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Vistoria do Incra causa polêmica no RS

Para evitar uma vistoria do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), 50 ruralistas da região de Palmas, em Bagé, revezam-se em uma barreira em estrada vicinal. Eles temem que o órgão agrário desaproprie terras após um levantamento fundiário, que busca demarcar área de uma comunidade quilombola. Ontem, o Incra convidou os ruralistas – comunicados do estudo por meio de uma notificação – para uma reunião em Porto Alegre com a intenção de esclarecer o levantamento.

O instituto admite a chance de desapropriações, mas as extensões só poderão ser definidas após o estudo, que integrará um relatório técnico de identificação e delimitação do território da comunidade quilombola de Palmas. Uma avaliação antropológica sobre a origem do quilombo, feita por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também faz parte do documento.

Representante dos ruralistas, Favorino Collares diz que os agricultores estudam o encontro com o Incra, mas vê obstáculos em deixar as propriedades.

– É provável que a gente sugira que os técnicos venham até Bagé e a reunião seja aqui. Acreditamos que não seja certo delimitar áreas e separar as pessoas conforme sua cor. Vamos fazer de tudo para impedir a entrada deles nas propriedades notificadas – diz o ruralista.

Até que o impasse chegue ao fim, os ruralistas seguem com acampamento na estrada vicinal que dá acesso à localidade, com vigília 24 horas. O Incra mantém em sigilo a data exata em que fará a vistoria.

De Zero Hora.

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