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Preconceito contra mestiços marca feira literária na Alemanha

Michel Temer, Guido Westerwelle e Marta Suplicy.

A Feira do Livro de Frankfurt (Frankfurter Buchmesse) foi manchada hoje (8) por declarações agressivas e preconceituosas contra mestiços e a mestiçagem brasileira. O evento é realizado pela Börsenverein des Deutschen Buchhandels (Associação do Comércio de Livro Alemão, em português).

Associando mestiçagem a genocídio e defendendo que todos os mestiços brasileiros foram gerados por violência, o escritor convidado Luiz Ruffato afirmou que

“se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas – ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos”.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, as declarações do escritor receberam comentários elogiosos por parte do ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle (na foto acima, ladeado pelo vice-presidente do Brasil, Michel Temer, e pela ministra da Cultura, Marta Suplicy).

A feira recebeu o boicote do escritor Paulo Coêlho. Segundo o site UOL, em entrevista publicada domingo (6) pelo jornal alemão “Welt am Sonntag”, o escritor Paulo Coelho fez graves acusações ao governo brasileiro e disse por que não iria à Feira do Livro de Frankfurt. O evento literário, onde o Brasil é país convidado.

Coelho citou, como motivo do boicote, sua discordância em relação à lista dos convidados para integrar a delegação oficial brasileira de autores, de responsabilidade do Ministério da Cultura, e da qual ele faz parte. “Duvido que todos sejam escritores profissionais”, afirmou.
“Dos 70 convidados, só conheço 20, nunca ouvi falar dos outros 50. São, presumivelmente, amigos dos amigos dos amigos. Um nepotismo. O que mais me aborrece: existe uma nova e excitante cena literária no Brasil. Muitos desses jovens autores não estão na lista”, acusou.
Coelho citou, como motivo do boicote, sua discordância em relação à lista dos convidados para integrar a delegação oficial brasileira de autores, de responsabilidade do Ministério da Cultura, e da qual ele faz parte. “Duvido que todos sejam escritores profissionais”, afirmou.
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“Dos 70 convidados, só conheço 20, nunca ouvi falar dos outros 50. São, presumivelmente, amigos dos amigos dos amigos. Um nepotismo. O que mais me aborrece: existe uma nova e excitante cena literária no Brasil. Muitos desses jovens autores não estão na lista”, acusou.
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Estiveram presentes ao eventos diversas autoridades do governo federal brasileiro, comandado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que tem política oficial de eliminação étnica do povo mestiço.
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Posted in Mestiçofobia acadêmica, Mestiçofobia | Desmestiçagem, Multiculturalismo, Português, Verwoerdismo | Indigenismo.

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One Response

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  1. Leão says

    A nova técnica de propaganda contra a mestiçagem. Para não ter que dizer logo, “sou contra mestiçagem, quero preservar minha raça”, o sujeito posa de anti-racista e associa mestiçagem a ‘embranquecimento’ e estupro.

    Será se os brancos estupravam mais índias do que estupravam mulheres brancas, inclusive as suas esposas? Será se os índios eram gentis como o personagem de ficção Peri e não violentavam índias, nem as de inimigos?

    Qual é a mensagem que desejam passar: os brancos e os índios nasceram de relações normais e amorosas, mas os mestiços não; os mestiços são uns desgraçados que devem se envergonhar de sua origem. E os registros históricos? E as provas? Danem-se, pois não estão interessados nisso, estão fazendo propaganda e não ciência. O objetivo deles, sob a afetação hipócrita de denúncia contra injustiças, é promover a desumanização dos mestiços, promover neles abatimento, rebaixar sua moral eliminar sua identidade étnica.



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