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Secretaria de Justiça do AM, movimentos negros e índios excluem mestiços de conferência racial

Em reunião convocada hoje (27) pelo titular da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SEJUS) do AM, Wesley Aguiar, foi retirada a vaga reservada a mestiço da lista de vagas reservadas a grupos étnicos e raciais para a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III CONAPIR).

A proposta foi feita por movimentos negros e teve apoio do representante da SEJUS, da SEIND (Secretaria de Estado para Povos Indígenas), da SEARP (Secretaria de Estado de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais e Populares) e do movimento indígena.

Embora mestiços e caboclos tenham, por lei, direito a representação em conferências em que haja outros segmentos étnicos ou raciais representados, foi retirada também a vaga reservada a caboclo.

Mantidas reservas de vagas para negros e índios

As reservas de vagas para para índios, negros, quilombolas e comunidades de terreiro para a III CONAPIR foram mantidas.

conferencia.-Cópia-300x250Leão Alves, representante do Fórum Nacional do Mestiço, a única organização mestiça membro da Comissão Organizadora da III Conferência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que tem diversas organizações ligadas a movimentos negros e ao indígena, não reconheceu a legitimidade da Comissão Organizadora para retirar a vaga do mestiço, “Esta reunião foi convocada na véspera do início da conferência, sem que todos os membros da Comissão Organizadora tivessem sido informados sobre sua pauta, inclusive eu. A inscrição dos delegados da III CEPPIR já ocorreu; somente os delegados podem modificar o texto do Regimento”.

Outra decisão tirada na reunião foi rever as categorias e redistribuir as vagas dos delegados já inscritos e colocar o cadastramento dos mesmos sob o crivo da Comissão Organizadora.

Em 2009, a SEJUS descredenciou mestiços e convocou polícia de choque

Em 9 de maio de 2009, durante a II Conferência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do AM, quando ia ser iniciada a discussão e aprovação de propostas, a polícia de choque fez uma fila separando o movimento negro do movimento mestiço.

Havia até um policial militar com uma tarja no braço onde estava escrito ‘canil’ (havia um carro do canil do lado de fora da reitoria da UEA, onde estava ocorrendo a conferência).

Havia “quilombolas” e outras pessoas dos movimentos negros, alguns deles conhecidos militantes do PT e do PCdoB, votando contra propostas que incluíam a palavra mestiço. Nas propostas que vieram da municipal de Manaus e que incluíam a palavra caboclo, votaram para a retirada da palavra.

No primeiro dia (07), o então ministro-interino da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) da Presidência da República, Eloi Ferreira, fez comentários sobre o caboclo que levaram a protestos de muitos dos presentes; o ministro retirou-se do auditório. No dia seguinte, cancelaram as credenciais dos delegados, o que reduziu a representação mestiça e aumentou a negra.

Aprovaram também uma moção contra o movimento mestiço e o FORAFRO (que são contra cotas raciais e a favor de sociais) e pela revogação da lei do Dia do Mestiço, a estadual do AM e a de Manaus.

Algumas pessoas não suportaram os constrangimentos e discriminações contra mestiços e se retiraram do evento, mas o movimento mestiço permaneceu até o fim, trabalhando contra esta política de divisão racial do país.

Em 9 de maio de 2009, durante a II Conferência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do AM, quando ia ser iniciada a discussão e aprovação de propostas, a polícia de choque fez uma fila separando o movimento negro do movimento mestiço.
Havia até um policial militar com uma tarja no braço onde estava escrito ‘canil’ (havia um carro do canil do lado de fora da reitoria da UEA, onde estava ocorrendo a conferência).
Havia “quilombolas” e outras pessoas dos movimentos negros, alguns deles conhecidos militantes do PT e do PCdoB, votando contra propostas que incluíam a palavra mestiço. Nas propostas que vieram da municipal de Manaus e que incluíam a palavra caboclo, votaram para a retirada da palavra.
No primeiro dia (07/05), o ministro-interino da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) da Presidência da República, Eloi Ferreira, fez comentários sobre o caboclo que levaram a protestos de muitos dos presentes; o ministro retirou-se do auditório. No dia seguinte, cancelaram as credenciais dos delegados, o que reduziu a representação mestiça e aumentou a negra.
Aprovaram também uma moção contra o movimento mestiço e o FORAFRO (que são contra cotas raciais e a favor de sociais) e pela revogação da lei do Dia do Mestiço, a estadual do AM e a de Manaus.
Algumas pessoas não suportaram os constrangimentos e discriminações contra mestiços e se retiraram do evento, mas o movimento mestiço permaneceu até o fim, trabalhando contra esta política de divisão racial do país

Negro destrói máquina fotográfica de mestiço

Ao tentar fotografar uma reunião sobre a conferência estadual que estava sendo realizada na SEJUS segunda-feira e à qual foi impedido de participar pelo representante da secretaria, Leão Alves teve sua câmara fotográfica destruída por representante de movimento negro. Nenhuma atitude contra o agressor foi tomada pela secretaria.

Negros e índios têm proteção instituicional, mestiços não

“Negros possuem o Estatuto da Igualdade Racial, a Fundação Palmares e a Secretaria da Igualdade Racial, entre outros, e os índios possuem a FUNAI, o Ministério Público, a SEIND, além de inúmeras ONGs nacionais e estrangeiras para defendê-los, mas nós mestiços não temos um órgão para defender nossos direitos e interesses. Os mestiços estão enfrentando a marginalização em que estão sendo lançados”, afirma Leão Alves.

Posted in Mestiçofobia | Desmestiçagem, Multiculturalismo, Português, Verwoerdismo | Indigenismo.

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2 Responses

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  1. Abiel says

    Igualdade racial… uma verdadeira piada!

  2. Abiel says

    É assim que essa turma age. Esse pessoal do PT e do PCdoB que só sabe falar mal dos outros, mas não produz nada, são verdadeiros extremistas que ficam fechados na cegueira de suas ideologias ultrapassadas. É preciso reagir!