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Cotas raciais e a negação dos mestiços: a pureza racial ataca novamente – Adrualdo Catão

Como uma política racialista pode se sustentar num país mestiço? Eles precisam desaparecer.

Cada vez que leio argumentos dos defensores de cotas raciais fico mais aperreado com o rumo que o debate está tomando. Parece mesmo que os que são contra as cotas são racistas. Na verdade, tecnicamente, é o inverso. Quem pretende utilizar critérios raciais é justamente quem defende as cotas. São eles que acreditam numa clivagem inexistente de fato, e infame do ponto de vista político e moral: a diferença de raça.

Tenho alguns argumentos claros e definitivos contra as cotas raciais que já expus em outros textos no blogue, mas um deles é particularmente relevante. Os mestiços estão sendo apagados da história e da identidade brasileira.

O argumento central contra as cotas baseadas em critérios raciais é o de que raças simplesmente não existem. Biologicamente, isso já é fato incontroverso. As diferenças fenotípicas não significam nada do ponto de vista biológico, sendo impossível ou mesmo inócuo classificar seres humanos por raça. Isso significa que raças são criações humanas.

Esse tipo de criação sempre serviu para segregar, nunca para unir. Ora, se a criação das raças sempre serviu para separar e sempre levou à violência e à opressão, como esperar que a retomada desse conceito nos leve a uma “reparação social”? É muita ingenuidade acreditar que faremos integração por meio de critérios que discriminam. E, pior, são critérios que, historicamente sempre serviram como argumento nefasto contra a igualdade.

Continua em Cada Minuto.

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