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Nação Mestiça solicitará ao MPF que investigue se autor cometeu crime de racismo

O Movimento Nação Mestiça solicitará ao Ministério Público Federal (MPF) que investigue se as declarações feitas durante feira do livro em Frankfurt, na Alemanha, por um escritor brasileiro que afirmou que os mestiços do Brasil foram gerados por estupro, caracterizam a prática de crime de racismo prevista na legislação brasileira:

“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

“Estas declarações merecem ser investigadas criminalmente. Uma nova técnica de propaganda contra a mestiçagem tem sido adotada por grupos contrários à afirmação étnica do povo mestiço, que está reivindicando seus direitos diante do governo petista que tem empreendido políticas discriminatórias contra ele, como a expulsão dos mestiços de suas terras para a criação de territórios exclusivos para índios.

“Para não ter que fazer afirmações como, ‘sou contra mestiçagem e mestiços, quero preservar minha raça, quero segregação entre raças e etnias’, grupos hostis à etnia mestiça têm associada mestiçagem a ‘embranquecimento’ e a estupro.

“A mensagem que desejam passar é: os brancos, os índios, as pessoas ‘de raça’ nasceram de relações normais e amorosas, mas os mestiços não; os mestiços devem se envergonhar da que afirmamos ser sua origem. Às vezes há até afetação de denúncia contra injustiças, mas o objetivo é fazer o mestiço envergonhar-se de ser mestiço, promover nele abatimento, rebaixar sua moral, ‘desumanizá-lo’ a fim de eliminar sua identidade étnica”, afirma Leão Alves, coordenador do Fórum Nacional do Mestiço.

“Qual a prova histórica que este senhor apresenta para suas afirmações?”, questiona.

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