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Presidente do Brasil prepara nova limpeza étnica de mestiços – Leão Alves

O governo federal brasileiro parece estar criando uma nova tradição: a limpeza étnica de Natal. Em dezembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff empreendeu a Desmestiçagem de Suiá Missu, no Estado do Mato Grosso; neste mês de dezembro de 2013, são os mestiços do Estado de Maranhão os ameaçados de expulsão de suas terras.
O verwoerdismo – a ideologia do sistema de apartheid sul-africano – adotado pela presidente petista apoia a criação de territórios raciais e étnicos segregados para indígenas, sendo na versão do governo federal somada à eliminação oficial do povo mestiço pela sua assimilação na identidade negra.
A invisibilização do povo mestiço ocorre, entre outros, por um “problema” que a sua existência enquanto etnia causa ao verwoerdismo no Brasil. O argumento – e a propaganda – principal para tentar justificar a limpeza étnica de não-índios afirma que os índios estavam na terra antes da chegada dos brancos. Ocorre que este argumento “não funciona” contra o povo mestiço pois este é também nativo por ter sido gerado pelos próprios índios, possuindo, por isto, também direitos originários sobre a terra.
Em determinadas situações, mestiços já habitavam ou descendem de etnias índias que habitaram o território antes daquela que reclama a terra e/ou para a qual o governo federal deseja criar um dos seus bantustões. O que está ocorrendo no Estado do Maranhão, em municípios como Carutapera e São João do Caru, é um exemplo destes casos.
Os guajás, ou auás (nos documentos da Funai, Awá), não são uma etnia originária do Estado do Maranhão, como a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) reconheceu e publicou em Diário Oficial, em 1992. Os auás, afirma a Funai, com referência acadêmica, são provavelmente provenientes do Baixo Tocantins e do Alto Moju, no Estado do Pará. Teriam migrado para o Maranhão especialmente após a Cabanagem, ocorrida entre 1835 e 1840, ou seja, séculos depois da presença de mestiços.
No Amazonas, situação assemelhada ocorre em territórios habitados pelo povo mestiço nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea, onde o governo federal pretende ampliar territórios exclusivos para índios muras.
No Maranhão, onde cerca de 1.200 famílias são o alvo da expulsão, há promessa de resistência.
Mas o que fará a mídia branco-indigenista? Provavelmente o que costuma fazer: divulgará notícias referindo-se a mestiços como “homens brancos”, invasores ou intrusos.
Esta maneira de se expressar não se restringe, porém, à mídia governista, assumidamente petista ou assemelhada. O discurso que predomina na mídia ruralista, p. ex., não se afasta muito da linguagem branco-indigenista. Na mídia ruralista, o conflito aparece, salvo raríssimas exceções, como sendo entre brancos e índios e restrita a produtores e índios – como se professores, pedreiros, porteiros, pessoas de outras profissões não estivessem incomodadas pela limpeza étnica ou a enfrentando. Ninguém é expulso nas criações dos bantustões por ser desta ou daquela profissão, mas por ser desta ou daquela raça e etnia. O conflito e a discriminação são raciais e étnicos.
Ou seja, não tem sido observado, como disse, salvo em algumas manifestações pontuais, um enfrentamento ideológico pelo ruralismo à política racial e étnica do petismo; o que aparece é uma oposição por interesses materiais imediatos.
Na Bolívia, o presidente índio Evo Morales também trabalha pelo apagamento dos mestiços, mas encontra uma resistência nas mídias e nos meios políticos locais muito maior do que a observada no Brasil em relação à presidente branca. Até que ponto isto está relacionado ao fato da influência política, intelectual e econômica dos brancos no Brasil ser maior do que dos brancos na Bolívia? Isto merece ser pesquisado.
Também merece atenção o fato das principais ONGs que apoiam estas políticas – e suas mídias – estarem sediadas na Holanda, no Reino Unido e nos EUA, países com marcante histórico de segregacionismo étnico e racial e hostilidade a mestiços e à miscigenação.
Certo é que a política racial do governo petista e de outros grupos branco-indigenistas fortalecem o poder segregacionista da raça sempre ameaçado pelo poder democratizador da mestiçagem.

O governo federal brasileiro parece estar criando uma nova tradição: a limpeza étnica de Natal. Em dezembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff empreendeu a Desmestiçagem de Suiá Missu, no Estado do Mato Grosso; neste mês de dezembro de 2013, são os mestiços do Estado de Maranhão os ameaçados de expulsão de suas terras.

O verwoerdismo – a ideologia do sistema de apartheid sul-africano – adotado pela presidente petista apoia a criação de territórios raciais e étnicos segregados para indígenas, sendo na versão do governo federal somada à eliminação oficial do povo mestiço pela sua assimilação na identidade negra.

A invisibilização do povo mestiço ocorre, entre outros, por um “problema” que a sua existência enquanto etnia causa ao verwoerdismo no Brasil. O argumento – e a propaganda – principal para tentar justificar a limpeza étnica de não-índios afirma que os índios estavam na terra antes da chegada dos brancos. Ocorre que este argumento “não funciona” contra o povo mestiço pois este é também nativo por ter sido gerado pelos próprios índios, possuindo, por isto, também direitos originários sobre a terra.

Em determinadas situações, mestiços já habitavam ou descendem de etnias índias que habitaram o território antes daquela que reclama a terra e/ou para a qual o governo federal deseja criar um dos seus bantustões. O que está ocorrendo no Estado do Maranhão, em municípios como Carutapera e São João do Caru, é um exemplo destes casos.

Os guajás, ou auás (nos documentos da Funai, Awá), não são uma etnia originária do Estado do Maranhão, como a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) reconheceu e publicou em Diário Oficial, em 1992. Os auás, afirma a Funai, com referência acadêmica, são provavelmente provenientes do Baixo Tocantins e do Alto Moju, no Estado do Pará. Teriam migrado para o Maranhão especialmente após a Cabanagem, ocorrida entre 1835 e 1840, ou seja, séculos depois da presença de mestiços.

No Amazonas, situação assemelhada ocorre em territórios habitados pelo povo mestiço nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea, onde o governo federal pretende ampliar territórios exclusivos para índios muras.

No Maranhão, onde cerca de 1.200 famílias são o alvo da expulsão, há promessa de resistência.

Mas o que fará a mídia branco-indigenista? Provavelmente o que costuma fazer: divulgará notícias referindo-se a mestiços como “homens brancos”, invasores ou intrusos.

Esta maneira de se expressar não se restringe, porém, à mídia governista, assumidamente petista ou assemelhada. O discurso que predomina na mídia ruralista, p. ex., não se afasta muito da linguagem branco-indigenista. Na mídia ruralista, o conflito aparece, salvo raríssimas exceções, como sendo entre brancos e índios e restrita a produtores e índios – como se professores, pedreiros, porteiros, pessoas de outras profissões não estivessem incomodadas pela limpeza étnica ou a enfrentando. Ninguém é expulso nas criações dos bantustões por ser desta ou daquela profissão, mas por ser desta ou daquela raça e etnia. O conflito e a discriminação são raciais e étnicos.

Ou seja, não tem sido observado, como disse, salvo em algumas manifestações pontuais, um enfrentamento ideológico pelo ruralismo à política racial e étnica do petismo; o que aparece é uma oposição por interesses materiais imediatos.

Na Bolívia, o presidente índio Evo Morales também trabalha pelo apagamento dos mestiços, mas encontra uma resistência nas mídias e nos meios políticos locais muito maior do que a observada no Brasil em relação à presidente branca. Até que ponto isto está relacionado ao fato da influência política, intelectual e econômica dos brancos no Brasil ser maior do que dos brancos na Bolívia? Isto merece ser pesquisado.

Também merece atenção o fato das principais ONGs que apoiam estas políticas – e suas mídias – estarem sediadas na Holanda, no Reino Unido e nos EUA, países com marcante histórico de segregacionismo étnico e racial e hostilidade a mestiços e à miscigenação.

Certo é que a política racial do governo petista e de outros grupos branco-indigenistas fortalecem o poder segregacionista da raça sempre ameaçado pelo poder democratizador da mestiçagem.

De Portal do Zacarias, 24/12/2013.
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