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O Poeta que nos Legou Belíssimos Sonetos – Francisco Adérson Vieira

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Nasceu Antônio Gonçalves Dias em 10 de agosto de 1823, no sítio Boa Vista, próximo à cidade de Caxias, no Maranhão. Era filho de João Manuel Dias, abastado comerciante português, e de Vicência Ferreira, mestiça maranhense. Por isso, dizia ele ter nas suas veias a mistura de sangue das origens étnicas do Brasil: o negro, o branco e o índio. Foi o grande poeta do Romantismo brasileiro. Em agosto de 1833, com dez anos de idade, trabalhou com o pai no comércio, como caixeiro e encarregado da escrituração. Em 1835, estudou latim, francês e filosofia no colégio do prof. Ricardo Leão Sabino. Em 1838, no Maranhão, de onde viajou para Portugal. Em Coimbra, ingressou no Colégio das Artes, matriculando-se na Universidade, em 1840, para cursar Direito. Foi aí que escreveu “Canção do Exílio”, expressivo soneto, do qual destacamos: “Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá, As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá” Diversos livros de poesia saíram de sua fértil lavra, dentre eles merecem relevo especial: “Primeiros Cantos, Segundos Cantos, Sextilhas de Frei Antão, Últimos Cantos e um Dicionário da Língua Tupi”. Publicou ainda, os poemas sentimentais: “Ainda uma Vez – Adeus!, Seus Olhos, Se Morrer de Amor” e alguns outros. No primeiro – Ainda Uma Vez – Adeus” – ele fala sobre Ana Amélia Ferreira do Vale, inspiradora de suas poesias líricas, por quem alimentou forte paixão. Não lhe sendo possível desposá-la, pelo fato único de ser mestiço, casou-se com Olímpia Coriolano da Costa, filha do Dr. Cláudio Luís da Costa, médico de renome, no Rio de Janeiro, no dia 26 de setembro de 1852. Seu encontro com Ana Amélia, já casada, em Lisboa, inspirou-o para compor esta oitava, plena de afetividade:
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“Enfim te vejo! enfim posso, Curvando a teus pés, dizer-te que não cessei de querer-te Pesar de quanto sofri, Muito penei! Cruas ânsias, dos teus olhos afastado Houveram-me acabrunhado, A não lembrar-me de ti” Ele viveu quarenta e um anos. Morreu de forma inesperada, no naufrágio do navio Ville Boulongne, nas costas maranhenses, nos baixios de Attins, perto de Villa de Guimarães, no dia 3 de novembro de 1864, quando retornava ao Brasil. Foi a única vítima fatal do naufrágio. Com a morte do poeta Antônio Gonçalves Dias, um dos marcos da poesia brasileira, “apagou-se um luzeiro nos cimos” do romantismo brasileiro. Como argonauta de Deus ele se encontra na glória celeste, numa vida mais feliz.
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