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Três são presos em investida policial contra Posto da Mata, segundo locais

Da Redação – Lucas Bólico
Pelo menos três pessoas já foram presas pela força-tarefa que executa a ordem de desintrusão de não-índios no distrito de Estrela do Araguaia, na região Nordeste de Mato Grosso. A investida das forças policiais contra os moradores da região urbana da área em disputa começou neste domingo às 6h.
As lideranças que estão na localidade e conseguem se comunicar calculam no mínimo três prisões. Dentre as pessoas que foram pegas pela polícia está Arnaldo Freitas da Costa, gerente de um dos dois postos de combustível e hotel localizado no local, bem na entrada do distrito.
Arnaldo, conhecido como ‘Papagaio’, foi preso, de acordo com pessoas ligadas ao movimento, porque no posto em que é proprietário estavam guardados os mantimentos que foram tomados pela população local de um caminhão da Funasa nesta semana. O caminhão foi queimado.
Além da prisão de três supostos líderes da resistência, os policiais teriam levado toda a comida que estava sendo armazenada no posto. Desde o início da desintrusão, os moradores de Estrela do Araguaia montaram equipes de trabalho e a alimentação tem sido distribuída gratuitamente entre os moradores com apoio de comerciantes de outras cidades que têm enviado alimentos e até remédios.
“Eles escolheram essa data de propósito para entrar lá, um domingo, véspera da virada de ano novo. Aquilo está um caos, soltaram bombas para todo o lado, até em uma padaria”, conta Nailza Rita Bispo, esposa de Sebastião Prado, membro da Associação dos Produtores Rurais da Área Suiá Missú (Aprosum) que denunciou uma suposta cobrança de propina de membros do governo federal para evitar a desintrusão.
Busca aos líderes
A ação da força-tarefa comandada pela Força Nacional de Segurança (FNS) e Polícia Federal (PF) contou com cerca de 50 viaturas, helicópteros e bombas de efeito moral. Os oficiais surpreenderam a população com uma ação rápida e deixaram todos ‘presos’ dentro de casa a fim de evitar um possível confronto.
Os oficiais de justiça e os policiais buscam agora mais líderes do movimento de resistência para prendê-los. A tática é enfraquecer os moradores minando as lideranças para fazer com que o despejo seja feito de maneira mais fácil.
A Fundação Nacional do Índio (Funai), apontada pelos líderes da resistência como a responsável por uma fraude documental que teria ‘deslocado’ a verdadeira área indígena para a região, divulgou nesta semana um informa que já haviam sido identificados pelos órgãos policiais pessoas com histórico de prisão por homicídio, assalto a bancos, tráfico de drogas, sequestro e assalto a mão armada.
“A Justiça e o Ministério Público, em conjunto com a força-tarefa do governo federal, já manifestaram a determinação de enfrentar com firmeza aqueles que tentarem colocar obstáculos ao cumprimento da ordem judicial”, afirma a Funai.
Fiança
Nailza Bispo afirma ainda que os moradores da região estão juntando dinheiro para pagar a fiança dos que já foram presos.
Atualização 16h26 – Papagaio foi solto após o pagamento de fiança de R$ 6.200,00

Da Redação – Lucas Bólico

Pelo menos três pessoas já foram presas pela força-tarefa que executa a ordem de desintrusão de não-índios no distrito de Estrela do Araguaia, na região Nordeste de Mato Grosso. A investida das forças policiais contra os moradores da região urbana da área em disputa começou neste domingo às 6h.

As lideranças que estão na localidade e conseguem se comunicar calculam no mínimo três prisões. Dentre as pessoas que foram pegas pela polícia está Arnaldo Freitas da Costa, gerente de um dos dois postos de combustível e hotel localizado no local, bem na entrada do distrito.

Arnaldo, conhecido como ‘Papagaio’, foi preso, de acordo com pessoas ligadas ao movimento, porque no posto em que é proprietário estavam guardados os mantimentos que foram tomados pela população local de um caminhão da Funasa nesta semana. O caminhão foi queimado.

Além da prisão de três supostos líderes da resistência, os policiais teriam levado toda a comida que estava sendo armazenada no posto. Desde o início da desintrusão, os moradores de Estrela do Araguaia montaram equipes de trabalho e a alimentação tem sido distribuída gratuitamente entre os moradores com apoio de comerciantes de outras cidades que têm enviado alimentos e até remédios.

“Eles escolheram essa data de propósito para entrar lá, um domingo, véspera da virada de ano novo. Aquilo está um caos, soltaram bombas para todo o lado, até em uma padaria”, conta Nailza Rita Bispo, esposa de Sebastião Prado, membro da Associação dos Produtores Rurais da Área Suiá Missú (Aprosum) que denunciou uma suposta cobrança de propina de membros do governo federal para evitar a desintrusão.

Busca aos líderes

A ação da força-tarefa comandada pela Força Nacional de Segurança (FNS) e Polícia Federal (PF) contou com cerca de 50 viaturas, helicópteros e bombas de efeito moral. Os oficiais surpreenderam a população com uma ação rápida e deixaram todos ‘presos’ dentro de casa a fim de evitar um possível confronto.

Os oficiais de justiça e os policiais buscam agora mais líderes do movimento de resistência para prendê-los. A tática é enfraquecer os moradores minando as lideranças para fazer com que o despejo seja feito de maneira mais fácil.

A Fundação Nacional do Índio (Funai), apontada pelos líderes da resistência como a responsável por uma fraude documental que teria ‘deslocado’ a verdadeira área indígena para a região, divulgou nesta semana um informa que já haviam sido identificados pelos órgãos policiais pessoas com histórico de prisão por homicídio, assalto a bancos, tráfico de drogas, sequestro e assalto a mão armada.

“A Justiça e o Ministério Público, em conjunto com a força-tarefa do governo federal, já manifestaram a determinação de enfrentar com firmeza aqueles que tentarem colocar obstáculos ao cumprimento da ordem judicial”, afirma a Funai.

Fiança

Nailza Bispo afirma ainda que os moradores da região estão juntando dinheiro para pagar a fiança dos que já foram presos.

Atualização 16h26 – Papagaio foi solto após o pagamento de fiança de R$ 6.200,00

De Olhar Direto, 30/12/2012.

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