do PT de Minas Gerais, serão reservadas aos índios quatro vagas na Câmara dos Deputados.

Difere da PEC 116/11, também do PT, apresentada pelo deputado federal Luíz Alberto, da Bahia, que cria cotas para negros no Legislativo federal, estadual e municipal, pelo fato de somente pessoas da raça índia poderem votar para as quatro vagas.

Uma pessoa desavisada poderá dizer, “São só quatro vagas. Qual o problema?” O petismo é muito bom nisso: apresentar nos mais belos embrulhos os melhores fogos de artifício.

Colocar na ordem constitucional uma representação política com base racial, especialmente quando tanto o candidato quanto o eleitor devem ser da mesma raça, significa tornar admissível constitucionalmente a divisão política do povo brasileiro por raça. Mais do que isso, abre um caminho para representação por parlamentos raciais – ou alguém duvida que a demanda seguinte será “equilibrar as representações raciais”? Mudar raça por etnia não modifica em nada o caráter segregacionista.

Esta implantação quase sem resistência do apartheid deve-se a um dos preconceitos mais arraigados no país, o de que o marxismo esteja blindado contra o racismo e o de que seja uma ideologia antirracista.

Preconceitos como estes fazem com que pessoas de boa fé não esbocem qualquer temor e muito menos qualquer reação quando um governo marxista tem uma política com berrantes características de outras implantadas em regimes notoriamente racistas.

Outros, embora vendo com tristeza o avanço do racismo, pateticamente temem ser rotulados negativamente se vierem a contrapor-se à agenda racial que o marxismo vem implantando no Brasil.

A quase nenhuma reação a estas propostas petistas pela grande mídia chama a atenção para a influência branco-indigenista sobre esta.

Notório é que o petismo com estas PECs demonstrou mais uma vez o seu verwoerdismo.

Na África do Sul, os brancos defensores do apartheid estabeleceram na Constituição de 1983 três parlamentos: um para os brancos, com 166 membros; um para os mestiços (Coloureds), com 80 membros; e um para os indianos, com 40 membros. Os pretos, a maioria da população, estavam excluídos do sistema. Eleitores brancos só podiam votar em candidatos brancos, eleitores mestiços somente em candidatos mestiços e eleitores indianos somente em candidatos indianos.

Pelo modelo, havia questões gerais a serem tratadas por todos os três e questões próprias relativas a cada comunidade (branca, mestiça e indiana) e que cada parlamento deveria cuidar de forma independente. Tudo isso alegadamente em nome da beleza da diversidade.

O sistema, porém, não ganhou a confiança dos mestiços e indianos pois, sendo racista, era feito de forma a assegurar a hegemonia do parlamento branco sobre os outros dois, especialmente em decisões mais importantes.

Isto era previsível porque, embora houvesse um parlamento para mestiços, o objetivo do verwoerdismo era a manutenção do supremacismo branco dividindo os outros grupos e, como toda ideologia racista, era contra mestiçagem, não se constrangendo em declarar isto. O regime chegou até a criar um bantustão para mestiços na Namíbia.

Uma diferença importante, porém, está em que enquanto na África do Sul os verwoerdistas excluíam politicamente a maioria preta, no Brasil o branco-indigenismo do partido da presidente branca Dilma Rousseff exclui politicamente a maioria mestiça promovendo sua assimilação numa identidade negra.

Quando os verwoerdistas excluíam os pretos do seu sistema parlamentar isto significava colocá-los à margem da vida política. Somente se um preto fosse classificado como mestiço ou como indiano ele teria alguma participação política oficial, mas não como preto.

No Brasil, a marginalização dos mestiços pelo petismo se dá pelo seu apagamento no sistema de cotas raciais implantado e caminha no sentido de fazer o mesmo no sistema parlamentar do país: o mestiço para participar do sistema terá que ser classificado como negro, como índio ou como branco. E estas opções não ficarão a cargo dos mestiços, mas dos tribunais raciais para os quais os mestiços submissamente deverão solicitar um aval.

Esta política petista é expressão de um processo de desvalorização e até hostilização da mestiçagem elaborado notadamente por intelectuais uspianos de esquerda, em sua maioria brancos.

Embora distinguindo-se destes e reconhecendo o caráter mestiço da nacionalidade brasileira – e até afirmando que “mestiço é que é bom” -, para Darcy Ribeiro “é preciso reconhecer (…) que o apartheid tem conteúdos de tolerância que aqui se ignoram. Quem afasta o alterno e o põe à distância maior possível, admite que ele conserve, lá longe, sua identidade, continuando a ser ele mesmo”, no que tangencia o que o criador do apartheid, Hendrik Verwoerd, afirmava sobre este, “Não há política de opressão aqui, mas de criar uma situação que nunca existiu para os bantos, isto é, que, levando em consideração as suas línguas, tradições, história e diferentes comunidades nacionais, eles possam passar por um desenvolvimento deles próprios”.

Em contraste, Gilberto Freyre destacava o poder da mestiçagem contra a segregação nos relacionamentos entre brancos e pretos, “essa atração se verifica tanto nos Estados Unidos como no país por excelência de segregação: a União Sul-Africana. Num e noutro, a atração branco-preto tende a vencer as últimas tentativas segregacionistas”.

Enquanto no Brasil o discurso do “racismo assimilacionista” que visaria eliminar os negros e índios pela mestiçagem ainda estava nas discussões acadêmicas, na África do Sul o apartheid já estava no meio do povo estabelecendo seus “territórios indígenas”, os bantustões, com hinos e bandeiras próprias.

Alguns bantustões chegaram a ser declarados independentes. No Brasil o racismo separatista ainda não atingiu esta etapa, mas após já ter sido avisado há muito por nacionalistas, patriotas, conservadores, direitistas, independentes e outros que o petismo costuma tachar como “reacionários”, parece que agora objetivo final desta política começa a se revelar.

O trecho da entrevista à Folha de São Paulo abaixo é de um dos fundadores do PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), em novembro de 2013:

“FOLHA: Mas problema indígena tem.

“Indígena é um problema. Porque a sociedade só sabe tratar indígena absorvendo e descaracterizando. Para tratar dessa questão é preciso, na verdade, de uma revolução de alto nível. Qual é essa revolução de alto nível? É reconhecer que há um Estado indígena.

“FOLHA: Estado indígena?

“É. A real solução. Há um Estado indígena. E o Estado capitalista no Brasil não pode tratar essa questão, não sabe tratar essa questão. Ele só sabe tratar indígena atropelando, matando, trazendo para dentro da chamada civilização. Os irmãos Vilas-Boas são os arautos dessa solução. Eles são ótimos, mas a visão deles estava equivocada. A real solução é de uma gravidade que a gente nem pode propor. Trata-se de um Estado indígena. Separa. Separa. E nada de integrar. Deixa. Ajuda até eles a proporem suas próprias… Ninguém tem coragem de dizer isso no Brasil. Então todo mundo quer integrar. Para integrar, você machuca, você mata, você dissolve as formações indígenas”.

Ou seja, a simpatia pelos índios seria tamanha que prefeririam vê-los separados do Estado brasileiro a vê-los integrarem-se – especialmente por algo como mestiçagem. É o tocante poder branco do petismo. Os conflitos étnicos em Humaitá, Manicoré, Apuí, Autazes, Careiro da Várzea, Buerarema, São João do Caru, Suiá Missu e outros municípios e localidades indicam, porém, que isto não é mais só um embate acadêmico.

Leão Alves é médico e secretário-geral do Movimento Nação Mestiça.

De Portal do Zacarias, 04/01/2014.

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